Mudanças para melhor são sempre bem-vindas e valorizadas. Desde a última edição a Viver Brasil está de roupa nova, conteúdo ainda mais qualificado e cheia de notícias para dar. É o nosso papel, que queremos fazê-lo cada dia melhor. Entre as inovações que implantamos certamente uma das mais destacadas e visíveis é o projeto gráfico. Graças a Deus, muito elogiado. Sem falar no compromisso com a nossa tiragem e periodicidade: 60 mil exemplares a cada 15 dias, sendo a única revista quinzenal editada em Minas. Esperamos mais sugestões do nosso maior patrimônio, você, leitor. Como o assunto que domina o momento são as eleições, que se aproximam com o 3 de outubro, o cenário tem esquentado nos últimos dias. Em Minas, o senador Hélio Costa, que liderava com ampla vantagem, viu o governador Anastasia acelerando forte e hoje mudou completamente a situação. As últimas pesquisas já posicionam o governador Anastasia liderando as pesquisas como foi o caso do último Ibope: 35% de intenções de voto para o tucano e o senador com 33%. Da medição anterior para esta o candidato do PSDB subiu 12 pontos e o do PMDB caiu 5. Mais a frente vocês terão uma matéria mostrando isto. Já no plano federal, Dilma Rousseff, que na largada amargava dezenas de pontos em relação a José Serra, mudou o jogo. Completamente. Candidata do presidente Lula, saiu da diferença negativa de quase 30 pontos, para abrir uma vantagem que já passou dos 20. O tal do Lula realmente é um assombro, não cola nada de ruim nele e levanta tudo o que quer. Mas um dos episódios mais delicados dos últimos dias foi a troca de farpas entre o diretor do instituto paulista Datafolha, Mauro Paulino, e o dono do Vox Populi, o mineiro Marcos Coimbra. Dias atrás, quando saiu uma pesquisa assinada pela Vox Populi dando 10% de vantagem a Dilma, o dirigente do instituto paulista caiu no mundo detonando o mineiro, chamando-o de Marcus Dilmaboy Coimbra e usando palavras que certamente não se adaptam a nenhum dos dois. Foi um tiro infeliz, possivelmente na hora errada. Não só pelo comportamento, mas principalmente pelo fato que dias depois o Datafolha estaria registrando os mesmos 10 pontos que Coimbra antecipou. Nas últimas pesquisas, depois do episódio, tudo voltou ao normal, com os quatro principais institutos mostrando cenário similar. Um dos melhores artigos que li recentemente foi no blog do jornalista Ricardo Noblat, que abria o jogo dizendo que é impossível existir a imparcialidade absoluta. Por mais que em determinadas atividades seja fundamental termos profissionais imparciais, é da natureza humana ter lado, opinião. O grande mérito nestes casos é tentar minimizar os efeitos colaterais.
Muito obrigado a todos e até a próxima.