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Texto: Márcia Queirós
Opiniões e sugestões para a coluna?
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Tênis e inglês
Quem vê os outdoors da campanha publicitária da Itambé não passa desatento à modelo de tipo bem brasileiro. O rosto é da miss Minas Gerais Mundo 2008, Jeanine D´Castro, 24 anos, que em maio próximo disputará o título nacional em São Paulo. Ela é a primeira negra que representará o estado no concurso Miss Brasil Mundo, criado em 2005. Atributos não faltam à bonita candidata: 60 quilos distribuídos em 1,76 metro de altura, 63 centímetros de cintura e 94 de quadris. Para chegar em forma e atender a outros requisitos do concurso, como domínio de idiomas e habilidades, estuda inglês e se dedica ao tênis. Em Sete Lagoas, cidade que representou, não perde tempo em dar raquetadas nos finais de semana, até maio chegar. “Estou trabalhando muito, com determinação”, assegura a miss, que depois de conquistar a faixa se mudou para Belo Horizonte, onde segue carreira de modelo.
Volta a Belo Horizonte
Filha dos atores Letícia Sabatella e Ângelo Antônio, Clara Sabatella completou 16 anos neste mês. Em 1993, o nascimento da menina em Belo Horizonte, quando os pais visitavam Minas, chamou a atenção de todo país. Clara nasceu com apenas 26 semanas de gestação e permaneceu em recuperação na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Mater Dei durante três meses. O longo período do bebê em internação na cidade fez com que Letícia, que vive com a filha no Rio de Janeiro, criasse laços de amizade com os médicos, entre eles o casal de ginecologistas e obstetras Mariza Chagas Sales e Walter Tavares Sales. Hoje separada de Ângelo Antônio, Letícia faz questão de vir a Belo Horizonte consultar com a médica. É Mariza, também, quem fez o parto, a ginecologista de Clara.
Repetência é solução?
Vista como solução pela maioria das famílias brasileiras para os filhos com baixo desempenho na escola, a repetência pode não ser o melhor caminho. O estudante quando repete o ano tem pior índice de aprendizagem. A constatação é da tese de mestrado defendida pela economista Luciana Luz (foto), na Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. “Avaliei a repetência sob o ponto de vista da nota dos alunos. Foi o primeiro estudo nacional deste tipo, outras pesquisas avaliaram aspectos como efeitos emocionais”, diz a economista que, com a tese, orientada pelo professor Eduardo Rios Neto, obteve o título de demógrafa. Luciana analisou durante dois anos os boletins de alunos de escolas públicas de seis regiões metropolitanas do Centro-Oeste, Norte e Nordeste do país. “Constatamos que os alunos que tiveram progressão de série com notas baixas, no limite, quase iguais às dos que foram reprovados tiveram melhor desempenho no ano seguinte, ao contrário daqueles que repetiram o ano. O aluno deficitário não lucra sendo exposto ao mesmo conteúdo”, conclui a economista, lembrando que o Brasil registra os maiores índices de repetência do mundo. Segundo dados da Unesco, 20% dos estudantes do Ensino Fundamental são reprovados no país. “Os pais, no entanto, veem a repetência como segunda chance de aprender. A opinião pública é contra a progressão”, lamenta, lembrando ser preciso investir na qualidade do ensino.
A reprovação no mundo
Índices de repetência no Ensino Fundamental *
Brasil: 20%
Coréia do Sul: 0,01%
China: 0,3%;
Itália: 0,3%;
Finlândia: 0,4%;
Alemanha: 2%,
Chile: 2%;
Cuba: 4%,
Reino Unido: 4%;
EUA: 6%,
França: 9%;
Ruanda: 19%.
*Dados da Unesco de 2002
Novos tempos
A função de atenuar as mazelas sociais, tradicionalmente atribuída às primeiras-damas em estados e municípios, há três anos é exercida por uma técnica especialista da área em Belo Horizonte. Servidora de carreira da prefeitura e com larga experiência em políticas de desenvolvimento social, a paulista Rosalva Alves Portella (foto) foi escolhida pelo prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), para permanecer na presidência da Associação Municipal de Assistência Social (Amas). Na gestão do ex-prefeito Fernando Pimentel, ela assumiu o cargo em substituição à então primeira-dama Thais Pimentel, que é historiadora e não se via com perfil para o cargo. “Pimentel quebrou a tradição do primeiro damismo. As questões sociais hoje estão inseridas nas políticas públicas. Ele entendeu que a presidência da Amas teria que ser ocupada por uma técnica da área e não necessariamente pela primeira dama”, afirma Rosalva, que antes de assumir o comando da entidade, em 2005, atuou na Secretaria de Assistência Social de Belo Horizonte por 15 anos. Segundo ela, o prefeito Marcio Lacerda segue o mesmo raciocínio e deseja que ela dê continuidade e avance na condução dos trabalhos.
Bate-papo preferido do Rei
Os intérpretes musicais sempre ganham a fama, e poucos costumam se atentar para os criadores. No Brasil, um dos mais consagrados compositores, Carlos Colla, completou cinco décadas de carreira ano passado. Autor de 44 canções gravadas por Roberto Carlos, ele é também um dos mais requisitados de outros cantores. De Alcione a Zezé di Camargo passando por Xuxa e Legião Urbana, 177 intérpretes, bandas e duplas sertanejas já gravaram Colla. Letrista de sucessos da MPB, como Falando sério, Você vai ver e Bye, bye tristeza, é ele quem assina a canção Vidro fumê, de abertura da novela Negócio da china. Confira, a seguir, detalhes sobre a vida e criação do compositor preferido do Rei.
Como nasceu a parceria com Roberto Carlos?
Comecei a compor na adolescência músicas para o teatro. Conheci o Roberto Carlos no Canecão em 1970, junto com meu amigo Maurício Duboc, quando ele logo pediu uma música. Compus com o Maurício A Namorada e Negra. Nasceu aí a parceria, que permanece até hoje. O Roberto já gravou 44 composições minhas.
Para ter tantas canções gravadas por Roberto Carlos, existem afinidades e convivência entre vocês?
O Roberto é uma pessoa doce, carinhosa. De vez em quando vou lá na Urca, na casa dele. É uma relação de anos, de carinho. Essas coisas de empatia a gente não explica. Há pessoas que você conhece e em cinco minutos já está amiga. Roberto tem uma luz poderosa que derrama em cima da gente. Cada vez mais conheço a alma dele e, assim, cada vez mais ele me grava.
As músicas sempre são associadas aos intérpretes. Isso o incomoda?
Adoro ficar no meu cantinho, com o violão e a poesia que Deus me deu. É gostoso, prazeroso, ficar em casa e nem ir à gravadora.
Como é o dia-a-dia de um compositor profissional?
Levanto tipo meio-dia, tomo um cafezinho, faço 40 minutos de ginástica. Depois almoço, tomo o meu vinho. Aí durmo um pouquinho e levanto por volta das 16 horas. Sento-me, então, ao computador, pego o violão e vou compondo até as 4 da manhã.
A tecnologia se tornou aliada dos compositores?
É um monstro porque desempregou muita gente, mas uma maravilha por dar acesso a muitas coisas. Com a internet componho em parceria com amigos, como o Elias Muniz, em São Paulo, e o Antônio Bahiense, em Minas. Esse último me mandou uma melodia tão linda que ainda nem tive coragem de fazer uma letra.
Ano passado, você fez show em comemoração dos 50 anos de carreira. Como foi a experiência de sair dos bastidores para o palco?
Estava sem cantar há um tempão e até me esquecendo disso. Puseram, então, um violão em minhas mãos na casa de um amigo. Daí nasceu a ideia de um show para festejar os 50 anos da minha carreira. Foi em setembro, no Vivo Rio, e para minha surpresa a casa ficou lotada, com três mil pessoas. Foi um dos dias mais felizes da minha vida. Vai virar até um DVD.
Teatro do riso 
Em tempos de crise financeira internacional, notícias trágicas de guerra no Oriente Médio e início de ano, com muitas contas e impostos para os brasileiros pagarem, rir pode ser uma válvula de escape. Pelo menos para os belo-horizontinos as comédias são o gênero preferido da Campanha de Popularização de Teatro e Dança, em cartaz até 8 de março. “É a preferência nacional no cinema, na TV e não é diferente no teatro. Embora a campanha seja aberta a todos os tipos de espetáculos, a comédia tem o maior público”, destaca o coordenador Dílson Mayron (foto). Dos 116 espetáculos, 75 adultos, 33 infantis e oito de dança, segundo ele, o gênero do riso ocupa a maioria das peças. Espetáculos como Acredite, um espírito baixou em mim e Meu tio é... tia participam há vários anos da campanha e estão entre os recordistas de público.
Lápis raros
O empresário Orrisson Manoel Louro (foto), 54 anos, espera entrar para o RankBrasil, o livro dos recordes brasileiros, com coleção inusitada. Há mais de 20 anos, ele coleciona lápis e conta com mais de 1,2 mil guardados em casa. A paixão começou em Cataguases, Zona da Mata, onde comprou coleção com 700 itens de um amigo, que guardava raridades como lápis de propaganda de produtos e times de futebol. Ele exibe com orgulho lápis cinquentenários, como o da marca de refrigerante Guarapan e do América Football Club do Rio. “Nos anos 50 e 60, em vez de caneta, as empresas davam lápis de brinde”, recorda. Com a coletânea herdada, Orrisson criou gosto e hoje os amigos, em viagem, retornam com lápis para o empresário. Os contatos com os organizadores do RankBrasil já foram feitos, agora Orrisson sonha escrever parte da história dos recordes com seus lápis raros.
Opinião divergente 
Políticos costumam ter comportamento bastante peculiar.
No popular, dançam conforme a música. O ministro do Desenvolvimento Social, o petista Patrus Ananias (foto),
por exemplo, usou como argumento para se posicionar contra a eleição do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), o fato de ser ele inexperiente na vida política, que nunca disputara uma eleição. Apenas um técnico. Curiosamente, não enxerga na ministra da Casa Civil, Dilma Roussef (PT), o mesmo problema. Patrus acha que a escolha de Lula pela ministra para ser sua candidata a presidente está correta, pois ela tem demonstrado enorme capacidade administrativa e de coordenação. A escolha pessoal do presidente, feita sem a reclamada “discussão interna”, está certa, pensa o ministro.
X
“O acordo ortográfico, resultado de uma longa e frutífera negociação com Portugal e os demais países lusófonos, significa, entre outras vantagens, um enorme avanço no sentido de que o português seja reconhecido como língua internacional de cultura em todos os foros mundiais. Trata-se de uma simplificação que beneficiará cerca de 250 milhões de pessoas.
É pouco?”
“É uma reforma boba, idiota, que implicará
custo altíssimo na reedição de livros para mudar a grafia de pouquíssimas palavras no país. Entre o Brasil e Portugal, existe o Oceano Atlântico.
É natural que existam diferenças entre o português de cada país. Leio José Saramago com a palavra ator escrita com c (actor) e isso não tem problema algum.”
Fé em Aécio
O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (foto), aos mais íntimos, diz que o governador de Minas, Aécio Neves – com a sua decisão de ser um nome para o partido – tem tudo para ser o próximo presidente da República e ser o candidato dos tucanos batendo o governador paulista José Serra. Politicamente, Guerra acredita que Aécio articula bem e a partir de suas viagens pelo Nordeste, que começam em março, em pouco tempo o nome do mineiro crescerá nas pesquisas. Aécio sai de Minas com mais de 80% das intenções de votos. A briga agora é de quem será vice de Aécio Neves.
58 anos de estrada
Eles nasceram quando o rock entoava os primeiros acordes, viram nascer o punk, o funk e outros ritmos, mas continuam firmes com os mesmos instrumentos musicais: pimba, afoxé e violão. O trio Irakitan completa 58 anos de atividade com histórias alegres e trágicas. O grupo foi criado em Natal (RN) por três jovens cantores, que antes do sucesso no país fez carreira em outros países, como Venezuela e México. Ao voltar ao Brasil em 1954, os músicos se tornaram conhecidos, com repertório de sambas-canções e boleros. O nome foi dado pelo folclorista Luís da Câmara Cascudo e significa, em tupi, verde mel ou doce esperança. No entanto, os momentos de doçura nem sempre acompanharam o grupo. Da formação original, restou Paulo Gilvan Duarte de Bezerriol, 78 anos, que toca afoxé. Edison dos Reis França suicidou-se em 1965, depois de assassinar a mulher, no auge da carreira. João da Costa Neto morreu em 2005, após permanecer 16 anos em coma. Os dois são substituídos, hoje, pelos irmãos Edil e Edilson Andrade. O trio, que viveu o auge do sucesso dos anos 50 a 70, continua em plena atividade. Tem mais de 70 discos gravados; de dois em dois anos, lança um CD; e na agenda há shows programados de janeiro a dezembro, com repertório que traz de boleros a bossa nova.
Sarney é nome
Ex-presidente da República, o senador José Sarney só não retornará à presidência do Senado se não quiser. Até mesmo o presidente Lula tem conversado com Sarney para que aceite voltar ao cargo para pacificar o quadro político e comandar a Casa legislativa durante a sucessão presidencial. Das últimas raposas políticas, Sarney desde o início sabia que seria a solução para o Senado. O petista Tião Viana (foto) deve ir para um ministério.
Foco no negócio
O Centro Universitário Newton Paiva –
depois que foi comprado por poderoso grupo paulista – tem como reitor o capixaba Luis Carlos de Souza Vieira, que durante muitos anos foi diretor nacional do Senai. Já instalado em Belo Horizonte, Luis Carlos vem fazendo reformulação na administração e uma das suas recentes providências foi vender a superada gráfica do Unicentro Newton Paiva, pois acredita que o objetivo principal é a educação.
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