Domingo, 05 de Fevereiro de 2012
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Cartas


Evolução

Meninos, eu vi. Vi,sim. E na contramão de quem detesta testemunhar, testemunho. O salto qualitativo da Viver Brasil, neste primeiro ano,impressiona. Os últimos números trazem matérias substanciosas, de nível nacional, e o último ousa numa capa muito boa, com desenho de criança. Se eu fosse o editor, a mãozinha desenhadora seria de menino. Mas isto não muda nada a audácia, para uma revista adulta. Matérias políticas, como a que aborda o deságio de vergonha e caráter da turma de Brasília; sociais, como do apadrinhamento; sobre angústia, mal de todos que enfrentam coisas diferentes, como a dos homens na berlinda dos psiquiatras e psicólogos, tudo de muito bom gosto,com visual bonito, muito bonito. Um ano de sucesso, meninos. Continuem assim. Quem procura, acha.

 


Andre Carvalho | Belo Horizonte

Ame ou deixe

Gostaria de parabenizar a revista Viver Brasil por dar oportunidade ao jornalista Bruno Fernandes de escrever artigo tão pertinente sob o tema Ame ou Deixe, na edição de 4 de dezembro de 2009. Concordo plenamente com ele, já morei fora de Belo Horizonte por quatro anos e fico indignado como as pessoas que só querem desvalorizar a capital mineira. Na maioria das vezes, o povo defende a cidade e fala bem dela para todos de fora. Aqui, parte das pessoas parece só ver as coisas ruins e enchem a boca para fazer propaganda negativa da própria cidade. Deixo um desafio para quem só sabe falar mal de BH: more fora daqui por pelo menos um ano e, quando voltar, verá o tamanho da injustiça que fez ao ter falado mal desta cidade tão cosmopolita e efervescente.

 


Alexandre Gomes | Belo Horizonte / MG
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Impunidade

Gostaria de manifestar minha concordância com o artigo “Como não falar de impunidade”, do jornalista Paulo Cesar de Oliveira, publicado na última revista Viver Brasil. Concordo com todos os aspectos tratados de maneira clara e corajosa no referido artigo. Há algo, no entanto que sinto necessidade de ressaltar: trata-se do fato de que a cena política nacional mostra uma sucessão de escândalos de gravidade crescente e com demonstrações de repetição infindável de comportamentos totalmente aéticos por parte de todos os que deles participam.Garantidos em sua impunidade pela apatia do povo e pela incapacidade da Justiça de fazer justiça em tempo hábil. Será que haverá um ponto de basta para toda esta cena hedionda? A desesperança de qualquer mudança que possa ocorrer neste nosso Brasil está a corroer os fundamentos de uma possível sociedade baseada na ética e na Justiça.
O que impera e comanda nos nossos dias é o cinismo e a hipocrisia. Será que estamos a demonstrar toda a ineficácia, a incompetência e a mistificação do  processo democrático brasileiro? Desapareceram os homens de bem, agora substituídos em quase todos os campos (Legislativo, Executivo, Judiciário, empresários, políticos) por aproveitadores em causa própria, farsantes e psicopatas? Quando a desesperança e o desencanto com as medidas possibilitadoras de saneamento e restauração do bem comum tomam conta de uma nação, a história tem reportado que sentimentos de revolta e ódio vicejam nos subterrâneos e que acabam mais cedo ou tarde se transformando numa carga explosiva e incontrolável. 


Javert Rodrigues | Belo Horizonte / MG
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Artigo sobre ressentimento

“O ressentimento é um veneno que tomamos esperando que o outro morra.” (Shakespeare). Ler um artigo, e ter certeza de que foi escrito para esse momento para você e para auxiliar nessa situação eminente e sem controle, em que a falta de compreensão e de entendimento dos acontecimentos nos deixa perdidos, deprimidos e sem saber a letra da música, a pauta da reunião, a matéria da prova. Abri a revista, às 3h5 da madrugada de domingo, esperando meu filho chegar de uma festa de 15 anos; retornando do aniversário de 78 do meu pai, no interior próximo. E totalmente sem chão, após desentendimento com meu marido, casados há 17 anos. E que após ler o artigo de Fátima Rabelo, fica claro esse sentimento que nós vivemos compartilhando todos esses anos sem dar conta da intensidade, da gravidade. A falta de atitude no momento certo em que sentiu vitimado é matéria nova, mas vista, com medo, ou receio. Será a irresponsabilidade por escolhas, ou o conforto de ser a vítima? Saber o ponto exato onde o nó se atou e ter ciência a falta de atitude no momento.


 


Tânia Mara Figueiredo Saturnino | Belo Horizonte / MG
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