A artistaÉ com saudade que Helena se lembra da infância quando, aos 4, 5 anos, moldava bichinhos e objetos de barro da mistura de água e terra argilosa que cavava no quintal de casa. Qualquer trocado que sobrasse, ainda jovem, ela conta com orgulho que guardava para investir em objetos de cerâmica que tanto gostava e gosta. Nascida em Três Corações, mudou-se pequena para Montes Claros, onde se tornou professora primária, casou-se e teve filhos. Mas foi com a mudança para Belo Horizonte, em 1973, que investiu de fato na carreira artística, antes mera diversão em um ateliê no fundo de casa. Graduou-se em arte na escola Guignard e, desde então, dedica-se integralmente ao talento de criar, seja no desenho, pintura, cerâmica ou escultura. Em mais de 30 anos de carreira, é versátil e experimenta diferentes materiais, sem barreiras para idealizar. Seus trabalhos são como autobiografias, cada qual com sutis toques de sua vida. Com predileção indiscutível pela terceira dimensão, que a acompanha desde as ingênuas brincadeiras de modelar, a trajetória de Helena é recheada pela abstração, fruto de seu gosto pelo que a arte pode sugerir e não pelo que dela sai de óbvio, dando asas a sonhos, imaginações e pensamentos. Artista premiada, já expôs na Europa e vários países da América do Sul. Atualmente, ela comemora mais uma vitória: um convite recebido para expor na Sétima Bienal de Arte Contemporânea de Florença, na Itália, em dezembro deste ano. |