A mente humana é de impressionar. E o comportamento, consequência. Nos últimos dias, tivemos mais um caso de chocar até o mais perverso dos seres. Não sou muito de futebol, nunca fui nenhum apaixonado, mas sempre que assisto, gosto. Por isso mesmo, não havia me atentado para o tal goleiro que ficou conhecido pelo maior gol contra da história, ao se envolver no assassinato da ex-amante Eliza Samudio. Bruno é o nome, nascido na Região Metropolitana de BH, com passagens pelo Atlético e mais recentemente Flamengo, este último o dono do título de maior torcida do Brasil. Bruno tinha dado passos significativos na carreira e em sua vida. Em pouco tempo, se tornara um dos mais prestigiados jogadores em campo, seja no que diz respeito a salário, quanto no que diz respeito a reconhecimento. Era bem pago e bem tratado pela torcida e companheiros. Acredito que todos, normalmente, buscam exatamente isto: reconhecimento, seja no campo profissional ou pessoal. Quem não quer ter o seu amor reconhecido? Quem não busca resultado pelo esforço dedicado? Quem, no final de uma trajetória, não que ter reconhecidas as batalhas vencidas? A impressão – e quem é a maioria de nós para afirmar – que dá é que o cara juntou tudo na mesa, nem olhou direito o que tinha, jogou na privada e deu descarga. Como é que o sujeito faz isso? Não com a vida dele, que é problema exclusivamente dele. O problema está no que causou para as outras pessoas: a mulher que perdeu a vida, familiares, amigos... Agora, a curto, médio e longo prazo, como é que algum dia na vida esse doente terá coragem de olhar para aquele que, acreditam, pode ser seu filho. “Ei meu filho, prazer, meu nome é Bruno, sua mãe não está aqui porque um certo dia, eu estava com a cabeça quente, muitos problemas e resolvi que não queria mais nenhuma possibilidade de relação com ela. Mandei matar, cortar em pedaços o seu corpo e dar para os cachorros comerem. Este sou eu”. Urgh! Realmente, meus caros, entender isso está difícil. Chamem universitários, dados, vareta mágica, qualquer coisa, mas me ajudem a tentar compreender! Independentemente das maluquices que tenhamos de enfrentar, a revista Viver Brasil segue o seu caminho, abençoado por Deus e nutrido por muito trabalho. Nas próximas edições, algumas novidades serão apresentadas. De antemão, já podemos garantir que a parte gráfica sofrerá uma bela evolução, deixando nossas páginas ainda mais dinâmicas e fáceis de ler. Muito obrigado, aproveitem o máximo e até a próxima.
Gustavo Cesar de Oliveira, diretor
gco@revistaviverbrasil.com.br