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Quinta, 24 de Maio de 2012

Artigo

Minas se une para garantir desenvolvimento

O que buscamos todos é assegurar que o estado ocupe efetivamente o espaço que lhe é de direito no cenário nacional

Texto: Olavo Machado
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Olavo Machado -

Uma boa notícia neste final de ano é a união dos diversos segmentos da sociedade mineira em torno de um movimento que tem como foco a defesa dos interesses do estado, com o apoio de suas lideranças políticas no Executivo e no Legislativo, no estado e no plano federal. O objetivo consensual é a definição de linhas de ação que conduzam Minas e os mineiros a posicionamentos afirmativos diante de questões cruciais para o desenvolvimento sustentável. Com muito entusiasmo, vemos que este movimento se fundamenta e apóia em um dos princípios básicos que inspiraram a gestão do ex-governador e senador Aécio Neves e tem continuidade com o governador Antonio Anastásia: a construção da famosa mesa de um lado só, na qual se acomodam mineiros motivados a somar forças em favor do estado.

O principal objetivo é a criação da “Agenda de Convergência para o Desenvolvimento de Minas Gerais”. O que buscamos todos – líderes políticos, empresários e a comunidade acadêmica representada pelos reitores de nossas universidades e centros de conhecimento - é assegurar que o estado ocupe efetivamente o espaço que lhe é de direito no cenário nacional e que este posicionamento resulte em impactos positivos no desenvolvimento econômico e social. Minas Gerais é o segundo maior estado brasileiro em população, tem o segundo maior colégio eleitoral e contribui com mais de 10% para a formação do PIB nacional. 

Estamos prontos, portanto, para continuar avançando e é exatamente isso o que se pretende com a construção da Agenda de Convergência para o Desenvolvimento de Minas Gerais. Seu objetivo é estabelecer uma estratégia - técnica, suprapartidária e consensual - comprometida com o desenvolvimento com sustentabilidade e elevação do padrão de qualidade de vida da sociedade. É uma agenda construída a partir de consenso entre o Executivo estadual, com a participação pessoal e liderança do governador Antônio Anastásia, da bancada legislativa federal de Minas Gerais e entidades de classe representativas do setor produtivo – a indústria, o comércio e o setor de serviços. 

É uma agenda positiva, englobando seis linhas de atuação: Projetos de Lei em tramitação no Congresso Nacional de relevante interesse para Minas Gerais (1); Projetos de infraestrutura econômica previstos no PAC e no Orçamento Geral da União (2); Projetos de infraestrutura que podem ser viabilizados por meio de concessão e PPPs - Parcerias Público–Privada (3); Projetos de investimento das maiores estatais federais, especialmente, do Grupo Petrobrás e Eletrobrás (4); Projetos de educação, saúde e segurança pública de grande impacto no desenvolvimento e qualidade de vida (5); Definição de estratégias e articulações políticas para elevar a representatividade e participação mineira nos principais órgãos de decisão do governo federal (6). 

Enfim, é uma agenda que dá rumo e conseqüência à ação ativa de todos os mineiros com disposição para interferir nas políticas e decisões do governo federal que condicionam o desenvolvimento de Minas Gerais, apoiando-se na liderança da classe política mineira para enfrentar e superar movimentos regionais contrários aos interesses do estado. É a explicitação de que Minas sabe o que quer e está trabalhando unida para viabilizar as demandas legítimas do estado, com a convicção de que contamos com o apoio de nossos líderes políticos no Executivo e no legislativo – Governo do Estado, Assembléia Legislativa, Câmara dos Deputados e no Senado Federal. É, de fato, a mesa de um lado e, nela, o que vale e o que conta são os interesses de Minas e dos mineiros.  Afinal, como escreveu Guimarães Rosa, ”sendo a vez, sendo a hora, Minas entende, atende, toma tento, avança, peleja e faz.”.