Você sabe quais são os seus talentos? Suas habilidades? E barreiras? Já traçou um plano de metas? Em muitos casos, ter a resposta para essas perguntas é o que basta para garantir uma mudança positiva no seu desempenho profissional e superar, por exemplo, frustrações com o trabalho. Contar com a ajuda de um especialista também. Nesse cenário, a figura do coach é cada vez mais requisitada, tanto por executivos (ou quem quer chegar lá) em busca de aperfeiçoamento ou transição de carreira quanto por empresas interessadas em obter melhores resultados da equipe de comando. Mas é importante avisar: não é outplacement (recolocação no mercado), não é consultoria, não é serviço de aconselhamento.
A expressão coaching refere-se a um processo definido em comum acordo entre o coach (profissional) e o coachee (cliente), em que o primeiro ajuda o segundo a estabelecer e realizar metas de curto, médio e longo prazos, por meio da identificação das potencialidades e da superação das fragilidades. “Nosso papel é, principalmente, o de estimular as pessoas a obterem melhores resultados durante os processos que levam ao desenvolvimento de suas competências pessoais e profissionais”, afirma a coach Jussara Duarte. Para ela, o bom coach é aquele que consegue instigar e provocar o querer de seu cliente. Às vezes, a pessoa passa a vida inteira numa profissão, num caminho, sem ter certeza se é aquilo mesmo o que quer fazer. “No processo de coaching ele descobre o que necessita desenvolver ou o que precisa tratar, incluindo barreiras emocionais que impedem seu desempenho profissional.”
Mas o que parece a solução para muitos profissionais não é opção para todos. A contratação de coach pode custar caro. Em média, cada sessão de uma hora e meia sai por 250 reais. No geral, são necessárias dez sessões. Investimento que vale a pena, segundo Alessandra Teles. Formada em ciências contábeis, com pós-graduação na área financeira e também em gestão empresarial, ela conta que a ajuda do coach foi fundamental para colocar o ponto final na insatisfação e inquietude que a incomodavam no final do ano passado – e, consequentemente, para a mudança de área. Agora, atua em recursos humanos e planejamento estratégico. “Aprendi a ter mais paciência e foco. Fiz um plano de ação de dois e cinco anos e tenho ele na cabeça.” Coordenadora da secretaria acadêmica e professora do curso de Administração da Faculdade Pitágoras, Heleni de França também é só elogios. “Minhas habilidades foram aparecendo. Hoje sei dizer quais são e o que falta para o meu aperfeiçoamento profissional e pessoal.” O relações públicas João Batista Silva, propagandista que atua na indústria farmacêutica, é outro que viu no coaching a oportunidade para um salto profissional. “Ele eliminou minha zona de limites”, resume. |
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Como aproveitar ao máximo suas sessões- Não fique envergonhado: tente dar o máximo de informações pessoais e profissionais ao consultor Fontes: Sociedade Latinoamericana e Sociedade Brasileira de Coaching |