O artistaO sentido estético da arte existe, mas Leo admite que não seja sua busca principal. Em 31 anos de carreira define-se como barroco e exagerado, avesso à elegância formal de pinturas clean ou minimalistas. Inquieto, o que o move neste universo é falar de seu tempo, como uma testemunha que transmite sensações às sublinhas da pintura. Pintar, inclusive, sempre foi algo introspectivo, o qual ele nunca fez na frente dos outros, nem durante os cursos de Artes Plásticas e Belas Artes, quando se dedicava ainda à litogravura. Foi com o empurrão dos pais, que notaram seus cadernos cheios de desenhos, que entrou para aulas de pintura, aos 15 anos. Desde então, experimentou diferentes áreas em matéria de expressão. O desenho é pontual; vem como febre e vai embora rápido também. A fotografia, quando resolveu explorar o mundo eletrônico, ele fez e gostou. Viajou ainda pelas minúcias do bordado e divertiu-se no campo da música. Mas foi de fato na pintura de figuração mais realista, em dimensões maiores, que se fixou. Atualmente, ao lado de outros artistas, entre eles Tatiana Cavinato, Miguel Gontijo, André Burian e Walter Trindade, ele trabalha em um curioso projeto: um troca-troca de telas em que um inicia uma pintura, outro continua, e assim por diante. O resultado desta inusitada experiência deve ser exposto no ano que vem.
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