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cidade
Benefício coletivo
Novas regras para o transporte coletivo da capital já estão em vigor trazendo mais conforto e benefícios para a população
Texto:Eliza Peixoto
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Transporte público com qualidade é reivindicação, ou melhor, necessidade premente da maioria da população das grandes cidades, que têm nele sua forma de ir e vir. Além disso, um transporte de massa, que realmente atenda as pessoas, é uma importante ferramenta na diminuição do aquecimento global porque, se ele funciona bem, não há razão para se ir trabalhar de carro, o que gera redução das emissões poluentes e melhoria no tráfego em geral.
Em Belo Horizonte várias medidas estão sendo tomadas para que isso aconteça. Desde novembro deste ano, a cidade conta com novas regras definidas pela prefeitura, que prometem suprir esta demanda. Estas regras deverão vigorar até 2028, de acordo com as determinações estabelecidas em contrato com os consórcios responsáveis pela nova gestão da rede de coletivos da cidade.
Joel Jorge Paschoalin, diretor do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Belo Horizonte, afirma que a entidade tem participado ativamente do processo de implantação desse sistema e que são previstos diversos benefícios para os usuários, que irão resultar em melhor fluidez do trânsito e, em conseqüência, mais agilidade do transporte coletivo. Entre os benefícios, ele cita uma maior oferta de viagens para o usuário, principalmente aos domingos, com tempo de espera máximo de 30 minutos nos pontos. Também aos domingos, o usuário, com o cartão BHBUS, poderá utilizar a integração, no tempo de 90 minutos, pagando tarifa única de 2,10 reais. Nos dias úteis, a previsão é de que os usuários só esperarão 20 minutos, entre um ônibus e outro, nos horários de pico.
Atualmente, a frota de coletivos da capital mineira é composta por 2.823 ônibus, distribuídos em 265 linhas, transportando em média 1,4 milhão de passageiros nos dias úteis. Aos domingos esse número cai para 494 mil. A diminuição do tempo de espera do passageiro nos pontos não significa, de acordo com Paschoalin, o aumento dessa frota que, caso ocorresse, complicaria o trânsito, com o crescimento do número de veículos nas ruas. “O importante é adequar a atual frota aos novos quadros de horários, em benefício de todos. Além disso, estão sendo implantados novos terminais de embarque e desembarque de passageiros, como na avenida Bernardo Monteiro, perto da região hospitalar”.
Outra mudança que está sendo realizada aos poucos é a renovação da frota. Os antigos ônibus darão lugar a veículos mais confortáveis e com novo leiaute. No interior de cada um, o quadro de horário fica à esquerda e mostra o mapa do percurso da linha. A cor vermelha dos assentos, reservados para idosos, gestantes, portadores de deficiência física e obesos, mudou para amarela. No exterior dos veículos serão respeitadas as cores atuais, definidas de acordo com o tipo de itinerário (amarelo para as linhas circulares e alimentadoras; azul nas diametrais e radiais; verde nas troncais e semi-expressas; e laranja nas interbairros).
O tom mais forte da cor predomina na parte inferior das laterais dos ônibus, e os pára-brisas terão adesivos bicolores, indicando as regiões em que o coletivo circula. As grandes setas circulares na lateral dos ônibus dão lugar a imagens sombreadas dos arcos do Viaduto de Santa Tereza, da Igrejinha da Pampulha, do Edifício Niemeyer, na praça da Liberdade, e do obelisco da praça Sete, cartões postais da cidade. A mudança do leiaute foi pensada para dar melhor visibilida–de e facilitar a identificação pelos usuários. Também proporciona maior divulgação dos pontos turísticos da capital.
Outro benefício é que, aos domingos, haverá facilitação do acesso da população às áreas de lazer e aos pontos turísticos, com implantação de atendimento especial para a região da Pampulha e centro-sul. Todo o sistema será operado pelos consórcios Pampulha, BHleste, Dez e Dom Pedro II, que venceram a licitação pública, e a fiscalização será baseada em regras claras já definidas pela prefeitura e de total conhecimento dos operadores.
Daisy Franca, designer gráfico, comenta já ter sentido algumas melhorias, como a mudança dos itinerários que ligam os bairros a pontos mais distantes. “Por transitar pelo anel rodoviário, há um alívio do trânsito na região central e economia de tempo para o usuário.” O novo leiaute, segundo ela, também foi aprovado. “Enfatiza a imagem de BH pela cor e pelo símbolo turístico. Além disso, o letreiro ganhou mais visibilidade à noite.”
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