Sem photoshopNa era da fotografia digital, ter a própria imagem eternizada em óleo sobre tela faz parte do sonho de muita gente. Que o diga o artista plástico Carlos Passos. Aos 55 anos, ele é dos mais requisitados para pintar retratos em Belo Horizonte, e não apenas de autoridades expostas em gabinetes públicos. “A maioria dos meus clientes é de mulheres vaidosas. Retrato também empresários”, conta o artista. Passos, que começou a estudar artes na infância com o pintor, gravador e escultor Frederico Bracher Júnior (1920-1984), retratou primeiro a mãe, América. Mais tarde, cursou faculdade de Belas Artes, desenvolveu o abstracionismo, mas não deixou os retratos. “É um costume do tempo dos reis, que não será abandonado”, garante. |
Viva o Sutiã
No século XX, as mulheres foram às ruas queimar sutiãs. Em pleno ano 2000, a peça, que no passado serviu como símbolo da opressão feminina, está cada vez mais amada pelas mulheres. Quem garante é a empresária Margareth Mundim, dona da loja Tomara que Caia, que há quase duas décadas comercializa peças íntimas e orienta clientes sobre lingeries. “No passado, vendíamos 70% de calcinhas e 30% de sutiãs. Hoje está meio a meio”, compara. É que a peça, antes escondida sob as roupas, passou a compor o look da mulher moderna. “Vale aparecer alças coloridas, transparentes e tem até peça com cristais swarovski”, diz.
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Chá das cincoBelo Horizonte começa a se render à tradição inglesa do chá das cinco. De segunda a sextafeira, o restaurante Chez Bastião reserva o horário das 15 às 18 horas para os amantes do serviço de chá. O cardápio é assinado pela chef especialista em pâtisserie e boulangerie Renata Braune. Ela, que trabalha no restaurante Chef Rouge, em São Paulo, passou uma semana em Belo Horizonte preparando o serviço do Chez. Nas tardes de verão, o chá pode vir gelado e acompanhado de espumantes e champanhe. O cardápio inclui 15 receitas, entre elas delícias como biscoitos escoceses, pastries de chocolate, tortas e bolos galeses. Tudo isso em louças especiais e prataria de primeira linha |
Invenção da duquesa
Fonte: Chef Renata Braune |
Terra encantada“Quando cheguei aqui (em Belo Horizonte), achei o povo hospitaleiro até demais.” A declaração é do empresário Henry Katina, 78 anos, sobrevivente do holocausto, que desde 1957 vive na capital mineira. No livro Passagem para a Liberdade, lançado em dezembro passado, Henry conta sua história de luta que começou em 1944, quando tinha 13 anos, e tentou fugir com a família da Hungria, após a perseguição nazista. A fuga foi inútil, pois acabou preso. Depois de périplo por campos de concentração, ele foi libertado em abril de 1945, mas das 12 pessoas de sua família restaram cinco. Adulto aos 14 anos, Henry partiu à procura de uma terra, trabalho e dos estilhaços de sua vida, odisséia que o trouxe a Belo Horizonte, onde constituiu família e prosperou como fabricante de material para escritórios. Sobre a Belo Horizonte do século XXI, diz que “o povo continua o mesmo, mas o trânsito...” |
Geração Guignard
2010 rende homenagens ao mestre Alberto da Veiga Guignard e seus discípulos. A Errol Flynn Galeria de Arte prepara para junho deste ano grande exposição de obras de 15 ex-alunos de Guignard, um dos maiores pintores modernistas brasileiros que nos anos de 1940 e 1950 formou em Belo Horizonte uma geração de grandes artistas. Jarbas Juarez , Yara Tupinambá, Maria Helena Andrés, Chanina, Santa, Solange Botelho e Aneto (foto) estão entre os participantes da mostra. A exposição incluirá ainda trabalhos de Heitor Coutinho, Bax, Amilcar de Castro, Wilde Lacerda, Farnese de Andrade, Sara Ávila, Estêvão, Holmes Neves e Degois. Além, claro, de obras do mestre Guignard.
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Contrato na Califórnia
O maestro-compositor Andersen Viana começa 2010 festejando a assinatura do segundo contrato com a empresa Cantus Quercus Press, para difusão de parte de sua obra vocal. Sediada na Califórnia (EUA), a Cantus é uma das mais prestigiosas editoras especializadas em partituras musicais para vozes. “O contrato é válido por sete anos. No Brasil, ao contrário da Europa e da América do Norte, não temos ainda mercado para editoras imprimirem partituras”, compara. Dois trabalhos de Andersen – ele musicou poemas dos escritores canadenses Archibald Lampman (1861-1899) e Bliss Carman (1861-1929) – foram impressos pela empresa e já estão sendo difundidos em diversos países da Europa, Américas do Norte e do Sul. Aliás, poesia e cinema são outras duas paixões de Andersen, que já produziu músicas para 21 filmes brasileiros.
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O Magistrado
Um dos mais requisitados advogados criminalistas de Minas, Obregon Gonçalves prepara para este ano o lançamento do livro O Magistrado, em que narra sua vida. A biografia, escrita por Obregon e André Carvalho, conta a saga do advogado, que superou as limitações físicas e se consagrou como um dos mais atuantes profissionais do Direito no estado. O livro será lançado pela editora Armazém de Ideias, que no ano passado escreveu biografias com Aloísio Vasconcelos, Gil Cézar Moreira de Abreu. Andre Carvalho publicou também mais de 50 livros em 2009, um deles para o mercado angolano, de autoria de João Saveia, professor da Faculdade de Psicologia
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Feito em Minas
Quando o Rio de Janeiro foi escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016, no ano passado, três arquitetos mineiros tiveram um motivo a mais para comemorar. Bruno Campos, Marcelo Fontes (foto) e Sílvio Todeschi, do Escritório BCMF, de Belo Horizonte, foram os responsáveis pela maioria dos projetos arquitetônicos esportivos executados para o dossiê da candidatura brasileira. O estudo do escritório e o dossiê foram considerados pelo Comitê Olímpico Internacional como da mais alta qualidade técnica entre as cidades concorrentes – Rio, Tóquio, Chicago e Madri. “Dedicamos quase um ano de trabalho à concepção da arquitetura das Olimpíadas ao lado de 20 profissionais e parceiros do escritório”, conta Bruno. Ele espera agora que, quando o Rio for executar as obras, possa participar também.
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