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Quinta, 24 de Maio de 2012

Turismo

Visite antes que desapareça

Nesta edição, mais três exemplos de locais belíssimos que sofrem, ano após ano, consequências de ações danosas do ser humano no planeta Terra

Texto: Eliana Fonseca | Fotos: Keystone
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Veneza, Itália



Chamada de cidade das águas, Veneza foi construída sobre uma série de ilhas, e sua imagem está intimamente ligada aos cerca de 170 canais e mais de 400 pontes, que fazem com que o passeio, sempre em gôndolas ou a pé, seja inesquecível. A arquitetura, única, abriga elementos góticos, bizantinos, românticos, flamengos e clássicos. Veneza sempre conviveu, ao longo de sua história, com cheias causadas por sua proximidade com o mar Adriático. No entanto, nos últimos anos, essas cheias têm sido cada vez mais frequentes, levando a inundações ocasionadas pela poluição no fundo da lagoa e da subida do nível das águas no planeta.  Os barcos motorizados, com o agito de suas hélices e a formação de ondas, também estão contribuindo para minar a fundação dos prédios. Para solucionar o problema, até 2012, o governo italiano está construindo uma barragem submersa para proteger Veneza das águas.

Chan Chan, Peru




Muitos desconhecem a história desse sítio arqueológico no Peru, mas Chan Chan, no Vale do Chimu, na costa norte do país, foi a capital religiosa e administrativa do império Chimu (700-1400 d.C). Esse patrimônio histórico da humanidade, com uma área de 20 km², todo feito em barro está lá para contar um pouco da história de um povo que antecedeu os incas – e foi conquistado por eles. Preste atenção, ao andar nas ruínas, para detalhes da arquitetura e do planejamento, principalmente o acústico – mesmo sussurrando é possível ser ouvido perfeitamente bem. Passeie pelos templos, zona urbana, palácios, grandes praças, amplas avenidas, cemitérios, jardins. Infelizmente, corre o risco de acabar por causa do aquecimento global, que já começou a mostrar seus efeitos. Em 1998, uma chuva atípica afetou as construções de barro de Chan Chan.

Rio Mekong, Ásia



Em 4.200 km de extensão, é possível conhecer populações e culturas distintas deste rio que nasce no Tibete e atravessa China, Birmânia, Laos, Tailândia, Camboja, Vietnã. É também considerado um local com uma das mais ricas biodiversidades do mundo, sendo que na última década, segundo a organização internacional WWF, foram encontradas mais de mil espécies de novas plantas e animais. Um dos maiores perigos para o rio é a acelerada integração econômica dos territórios banhados por ele, que é considerada um risco para a preservação da biodiversidade. Outro grande problema é a pesca extensiva praticada sem controle, que está levando à extinção de animais como o peixe-gato gigante, que pode crescer até três metros de comprimento.