Musa da e-music
Quem diz que a música eletrônica é território masculino pode mudar os seus conceitos. A mineira Daniela Caldellas é uma das mulheres de destaque do cenário do e-music. Aos 25 anos, ela forma com Daniel Albinati, 33, a dupla Digitária, que coleciona experiência internacional. Em 2006, os dois lançaram o primeiro álbum pela Gigolo Records, na Alemanha, um dos mais conceituados selos de música eletrônica do planeta. O duo se prepara para colocar outro disco no mercado no segundo semestre deste ano. DJ e das poucas produtoras de música eletrônica do país, Daniela diz que começou a se interessar pelo estilo há cinco anos, quando estreou nas baladas. “Os homens, como em todas as áreas, começam dominando, mas aos poucos as mulheres também vão invadir a música eletrônica”, avisa a moça.
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Noite nipônicaO Clube Chalezinho, nas Seis Pistas, em Nova Lima, realiza no dia 28 de março a terceira edição da Festa Japa. Uma das preferidas do calendário da casa, a noite conta com decoração produzida pela colônia japonesa do bairro Liberdade, em São Paulo, e bufê assinado pelo restaurante Nigiri. Uma das atrações musicais será a DJ paulista Vivan Vixen, que tem passagem por importantes casas nacionais, como a Pacha da capital paulista. Boa chance para festejar também a permanência do clube na Seis Pistas. A casa, que iria mudar de endereço em junho próximo, devido à construção de edifício comercial no local, vai continuar no mesmo endereço por um ano. Os proprietários Ralf Marcellini (primeiro na foto), Frederico Andrade (segundo na foto), Antônio Augusto e Rick Marcellini negociaram com a Construtora Caparaó a permanência até março de 2010. Em São Paulo, o restaurante Era Uma Vez um Chalezinho completa 8 anos, com ampliação da casa, que passa a ter espaço para 300 pessoas. |
Mangalarga na Europa
O mangalarga marchador criado no Brasil é atração na Europa neste mês. Pela primeira vez, a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM) participa da Equitana, maior feira de equinocultura do planeta, que acontece em Essen, na Alemanha. Realizado de 14 a 22 de março, o evento movimenta milhares de dólares e atrai mais de 200 mil visitantes de todo o mundo. No estande brasileiro, foram distribuídos fôlderes sobre a raça e 10 mil exemplares de revista comemorativa à feira. “Nosso objetivo é dar um passo oficial rumo ao mercado europeu e expandir a raça”, afirma o presidente da ABCCMM, Magdi Shaat (foto), que
na viagem fundou a Associação Europeia do Cavalo Mangalarga Marchador. O Brasil reúne 19.778 criadores da raça, sendo 4.841 associados à ABCCMM. Minas possui o maior número de filiados do país: 2.128. |
Volta às raízes
Nada de modelos e cenários internacionais. A grife de calçados Luiza Barcelos, que completa 20 anos, produziu catálogo da coleção de inverno de forma original. Em vez de top model, a publicitária Cris Guerra (foto) e a bailarina do Corpo Janaína Castro figuram como modelos nas fotografias, que tiveram como cenário a pequena Dom Silvério, cidade de cerca de 5 mil habitantes, na região do Vale do Piranga, com suas fazendas e casarões antigos. “A coleção batizada Essência de Luiza tem como proposta resgatar valores como amor, família, cultura e simplicidade. Por isso, escolhemos mulheres com essência, modernas, que batalham e têm fibra”, diz a empresária Luiza Barcelos. No lugar de badalados fotógrafos do mundo fashion, a grife entregou a missão a Guilherme Cunha, especializado em cliques de arte. O catálogo remete também à memória da fundadora da grife, Dorinha Aleixo, mãe de Luiza, nascida em Dom Silvério, que faleceu há três anos. Segundo a filha, “uma mulher de essência e fibra”.
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Bate-papo - Receitas de velórioPão de queijo, biscoito e lombo com abacaxi eram quitutes servidos nos velórios no interior de Minas, que seguiam noite adentro com comilança e contação de casos. A tradição de séculos passados é resgatada pela advogada Déa Rodrigues da Cunha Rocha, 77 anos, no livro Os Comes e Bebes nos Velórios das Gerais e Outras Histórias. Publicada pela Auana Editora, a obra reúne casos passados de pai para filho e receitas de comidas servidas em velórios. Nascida em Uberaba, no Triângulo Mineiro, e radicada há 40 anos em São Paulo, ela conversou com a coluna antes de lançar o livro na Livraria da Travessa, em Belo Horizonte. A sessão de autógrafos integrou a programaçao do projeto Aqui Jazz, De onde surgiu a idéia de reunir em livro receitas de velório? Como foi o trabalho de campo para pesquisar essas histórias? Você vive há 40 anos em São Paulo. Como é a sua relação com Minas? Quais são os planos para o futuro? |
Cheias de arte
Casas deixadas ao abandono se transformam em cenários de arte, abertos à visitação pública. Há três anos, um grupo de artistas realiza em Belo Horizonte o projeto Kasa Vazia, em que espaços abandonados como casas e salas são ocupados com pinturas, esculturas e instalações. A artista Regina Mello (foto) diz que a ideia surgiu do desejo de atuar em ambiente urbano, promover a convivência e trabalhar poeticamente lugares esquecidos. Nesses locais, os artistas promovem ainda debates abertos ao público, com o nome de Mesa Vazia. O projeto já realizou intervenções em casarões na Pampulha, salas do Edifício Arcângelo Malleta, Conjunto IAPI e bairro Floresta. O último deles ocupou construção abandonada há 20 anos na avenida Bandeirantes, no Mangabeiras. O próximo local está sendo escolhido e deve ser aberto ao público daqui a quatro meses.
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Revelação do tênis
Atleta patrocinado pelo Banco BMG, o tenista Gabriel Dias (foto), o Pente, cumpre neste mês roteiro de jogos em competições na América do Sul em busca da classificação para disputar o Roland-Garros, um dos mais importantes torneios de tênis do mundo, realizado em Paris. Aos 17 anos, Pente é uma das revelações do esporte no Brasil. \"Começou a jogar aos 11 anos e hoje coleciona mais de 50 títulos nacionais e 7 internacionais\", orgulha-se o treinador Hugo Daibert. Na Austrália, neste ano, Pente teve a chance de treinar com Roger Federer e Rafael Nadal, um dos maiores tenistas do mundo, que se surpreenderam com o desempenho do mineiro. Nadal foi o segundo tenista masculino a conseguir atingir a posição de número dois antes dos 20 anos. A torcida é para que nosso mineirinho também chegue lá.
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Visita do chef
Um dos mais premiados chefs de cozinha do Brasil, o paulistano Sergio Arno (foto) conferiu em Belo Horizonte uma das suas crias. Ele participou no restaurante La Pasta Gialla BH, na Savassi, do primeiro festival gastronômico da casa, que integra a rede La Pasta Gialla, que leva a sua assinatura. Mantido pelo empresário João Bosco Fernandes e a fotógrafa e advogada Cássia Paes, a casa é a 14ª loja da rede no Brasil. Filho do italiano Carlos Arno, empresário no Brasil no ramo de eletrodomésticos, e de uma brasileira, Sergio nasceu numa família de classe média alta. Contra a vontade paterna, trocou a carreira executiva pela cozinha. Aos 47 anos, é dono de vários restaurantes e considerado um dos maiores chefs do país.
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Causa nobre
Inspirados no cantor e dançarino Michael Jackson, MC Hammer e no grupo internacional B2K, o grupo de hip hop mineiro New Boys (foto) tem levado mais que balanço para a moçada. Nos shows que fazem na cidade, os rapazes deixam sempre um recado aos jovens no combate ao uso de drogas. Formado por Anderson Gomes, Roberto Pereira, Davidson Rodrigues, Marcos San Juan, Reginaldo Pereira e Marcos Augusto, o New Boys já atraiu público de 3 mil pessoas em apresentações na periferia. Apesar da causa nobre contra as drogas, o grupo ainda carece de patrocínio.
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Ação do bemConhecida por treinar milhões de profissionais em todo o país com programação neurolinguística, a psicóloga paulista Maria de Lourdes Ferreira Machado é atração em Belo Horizonte neste mês. Ela faz palestra no auditório do Sebrae nos dias 23 e 24 de março sobre o tema “desperte o gigante que existe em você”. A neurolinguista é difundida como técnica para o desenvolvimento da memória, agilidade na leitura e aprimoramento da comunicação interpessoal, proporcionando mais produtividade nas empresas. Promovida pela paulista Plano B Eventos, com apoio do Sebrae e da Associação dos Empresários do Brasil (Adempe), as palestras em Belo Horizonte têm caráter beneficente. A entrada é uma lata de leite em pó, que será doada para a Cidade dos Meninos, instituição que acolhe crianças carentes. |
Túnel do Tempo
Aos 48 anos, o cantor Sylvinho Blau Blau, famoso na década de 1980 como líder da banda Absynto, tenta voltar ao sucesso da época que explodiu nas paradas com a música Ursinho Blau Blau. “Estou fazendo muitos shows pelo Brasil, porque as novas gerações estão resgatando o rock dos anos 80. Também curso artes cênicas. Há convites para TV e teatro”, garante o cantor, que recentemente se apresentou em Belo Horizonte, no Music Hall. Casado com uma jornalista e pai de dois filhos, Sylvio Luiz do Rêgo Júnior, que adotou o nome artístico de Sylvinho Blau Blau, por causa do hit de sucesso, mora no Rio e diz passar hoje a melhor fase de sua vida. Em 1987, logo após o fim da banda, enfrentou problemas com drogas. “Pirei com a grana e sucesso. Hoje me considero um herói, sobrevivente de uma geração muito louca”, confessa o músico. Em 1990, devido à dependência química, entrou para a Igreja Pentecostal Nova Vida. No mesmo período, posou nu para uma revista, causando polêmica. “Hoje sou ecumênico, mas a palavra do senhor me acalmou muito meu coração naquela época. Estou em paz, fazendo shows e trabalhando com uma distribuidora de perfumes italianos, no Rio”, diz Sylvinho Blau Blau, que de lembrança dos anos 1980 guarda um ursinho de pelúcia fabricado por uma indústria de brinquedos devido sucesso de sua música.
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Fôlego na Equitação
O presidente da Federação Hípica de Minas Gerais, Marcos Rocha Rabello (primeiro na foto), e o diretor Antônio Mesquita (segundo na foto) comemoram a assinatura de convênio com a Secretaria de Estado de Esportes e Juventude que dá fôlego ao hipismo mineiro. Com os recursos repassados pelo órgão, a entidade está garantindo melhor qualidade técnica nas provas, que exigem infraestrutura e contratação de profissionais qualificados, como armadores de percurso. “Em um final de semana conseguimos reunir no Centro de Preparação Equestre da Lagoa (Cepel) 300 conjuntos de cavaleiros, número recorde nos últimos anos”, diz o empresário. Com um calendário de provas de melhor nível técnico, ele acredita que os cavaleiros mineiros terão maior performance para brilhar nas competições nacionais.
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Dribla a crise
A crise financeira internacional, que preocupa diversos setores, não deixa de fora o mercado de artes. Na Europa, as galerias, que viveram período de supervalorização das peças, estão tendo que se adaptar à nova realidade econômica. Galerista com 20 anos de experiência no setor, a mineira Flávia Albuquerque diz que os efeitos da crise ainda não repercutiram no seu trabalho, e vê os abalos econômicos como positivos. “Nesse momento é bom para fazermos balanço, sermos mais criativos e cortar os gastos supérfluos. Também acho que crise, no Brasil, nós estamos mais que acostumados a driblar. Sempre foi uma atrás da outra”, diz. Além de administrar a galeria Celma Albuquerque, fundada pela mãe, ela e o irmão, Lúcio, mantêm há dois anos outro empreendimento de arte em Lisboa. “A galeria em Portugal está dentro do esperado, pois entrar no mercado europeu demora”, diz a galerista, sem receio de abalos.
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