Dona Célia e mais três ajudantes colam motivos natalinos nos presentes de fim de ano que cada um dos 400 funcionários do Maksoud Plaza vai receber. O ateliê provisório fica no 21º andar, o Tower, o mais elegante onde estão as suítes de dois andares, com escadinha e vista do centro de São Paulo. Talvez o doutor Henry – como é tratado o dono do hotel por todos ali – não tivesse gostado de ver o corredor tomado pelos papéis vermelhos, glitter, embrulhos e sua mulher e amigas imersas naquela tarefa. Mas ele há de concordar que a cena delata o espírito familiar do Maksoud. O símbolo da hotelaria de luxo e conforto na década de 80, destino certeiro de celebridades internacionais e da alta sociedade paulistana, completou 30 anos no final de 2009. Uma balzaquiana elegante, sem perder os laços com a origem, e de olho no futuro. |
Mas, uma vez dentro do Maksoud Plaza, você pode até achar que está num mosteiro budista, tamanho silêncio, interrompido por um suave jazz ou bossa nova tocados nos elevadores ou um duo de chorinho na medida que acompanha as feijoadas de sábado. Nos corredores de cada andar os funcionários trabalham rápido e silenciosos porque os quartos são dotados de um do not disturb digital, são sóbrios e elegantes, divididos nas categorias standard, executivo e torre Premium. Uma das estratégias para os novos tempos – em que a oferta de leitos em São Paulo supera em três vezes a procura – foi reservar três andares, do 3º ao 6º para tarifas de baixo custo, cerca de 50% mais baixas que a dos apartamentos executivos. Adaptações tecnológicas – como a redução de 40% do consumo de energia através da troca da iluminação – com vistas à sustentabilidade são outros dos caminhos que o Maksoud tomou para garantir sua vitalidade aos 30 e daqui para frente. Lembrando que beleza é ingrediente da sustentabilidade, o hotel ganha ainda mais pontos. A fachada do imponente prédio ganhou um presente |
Na entrada, o hóspede se depara com o Atrium. Ali ele tem uma acolhida especial para os olhos. A estrutura do teto solar, as torres coloridas dos elevadores panorâmicos, as fontes e espelhos d´água, jardins suspensos de plantas tropicais e obras de arte de Bruno Giorgi, Toyota e a grandiosa escultura de concreto armado Terraços de Arroz das Filipinas, de Maria Bonomi. A área mais interessante do hotel reserva uma nostalgia certeira para quem dispõe de algum tempo. O complexo gastronômico 24 horas é composto pelo restaurante La Cuisine Du Soleil, Pizzeria Bela Vista, Trianon Piano Bar, Batidas & Petiscos Bar, Amaryllis Bar, Arlanza Grill e Café Brasserie Bela Vista. Patullo lembra que o hotel foi pioneiro ao trazer a cozinha francesa para São Paulo e o grupo fez parcerias com grandes chefs no início de operação. Hoje as casas funcionam de maneira integrada ao hotel. Assim como acontece com lavanderia, marcenaria, salão de beleza, casa de pequenos consertos, tudo é gerido pelo Maksoud e todos os funcionários são do grupo. Esta é uma maneira de manter, não apenas as 5 estrelas ostentadas pelo hotel, mas o atendimento diferenciado, explica Patullo. |
O turismo de negócios do qual São Paulo é considerada a capital latino-americana é um dos focos importantes da gestão do Maksoud. São 39 salas moduláveis para eventos. Patullo aponta uma delas: “Foi aqui que o Frank Sinatra fez o show de inauguração do hotel.” São dois andares no subsolo destinados a eventos. O teatro para 420 lugares abriga convenções, mas também foi lugar de momentos impagáveis, como a eliminatória brasileira do balé Bolshoi na década de 80.
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Menudo, Axl Rose e BibiA história do Maksoud Plaza já começou célebre. Um show do cantor Frank Sinatra inaugurou o hotel, em dezembro de 1979. Durante os anos seguintes, outras celebridades passaram por lá. Além de Sinatra, Sammy Davis Jr., Rick Martin, Catherine Deneuve e a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher foram alguns dos nomes que se hospedaram no Maksoud. Os Menudos, febre das adolescentes naqueles anos, hospedaram-se no Maksoud e exigiram sagacidade dos funcionários. “Muitas meninas ficaram hospedadas aqui só para vê-los e elas ficavam penduradas nos andares, gritando. Em volta do hotel, dia e noite, ficavam centenas de fãs, também gritando”, lembra Manoel, funcionário na portaria do Maksoud há também 30 anos. |
Outro episódio acompanhado pelos funcionários foi quando o vocalista do grupo Guns N’ Roses, Axl Rose, lançou uma cadeira do segundo andar em direção às fotógrafas da imprensa que estavam no andar térreo. “Até pouco tempo ainda tinha a marca da cadeira no piso”, diz Sérgio, companheiro de Manoel na portaria. Mas ainda hoje celebridades 8 preferem o Maksoud aos hotéis mais jovens. A atriz Bibi Ferreira é um exemplo. Quando está com alguma peça em cartaz em São Paulo, transfere sua residência para o Maksoud durante toda a temporada. A reportagem da Viver Brasil viu o cantor Paulinho da Viola e seus músicos pelos corredores do hotel. Segundo os funcionários, ele também é um hóspede fiel (e famoso). |
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Entrevista com Henry Maksoud1) A que o senhor credita a longevidade do Maksoud Plaza? 3) Diante da concorrência dos flats e da grande oferta de leitos em São Paulo, o Maksoud tem adotado estratégias novas como a reserva de alguns andares com tarifas mais baixas. Como tem sido o resultado dessa experiência? 4) O que o senhor vislumbra para o futuro do hotel? Quais os planos para 2010, por exemplo? |