Durante 90 dias o aventureiro Rodrigo Fiúza cumpriu seu plano: desceu do Oiapoque ao Chuí em uma bicicleta. Registrar a diversidade cultural do Brasil no trajeto de 6,5 mil quilômetros não foi tarefa fácil. “O calor da região Norte é impressionante e incomodou muito. Já no extremo sul as baixas temperaturas chegaram a me congelar em plena primavera”, afirma o aventureiro que se alimentou basicamente de carboidratos líquidos, barra de proteínas e proteína em pó durante o dia.
Mas as adversidades não reduziram o fascínio do embaixador da paz pelo povo e regiões do país. A vida dos ribeirinhos na região amazônica, que vivem da pesca, crianças na beira do rio esperando grandes embarcações passarem para recolher donativos jogados pelos passageiros e tripulação. “No interior de São Paulo, visitei colônias de famílias que ainda vivem em quilombos e preservam tradições seculares. Ainda na distante Chuí, passamos por um Brasil também isolado e por belos parques naturais”, relembra Fiúza.
O retorno para casa não significa o fim do projeto e sim o início de nova etapa: a edição do documentário. São 18 horas de material bruto que mostram a história do brasileiro, país de multifaces. “Sem dúvida, depois de uma viagem dessa temos mais orgulho de sermos brasileiros. Depois de já ter viajado por mais de 60 países conhecer o Brasil é maravilhoso.”