Home - Revista Viver Brasil   Friday, 03 de September de 2010  
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Brasil esquecido
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Texto: Márcia Queiroz | Fotos: Pedro Vilela, Daniel de Cerqueira, Robson Regato, Antônio Cruz/ABR, Divulgação e Reprodução
Opiniões e sugestões para a coluna?
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Estilo russo

Aos 18 anos, a mineira Bárbara Zanco é considerada a nova darling das passarelas. Modelo da agência Why Model, de Belo Horizonte, ela vem sendo requisitada para editoriais, desfiles e campanhas no Brasil e exterior. Em janeiro, estreou no São Paulo Fashion Weeek e tem no currículo trabalhos na Grécia, Alemanha, Paris, Londres e Milão.

“Ela tem o estilo russo, o mais valorizado hoje no mercado de moda europeu”, diz o dono da agência, Júlio Martins. Os antepassados de Bárbara, no entanto, passaram longe da Rússia. “Sou descendente de italianos, portugueses, índios e mais alguma coisa. Enfim, brasileira”, define. Morando em São Paulo, ela se prepara para trabalhos em Nova Iorque. Mesmo com a agenda cheia, deu tempo de dar uma esticada a Minas, onde recarregou energias e matou saudades da avó, em Belo Horizonte, e dos pais, em Carmo do Paranaíba, interior do estado.

 

 

 

 

Cadernos artesanais

A designer Patrícia Caetano, 37 anos, inova em Belo Horizonte com a produção artesanal de álbuns de fotografias, livros de receitas e sketchbooks – os chamados livros de esboço, usados por artistas, arquitetos e fotógrafos no processo criativo. A ideia de confeccionar os cadernos surgiu da paixão pelos livros.

Depois de trabalhar em escritórios de design de Belo Horizonte, Patrícia viajou para a Europa a fim de pesquisar sobre a arte dos sketchbooks. “Em um antiquário de Londres, descobri um livro com costura egípcia do século IV, feitas pelos coptas, primeiros monges cristãos. Decidi fazer igual”, conta a artista, que gasta em média duas horas costurando cada caderno.

Os produtos, feitos com papéis especiais e tecidos importados, caíram no gosto dos amigos, logo que saíram do forno. No Natal, foram mais de 50 pedidos. Hoje, ela só dedica à arte dos cadernos artesanais.

Paris na web

Que tal quatro dias de passeio a pé em Paris? Para quem quiser conferir o roteiro, a historiadora Maria Lina Valadares Campos lança neste mês um guia de bolso com dicas para curtir a capital francesa caminhando. A publicação pode ser adquirida no blog www.conexaoparis.com.br, no ar desde 2007.

A ideia de Lina de criar o diário virtual nasceu de uma história de amor. Em 1983, ela deixou Belo Horizonte para cursar doutorado em Paris, onde acabou se casando com o parisiense Alby Hauteville. “Como me instalei na cidade, servia como guia de amigos e pessoas da família. Dava dicas de lojas a hospital”, conta.

Com o avanço tecnológico, não deu outra. Lina levou as dicas para o mundo virtual. O blog é considerado hoje um dos mais ricos sobre Paris, traz desde dicas de hotéis a cabarés. “São registrados 2,5 mil a 3 mil visitas por dia”, diz Lina, que mora ao lado da Galeries Lafayette, famoso endereço de compras. O segredo, segundo ela, está no olhar parisiense não de brasileiro sobre a cidade.

 


Autonomia municipal

O deputado federal José Santana de Vasconcellos (PR-MG) solicitou à assessoria técnica da Câmara um estudo que aponte um caminho constitucional para garantir mais recursos e autonomia financeira dos municípios. “Não é justo que os prefeitos tenham sempre que mendigar verbas em Brasília para comprar ambulâncias, veículo escolar ou montar posto de saúde. Recursos suficientes deveriam ser repassadas diretamente da União para os cofres municipais, para que as comunidades decidam o que fazer com o dinheiro”, defende.

Para o parlamentar, mesmo antes da redução nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), provocada pela queda de receitas na União, os prefeitos já viviam de pires nas mãos. Ele espera que a autonomia dos municípios possa ser abordada dentro das discussões da reforma tributária.

Bate-papo
Crise de valores

Viajar é a melhor coisa que existe para a jornalista e escritora Danuza Leão. Duas a três vezes por ano, ela pega o avião para a Europa e o Natal sempre passa em Paris. No último livro Fazendo as Malas, lançado pela Companhia das Letras, Danuza reúne dicas e impressões sobre  Sevilha, Lisboa, Roma e Paris. Esta última sua grande paixão. Lá exerceu carreira de modelo internacional aos 17 anos, antes de se casar com o jornalista e empresário da comunicação Samuel Wai­ner. Mais que um guia , o livro é uma agradável viagem aos relatos de Danuza sobre con­su­mo, valores e culinária. Em en­trevista à coluna, ela foi além do turismo, discorrendo sobre temas como solidão e sucessão presidencial.

Como surgiu a ideia de escrever o livro Fazendo as Malas?
Estava viajando para Europa e meu editor (Luiz Schwarcz), da Companhia das Letras, me disse: por que não escreve um livro? Achei a ideia interessante e topei.

Gostou da experiência?
Sim, mas é muito trabalhoso. Não existem minutos de relax, a gente fica o tempo todo ligada. Gostei da experiência e há planos de fazer outro livro sobre viagem, mas ainda não definimos para onde vou viajar.

Por que gosta de viajar sozinha?
Não tenho paciência de ficar esperando. Fazendo o gosto das pessoas. No final ninguém faz nada.

Há muitos anos também você mora sozinha. Existe receita de viver bem assim?
Não há segredo nenhum. Acho que é uma questão de tendência que a gente tem, de temperamento.

Na juventude você vivia cercada de pessoas. Descobriu esse gosto pela solidão mais tarde?
Ah, foi. A vida social foi tão intensa que eu enjoei.

Você acaba de chegar de  Paris. A cidade está diferente com a crise?
Paris nunca muda, mas a globalização está chegando no mundo inteiro.

Acha isso ruim?
Não gosto muito, porque com o tempo em qualquer lugar que você vá, vai ter os mesmos restaurantes, as mesmas lojas. O mundo vai ficando igual.

E sobre o Brasil, qual a sua opinião sobre o governo do presidente Lula?
Estou cansada do Lula e doida para ele sair e entrar logo o José Serra (governador de São Paulo e pré-candidato às eleições presidenciais de 2010).

Como mulher, não acha que a ministra Dilma Rousseff poderia ser um bom nome para sucedê-lo?
Tenho horror a Dilma porque ela fala tão empolado, que não consigo entender nada que ela diz. Aliás, não votaria no PT de jeito nenhum.

Prazer à mesa

Surgido na Itália nos anos de 1980, o Slow Food, movimento que defende o consumo de alimentos artesanais, cuja produção respeite o meio ambiente, ganha adeptos em Minas. Na contramão dos fast-foods, os seguidores da filosofia defendem as tradições regionais e o prazer de saborear alimentos com tranquilidade. Em Minas o braço direito do movimento internacional é o Instituto de Convivialidade e Cultura Alimentar, em Tiradentes. A entidade promove eventos ligados à gastronomia e estimula o cultivo de hortas em escolas. Desde o ano passado, começou a tomar forma também o Slow Beer, movimento surgido na Alemanha para defender e prestigiar as cervejarias de pequeno porte. “A ideia é cobrar ações de proteção comercial junto ao governo, como redução da tributação, para que as pequenas cervejarias continuem tendo seu mercado”, diz o vice-presidente do instituto e dono da microcervejaria mineira Falke, Marco Falcone (foto).

 

 

 

Veículos militares

Considerada a maior feira de equipamentos militares da América Latina, a Latin America Aero & Defense (LAAD), realizada em 14 de abril, no Rio de Janeiro, contou com novidade mineira. Sediada em Sete Lagoas, Região Metropolitana de Belo Horizonte, a Iveco, fabricante de caminhões, ônibus e veículos limitares, apresentou junto ao Exército brasileiro a maquete em escala real da nova Viatura Blindada de Transporte de Pessoal Médio sobre Rodas (VBTP-MR). O projeto é fruto de licitação promovida pelo Exército em 2007, vencida pela Iveco. O veículo de transporte de 18 toneladas, equipado com motor diesel, tem capacidade para carregar 11 militares. Para o CEO da Iveco Latin America, o engenheiro Marco Mazzu (foto), o desenvolvimento da nova viatura mostra o grande potencial da empresa em trazer tecnologia de ponta para o país. Essa é uma vantagem da Iveco, que vem lançando duas novas famílias de caminhões por ano no Brasil”, diz.

Túnel do tempo  
        

Em 1982, o cantor e compositor Dalto liderou as paradas musicais com a canção Muito Estranho. Nunca mais alcançou igual fama e espaço na mídia, mas segue carreira sólida compondo e fazendo shows pelo Brasil afora. “Jamais deixei de compor”, conta Dalto, que despertou o gosto pela música ainda na infância, influenciado pelo pai, o compositor Dalto Medeiros, um dos autores do clássico da bossa nova Canção do nosso Amor. Formado em medicina, no final dos anos 1970, ele conta que nunca quis exercer a profissão.

“A música é minha verdadeira paixão”, diz Dalto, que tem letras gravadas nas vozes de cantores e grupos musicais, como Roupa Nova, Beto Guedes, Fafá de Belém, Marina e Simone. Casado há 35 anos e pai de três filhos, neste ano ele se prepara para a gravação do primeiro DVD, que terá como palco Niterói, cidade onde vive desde a juventude.

Defensor das águas

Desde os tempos que exercia o ofício de jornalista, o deputado Nárcio Rodrigues (PSDB-MG) (na foto com o governador Aécio Neves) diz ter como preocupação a causa ambiental, que foi levada para a carreira política. Idealizado pelo parlamentar, o Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisas Aplicadas em Águas, o Hidroex, deverá ser inaugurado em agosto em Frutal, Triângulo Mineiro.

O empreendimento, que recebeu investimentos da União e estado, funcionará como escola das águas para o Brasil, América Latina e países africanos de língua portuguesa. O governador de Minas, Aécio Neves, viajará para Paris, no final deste mês, para defender a aprovação do centro pela Unesco. “Será a última avaliação da organização.

Tenho certeza de que entraremos em atividade em agosto. Precisamos investir em pesquisas e políticas de preservação ambiental”, garante o deputado, para quem as águas, devido à escassez, poderão se transformar em potencial de conflito no futuro.

X

"A contribuição do Brasil ao FMI será em empréstimos que não diminuam nossas reservas e concedidos a países pobres"
do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva

"Tem dinheiro para o FMI e não tem para os municípios do país que governa. Este presidente é um descalabro"
do deputado Jose Aníbal, líder do PSDB na Câmara



Não à corrupção

Maior operadora de turismo da América Latina, a CVC aposta no aumento da oferta de passeios e descontos nos preços dos bilhetes para atrair clientes que, com medo dos efeitos da crise, costumam cortar as despesas com viagens do orçamento. O resultado, de acordo com o diretor geral da CVC em Minas, Edgar Toledo (foto), tem sido positivo.

“A CVC realizou campanhas nacional e externa, com boas vendas”, diz. A estratégia será usada também em julho pela operadora, que há cinco anos freta voos com destino a Bariloche, na Argentina, devido à grande procura pela estação de esqui. “Os bilhetes serão 40% mais baratos que o ano passado”, anuncia Toledo.  Entre 26 de junho e 4 de agosto,  10 voos por semana partirão de São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro e Porto Alegre com destino à cidade argentina.

 

 

Voos para o mundo

Maior operadora de turismo da América Latina, a CVC aposta no aumento da oferta de passeios e descontos nos preços dos bilhetes para atrair clientes que, com medo dos efeitos da crise, costumam cortar as despesas com viagens do orçamento. O resultado, de acordo com o diretor geral da CVC em Minas, Edgar Toledo (foto), tem sido positivo.

"A CVC realizou campanhas nacional e externa, com boas vendas", diz. A estratégia será usada também em julho pela operadora, que há cinco anos freta voos com destino a Bariloche, na Argentina, devido à grande procura pela estação de esqui. "Os bilhetes serão 40% mais baratos que o ano passado", anuncia Toledo. Entre 26 de junho e 4 de agosto, 10 voos por semana partirão de São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro e Porto Alegre com destino à cidade argentina.

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