Após um período de férias Ferreirinha foi convidado por Paulo Skaf – hoje presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) – a desenvolver projeto de consultoria para a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção (Abit). Assim surgiu a MCF. Hoje, além de prestar consultoria a empresários, a MCF oferece cursos, palestras, análises de mercado e serviços de planejamento estratégico. “Nosso foco são os empreendedores brasileiros interessados em investir no mercado do luxo.” Ferreirinha analisa que há muito trabalho a fazer no setor. “O mercado de luxo está em crescimento contínuo no Brasil, mas longe de amadurecer.” Ele enumera os problemas que identifica na área: muita burocracia (para a importação de produtos), consumo altamente concentrado em São Paulo e Rio de Janeiro, corrupção, carga tributária irreal e falta de conhecimento. Mesmo assim vale a pena investir no luxo no país? “Sim, o brasileiro é um consumidor impulsivo e ao mesmo tempo atualizado com as tendências. No médio, longo prazo as perspectivas são muito boas”, garante. Ainda que reconheça o potencial do país, Ferreirinha tem os pés no chão. O Brasil continua não sendo prioridade para as grandes corporações de luxo, e é utópico considerar que um dia possamos passar à frente da Europa, dos Estados Unidos ou da China no setor. “Mas o fato é que com a boa fase econômica passamos a ser considerados como possibilidade, e nisso reside nossa chance de crescimento.” |