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Quinta, 24 de Maio de 2012

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Márcia Queirós

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Na ponte aérea

A empresária do ramo de beleza Vanessa de Oliveira expande seus negócios além das fronteiras de Minas. Depois do sucesso do Vanessa de Oliveira Health Club and SPA, que funciona há quase dois anos no Caesar Business Belvedere, em Belo Horizonte, ela inaugura no dia 20 de novembro no hotel Sheraton Barra, no Rio de Janeiro, spa com mais avançados tratamentos. No início do próximo ano, o Caesar Business Lagoa dos Ingleses, em Alphaville, também ganhará centro de estética e relaxamento com a assinatura da ex-modelo, que hoje divide seu tempo entre o Rio e Belo Horizonte. 
 
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Chef na telinha

Chef de cozinha, autora de livros sobre gastronomia e jornalista, Adelaide Engler agora está na telinha. Ela apresenta no canal de TV a cabo Discovery Travel o Brasil Sensacional, programa de turismo com foco em gastronomia. Para mostrar a riqueza cultural e os sabores brasileiros, Adelaide viajou por seis estados: Bahia, Minas, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro e Santa Catarina. No programa, além de exibir atrativos turísticos, ela visita mercados e restaurantes, onde entrevista chefs. “O mais interessante é que o programa é exibido nas Américas Latina e Central, do México à Argentina. É uma chance de outros países conhecerem a riqueza dos ingredientes brasileiros”, diz.
 
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Tantos amores

Diretor e autor de Mulheres de Hollanda, um dos maiores sucessos de bilheteria do teatro, Pedro Paulo Cava é homem de muitas mulheres e muitos amores. Aos 59 anos, ele já se casou oito vezes – dois deles de papel passado. “Estou sempre disposto a casar. Começa o namoro, fixa e fica bom, vou morar junto. Adoro a vida a dois”, conta. Os relacionamentos, segundo ele, duram em média quatro anos e meio, enquanto permanecem a paixão e o companheirismo. “Nunca acreditei em amor indissolúvel. Tudo um dia tem fim”, diz Cava, que assegura não ter problemas com as ex-mulheres. “Elas são amigas, encontram-se e saem juntas”, jura. Em cartaz, no Teatro da Cidade, com a peça Brasileiro, Profissão Esperança, Cava está namorando e – claro – sempre pronto para se casar novamente.

O vídeo desta matéria você encontra aqui.

 
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Festa no céu

Oitenta anos de idade costumam ser festejados com bolo, velinhas e mesa farta rodeada pela família. Aposentada do extinto Inamps, Nair Nazaré de Andrade – cinco filhos, 14 netos, 21 bisnetos e um trineto – preferiu comemorar o 80º aniversário com um salto de parapente, na serra da Moeda, em Brumadinho. “Sempre gostei de altura. Ano passado, aos 79, meu genro me flagrou no alto de uma mangueira. Jurei que aos 80 pularia de paraquedas. Meu desejo era voar”, conta. Para realizar o sonho de Nair, filhos e netos programaram o salto de parapente. “Achei gostoso. Era como se estivesse sentada em cadeira bem folgada. Livre no ar”, diz. Religiosa, ela tem como próxima meta conhecer Israel.
 
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Viver em Paris

A revista Viver Brasil ultrapassa as fronteiras do país. Na foto, o presidente da Drogaria Araujo, Modesto Araujo, com a executiva comercial do Hotel Raphael de Paris, Delphine Durand, no restaurante Lasserre, folheando a revista. A edição traz na capa o vice-governador Antonio Augusto Anastasia. O empresário diz ter ficado orgulhoso de ver a mais importante revista mineira em um dos lugares mais alinhados e tradicionais de Paris, o  Lasserre.
 
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Belo café

Que tal comprar café moído na hora como nos velhos tempos? No Super Nosso Gourmet, inaugurado no dia 4 de novembro no Sion, é possível resgatar o serviço das antigas mercearias. Os idealizadores são Patrícia Soutto Mayor e Odilon Nicolau, que acabam de colocar no mercado o Café Belloto. Produzido na Fazenda do Pinhal, em Santo Antônio do Amparo, o produto é vendido também empacotado em todas as lojas do supermercado. A ideia de criar a marca surgiu da paixão de Patrícia pelo café, devido à experiência do marido, Nicolau, no setor de máquinas de expresso. “Passei a pesquisar sobre a história do café e me encantei”, diz. O nome Belloto (o significado é belo) homenageia uma das primeiras famílias italianas que vieram cultivar café no Brasil.
 
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Produtora de ponta

Andréa Barata Ribeiro. Este é um dos nomes por trás de filmes como Ensaio sobre a Cegueira e Cidade de Deus, que alcançaram sucesso de público, crítica (indicações ao Oscar e premiações em festivais internacionais) e ressuscitaram o cinema nacional levando milhões de expectadores às salas. Andréa é uma das sócias da O2 Filmes e esteve em BH, em outubro, como homenageada da Mostra CineBH 2009. De acordo com esta paulista, foi a publicidade que garantiu qualificação de mão-de-obra capaz de trabalhar com o cinema. “Formou-se uma geração de técnicos e fotógrafos quando inexistia outro modo de fomentar talentos.”

 

Produtora de ponta II

Tudo começou, segundo ela, com o filme Domésticas (2001), vendido para mais de 50 países.“Fizemos na loucura, sem saber como era. É o filme do meu coração.” Se os orçamentos iniciais não ultrapassavam os 3 milhões de reais, hoje chegam aos 25 milhões de dólares e a colocam na lista das cinco produtoras mais influentes do mundo e uma das 50 mulheres mais importantes do cinema mundial, de acordo com a publicação norte-americana Variety. Projetos não faltam: “A O2 Filmes está montando Vips, com o Wagner Moura. É sobre aquele cara que se fingia, entre outras coisas, de filho do dono da Gol. E trabalhando com o livro Fogo nas Entranhas, do Almodóvar. Na publicidade, continuamos a mil.” Só não entrega os nomes das séries de televisão que estão em andamento. Certamente diversão de qualidade a caminho.
 
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Projetos de Ratton

Co-produzir é a palavra para que o cinema brasileiro possa se fortalecer e atingir o mercado internacional. Esta é a opinião do cineasta Helvécio Ratton (Menino Maluquinho/1994, Batismo de Sangue/2009, entre outros), também presente na Mostra CineBH 2009. Trabalhando atualmente no documentário O Mineiro e o Queijo, ambientado na serra da Canastra e Serro, Ratton acredita que a primeira função de seus filmes é divertir. “Quero me comunicar com o público. Se para além disso conseguir plantar uma ideia, me dou por satisfeito.” Além do documentário, está em seus planos a ficção Estrelas Caídas do Céu, ambientada em Diamantina cuja ação transcorre nos dias atuais e também no século XVIII. Mais uma vez a paisagem mineira presente nos filmes de Ratton.
 
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Túnel do Tempo: Palhinha só na caminhada

A caminhada deu lugar à corrida atrás da bola na vida do ex-jogador Palhinha, que marcou a história do futebol brasileiro nas décadas de 70 e 80. Hoje proprietário de estacionamentos e imóveis comerciais na região do Barreiro, em Belo Ho­rizonte , ele só pratica futebol verbalmente como comentarista do programa Meio de Campo, exibido aos domingos, às 21 horas, pela TV Minas. “Não jogo nem pelada. Para me exercitar caminho todos os dias”, diz o ex-atleta. Batizado Vanderley Eustáquio de Oliveira, Palhinha começou a jogar aos 10 anos, no Barreiro, contra a vontade do pai. “Na minha época, os pais queriam ver os filhos formados. Hoje, eles levam os meninos para jogar. Futebol virou uma carreira rentável”, compara o ex-jogador, que se diz realizado. Ele começou a carreira no Cruzeiro, onde conquistou vários campeonatos. Na campanha do título da Taça Libertadores da América de 1976, marcou 13 gols, tornando-se o maior artilheiro brasileiro em uma só Libertadores. “No Corinthians, em 1977, fomos campeões, depois de o time passar 22 anos sem título”, lembra Palhinha, que deixou o futebol em 1985, depois de passagens pelo Atlético e América Mineiro. Pai de três filhos, hoje ele leva uma vida tranquila no bairro São Bento com deliciosas recordações da fama.
 
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Mama África

Com quatro décadas de dedicação às artes plásticas e trabalhos espalhados por várias partes do mundo, Ana Dias empresta seu talento para a moda. Ela se dedica há dois anos à criação de vitrines e estampas para tecidos como marcas de roupas. “Como artista, sempre vesti a alma das pessoas. Decidi abrir o leque, cobrindo os corpos”, diz Ana, cujas estampas exclusivas criadas para a Blue Banana fazem o maior sucesso. Em parceria com Kália Kellen, estilista e proprietária da grife, Ana criou estampas inspiradas na África para a coleção verão. “Foi um desafio estupendo”, conta ela, que retratou nos tecidos o  poder e a feminilidade da mulher africana.
 
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Primeiro CD

Uma das mais requisitadas duplas mineiras, os cantores Marcos & Castañón lançam no dia 5 de novembro, no Montana Show, em Sete Lagoas , o primeiro CD. Descobertos aos 11 anos de idade, os músicos apresentam repertório eclético, que inclui desde canções de João Bosco e Vinicius de Moraes até sucessos de duplas sertanejas, como Victor & Leo. O primeiro CD foi gravado ao vivo em grande apresentação na cidade. Agora, com o disco, eles colocam o pé na estrada para cumprir atribulada agenda de shows na capital e no interior do estado.
 

Zoombidos

- A onda ecologicamente correta chega às roupas íntimas. A Água Fresca Lingerie inova com a coleção Uni Eco Organic, a primeira linha de lingeries com algodão 100% orgânico, desenvolvida para a prática de esportes. A novidade foi apresentada em Belo Horizonte na 2ª edição da Colcci Run Pátio Savassi, evento que une moda e esportes, que movimentou a Savassi. 
 
- A designer de joias Melissa Maia e Olímpia Couto felizes da vida com o sucesso da inauguração, mês passado, da joalheria Melissa Maia, em Lourdes. As peças que estreiam as vitrines da nova joalheria foram inspiradas nas telas de Olímpia Couto, conhecida pelos belos trabalhos que remetem à natureza. Um luxo!

 
 | Por: Alberto Wu

Bate-papo - Coração Mineiro

Um carioca de coração mineiro. Assim se define o ator Jonas Bloch, 70 anos, apaixonado pelas mulheres e montanhas de Minas. Em passagem por Belo Horizonte, durante o 8º Jantar dos Amigos do Hospital da Baleia, Jonas roubou a cena como mestre de cerimônias do evento. Também foi um dos homenageados da noite pelo trabalho voluntário dedicado à instituição. Enquanto assistia ao show do amigo Milton Nascimento – outro carioca que adotou Minas –, Jonas falou sobre projetos na TV, paixão pelo teatro e sua história de amor com o estado.

 

Qual sua ligação com Minas?
Falo que sou mineiro de coração. Embora seja carioca, muitos acreditam que eu seja mineiro. Isso porque morei dez anos aqui, onde estudei teatro. Além disso, as mulheres da minha vida são todas mineiras. Minhas filhas nasceram em Belo Horizonte, assim como a minha primeira mulher e a atual, Sylvia Vianna.

Costuma vir muito ao estado?
Venho sempre que posso. Eu e a Sylvia, minha mulher, temos uma pousada em Lavras Novas (distrito de Ouro Preto). Ela administra, mas sempre que tenho um tempo dou uma fugida para me encontrar com ela.

Como é manter um casamento a distância?
Acho que a distância é um dos segredos da nossa relação, que já dura 15 anos. Não temos rotina, que costuma desgastar o casamento. Sempre que nos encontramos é um gostoso namoro.

Do que você gosta em Minas?
Além de poder ver a Sylvia, gosto da vitalidade e acolhimento do povo mineiro. As pessoas aqui têm um calor humano e um trato especial. Também tenho muitos amigos, família e um enteado em Minas.

A comida mineira é um dos atrativos do estado. Você a aprecia?
Na verdade, acho a comida boa, mas muito pesada. Prefiro algo mais leve e saudável. Porém, é uma culinária muito rica. Mas só dá para comer de vez em quando.

Você e sua filha, Débora Bloch, são atores de destaque na TV e cinema brasileiros. Por que nunca trabalharam juntos?
Realmente isso nunca aconteceu. Acho que nós dois evitamos para não misturar as coisas. Acredito que seja muito difícil separar os papéis de pai e filha no mundo da ficção. Se surgir uma proposta, podemos pensar, mas não é algo que buscamos.

Como anda a carreira artística?
Atualmente, estou trabalhando na novela Bela, a Feia, da TV Record. O meu contrato com a emissora vai até 2015. Até lá, muita coisa pode rolar. Lancei no início deste ano o livro O ofício de uma paixão, em comemoração aos 50 anos de carreira, escrito em parceria com a jornalista Nilu Lebert. Grande parte do livro cita minha passagem e atuação no teatro em Minas, nos anos 1960.

O que lhe dá mais prazer: teatro, TV ou cinema?
Gosto de fazer de tudo um pouco, mas o teatro é a escola do ator. O cinema é um trabalho que exige muita dedicação. Todo o trabalho de um ano de gravações tem de ser condensado em duas horas de fita. Porém, no Brasil, é a televisão que dá projeção e maiores oportunidades ao ator.