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Domingo, 19 de Maio de 2013

Turismo

Visite antes que desapareça

Muitas pessoas colocam como um dos objetivos de vida conhecer esse ou aquele lugar antes de morrer. Graças às ações danosas do homem no planeta, o inverso também pode acontecer

Texto: Eliana Fonseca | Fotos: Keystone e SXC
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Não são poucas as maravilhas do mundo que correm o risco de desaparecer por diferentes motivos. Aquecimento global, poluição, ações danosas do homem, descaso. Nesta edição, a Viver Brasil inicia uma série em que mostra alguns locais imperdíveis para conhecer enquanto ainda é possível. A lista dessas maravilhas foi possível graças ao guia 500 Lugares para Conhecer Antes que Desapareçam, de Arthur Frommer e Holly Hugles. Iniciamos com as belezas naturais das Ilhas Maldivas, no Oceano Índico, a imponência dos campos de gelo Colúmbia, no Canadá, e a riqueza cultural do sítio arqueoólgico de Acrópole, em Atenas, na Grécia.

Campos de Gelo Columbia – Canadá



Em tempos de aquecimento global e com o perigo cada vez mais real do derretimento das geleiras, é uma visão exuberante este que é um dos maiores parques de gelo e neve abaixo do círculo polar ártico. Localizado nas Montanhas Rochosas, possui várias geleiras entre elas a Athabasca, a Castleguard, a Columbia, a Domee e a Stutfield. Segundo especialistas, as geleiras estão derretendo, como é o caso da Athabasca, que recuou, desde o século 19, mais de 1.500 metros. O Columbia está localizado entre os parques nacionais de Banff e Jasper, e possui cerca de 325 km² de área, e de 100 a 365 m de profundidade. Está aberto à visitação entre abril e outono, quando o visitante poderá andar em um ônibus especialmente equipado para as geleiras.

Acrópole – Grécia



Imperdível conhecer o sítio arqueológico de Acrópole, em Atenas, erguida entre 450 a 330 a.C., que possui quatro das mais importantes obras da arte grega clássica: o Partenon, o Propileu, o Erecteion e o templo de Athena Nike. Eleita, em 2007, como uma das sete novas maravilhas do mundo, foi construída toda em mármore branco não só para ostentar a riqueza e opulência da sociedade grega, mas, também, para representar sua pureza. O local já foi alvo de vários ataques militares, incêndios. Pode ruir graças ao enxofre que está na poluição atmosférica. O elemento, misturado à água da chuva, transforma-se em ácido sulfúrico que está danificando o sítio, transformando o mármore das obras em gesso. O problema é tão sério que museólogos e especialistas da cidade grega transportaram, em 2007, mais de 200 toneladas de frisos e outros objetos do Partenon, que foram substituídas por réplicas e enviadas para um novo museu.

Ilhas Maldivas – Oceano Índico



As paisagens deslumbrantes desse arquipélago, com 1.192 ilhotas e ilhas, próximo ao Sri Lanka e à Índia, incluem praias de areias brancas, águas azuis e diversos tipos de árvores. Corre o risco de desaparecer também por causa do aquecimento global, que pode aumentar, neste século, o nível das águas dos oceanos em até 60 centímetros, segundo previsões da ONU. As Maldivas têm a costa mais próxima ao nível do mar no mundo. Essa possibilidade fez o primeiro presidente das Ilhas Maldivas anunciar recentemente que vai criar um fundo com receitas do turismo para comprar terras em alguma outra região. Esses terrenos abrigariam os maldívios – atualmente são quase 400 mil habitantes.