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Cidade do samba
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Loucas (e loucos) por lingerie

Conheça homens e mulheres fascinados pela sensualidade, beleza e demais fantasias provocadas pelas peças íntimas.

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Delicadas, sofisticadas, sensuais, comportadas. Preta, branquinha, chocolate, vermelha como fogo. Independentemente do modelo e da cor, a lingerie exerce verdadeiro fascínio entre muitas mulheres – e homens também! Para algumas pessoas, é uma paixão inexplicável. “Tenho armários de lingerie e compro todos os lançamentos. São peças que me atraem enlouquecidamente”, confessa a representante comercial Fatima Gonçalves Signoretti. “Ela dá feminilidade. Tirar o robe e estar com um conjunto maravilhoso, isso mexe com o homem e com a auto-estima da mulher”, afirma Luís Henrique Sampaio, consultor de mercado de luxo, marketing e imagem pessoal.

Ele tem razão. A psicanalista Graciela Bessa explica que, para algumas mulheres, a lingerie a faz se sentir bem, valorizada. “Toca o ponto narcísico da mulher, de se olhar e de se ver com uma roupa íntima bonita. Outras querem agradar ao parceiro. Não tem regra, depende de cada pessoa”, afirma.

Segundo Carla Martins, gerente de uma casa sofisticada de lingeries de Belo Horizonte, conjuntos de sutiã e calcinha têm realmente mui­ta procura. O preto é a cor que mais sai – e a preferida dos homens. Aliás, eles representam 30% da clientela da loja. “Em geral, são homens casados que compram lingerie para presentear a esposa”, afir­ma Carla. “Meu marido sempre me dá de presente”, atesta a empresária Raquel Rodrigues da Costa. Fã das peças íntimas e também das camisolas e robes, ela conta que, ultimamente, tem gostado mais da linha de seda com stretch e estampa. Na maison onde é cliente, são encontrados conjuntos de calcinha e sutiã a partir de 260 reais. O mais caro, nada convencional, chega a 840 reais.

Mas preço parece não ser problema. Pelo menos para a empresária Jussara Naves, que paga o que for se amar a peça. “Uma vez comprei um corselete de 650 reais, que só era vendido sob encomenda”, conta. A paixão pela moda íntima é tanta, que ela compra pelo menos um conjunto todo mês, para renovar o estoque. “É quase um vício. Guardo tudo em caixas para não estragar. Tenho o maior xodó com minhas peças, só uso sabonete específico, é meio uma frescura mesmo”, confessa.

A empresária Ângela Souza também é muito cuidadosa com suas roupas íntimas. Mandou fazer gavetas próprias no armário só para elas. Fica tudo separado: conjunto para ocasião especial, para aula de ginástica, para o dia-a-dia. “Sou muita vaidosa, e lingerie tem um lado glamouroso, sensual, de mistério. Mexe com a imaginação da pessoa. Ela diz tudo: retrata bem quem você é”, diz. Já a modelo Pryscilla Bacher gosta mais dos modelos simples, sem muitos detalhes. “Tenho muitas peças coloridas, alegres, de materiais diferentes. Compro de três em três meses, mais para usar no dia-a-dia mesmo”, conta.

E cada vez mais o comportamento da compradora tem mudado. “Antes elas não assumiam que iam dividir a lingerie com alguém. Mesmo que esteja sem parceiro, ela compra para si, mas pensando no outro, em seduzi-lo. O olho da conquista não sai”, afirma a proprietária de outra maison em Belo Horizonte especializada em lingerie, Rosângela Oliveira. E não foi só o comportamento que mudou: a peça íntima é feita hoje para ser a peça principal com a roupa. Não é mais uma coisa oculta, que tem de se esconder. “Tem gente que procura um sutiã com strass, por exemplo, com a intenção de deixar a alça aparecer. É uma deixa: debaixo dessa camiseta, tem uma peça bonita. Hoje tem até sutiã turquesa e vinho para usar com regata branca”, afirma a empresária.

Outra peça que tem agradado em cheio é o sutiã prensado, todo inteiro. Nessa li­nha, a novidade é o lurex macio, em tom dourado e prata, que deixa a peça do dia-a-dia sofisticada. Outra febre: ligas de perna, de cores variadas e com detalhes como strass e pluminhas. E se a intenção é ficar sexy, o que não faltam são as bijuterias de corpo: sutiãs e calcinhas de strass, cintos, coleirinhas, tornozeleiras e vestes supersensuais para completar a produção. Para quem gosta do estilo Lolita, tem opções com frufus e conjuntinhos de camiseta com shortinho. “Também saem muito os bodies importados de renda, que modelam o corpo e deixam a mulher muito sensual”, conta a proprietária de outra maison, Juliana Fernandes.

O administrador W.S, que preferiu não se identificar, assume que gosta mesmo é de calcinhas vermelhas e pretas e minúsculas. “Também curto muito cinta-liga e as criações que a minha namorada faz. Ela sempre tem uma surpresa”, comenta. Na opinião dele, a lingerie desperta desejo, motiva o ho­mem. “A mulher vestida com uma peça bonita, à meia-luz, é muito atraente”, resume. Assim também pensa o economista Rafael Dias Porto, que gosta de entrar em loja de lingerie e comprar presentes para a namorada. “Só de ficar imaginando a pessoa com aquela peça dá um sensação muito boa. Mesmo agora, estando sem namorada, gosto de olhar as vitrines e, às vezes, até compro um conjunto. Quem sabe não aparece uma candidata?”

PARA SUA LINGERIE DURAR MAIS              

  • Deixe a lingerie de molho por 20 a 30 minutos, no máximo
  • Lave as peças à mão, com sabonete próprio, mais delicado. Não esfregue com força: faça movimentos como se fosse uma massagem
  • Não use alvejante, que pode causar danos à estrutura do tecido
  • Use água fria, que preserva a qualidade do tecido
  • Nunca lave a lingerie no chuveiro. A temperatura quente pode destruir as fibras, principalmente as dos tecidos sintéticos
  • Seque as peças à sombra
  • Os sutiãs com aros e enchimento nunca devem ir para a máquina de lavar. Na centrífuga, o aro metálico vai entortar, amassar, rasgar a peça e até sair do lugar
  • Guarde os sutiãs sempre com os bojos invertidos para não amassar

Fontes: Maison du Banho e site manequim.abril.com.br

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