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Cartas
Edição Nº 12 - Sou ateu, e daí?
Em relação à reportagem sobre ateísmo da edição nº 12, tenho as seguintes considerações. Sou uma ex-freira, que deixou a vida religiosa com 65 anos de idade e 45 de vida conventual. Esta decisão foi motivada pelo desejo de uma maior autonomia. À medida que fui refletindo sobre alguns novos paradigmas, confrontando-os com as exigências da vida religiosa e da religião católica como um todo, percebi que tinha que fazer uma ruptura. Hoje, não tenho uma religião. Sou ateia? Ou melhor. Tenho buscado aprofundar e vivenciar uma espiritualidade que não coloca limite na busca da natureza e do sentido da vida, do universo. Não pretendo encontrar em nenhuma religião, filosofia ou ciência, uma concepção precisa de Deus e do universo. Sinto Deus como uma energia, presente no interior de todos os seres, impulsionando a evolução do cosmo. Mas, a meu ver, por mais que as ciências e as religiões avancem, estaremos diante do mistério. Com estas convicções, que não se prendem a nenhum dogma religioso ou científico, me sinto livre diante da vida e da morte, diante das definições e dos credos, diante dos tabus e dos preconceitos. Não uma autonomia absoluta, pois somos seres com ataduras estruturais e conjunturais, mas livre para vivenciar o evangelho. Respeitando quem se diz ateu, ateia, e quem tem seu credo religioso, ouso admitir que somos pequenos demais para, de um lado conceituar Deus; de outro lado, descartá-lo.
Show de Alinne
Que delícia a matéria com Alinne Rosa. Melhor ainda reviver e recordar meu momento com Alinne (tirando o meu rosto na foto que não gostei). Mas o que conta é o talento dela. Parabéns, Viver Brasil!
Luto sem corpo
Parabéns pela reportagem Luto sem Corpo. Mais uma vez chama a atenção a coragem da repórter em abordar temas difíceis e delicados como as questões ligadas à morte e ao morrer, às perdas e ao luto.
Montes Claros
O suplemento da Viver Brasil sobre Montes Claros está tão bom, que senti vontade de morar lá.
Faxina Urgente II
Para conhecimento e, se possível, alguma ação, o Senado e a Câmara Federal têm como alguns escândalos: passagens áreas, horas extras, pagamentos especiais aos diretores, votos com acordos que desconhecemos. Tudo isto deverá ser uma merreca de nada, pois estamos vendo tudo isto e continuamos votando em marginais. É só mais um desabafo.
Faxina Urgente
A matéria sobre os escândalos e custos do Senado Federal, a meu ver, poderia ter tocado numa questão mais profunda, embora meio utópica: a extinção do sistema bicameral. Projetos que ficam qual bola de pingue-pongue entre a Câmara e o Senado só servem para emperrar o Legislativo (altera em uma, submete-se à outra) e gerar um custo enorme para a sociedade. Fora isso, cada estado tem direito a três senadores, fazendo o que quer com o voto de um cidadão de um estado pequeno infinitamente mais importante do que o voto de um cidadão de grandes estados, como Minas, São Paulo e outros.
Como fisioterapeuta avaliei pacientes que fizeram a gastroplastia de Fobi-Capella. Deixo aqui a minha indignação quanto à divulgação e realização desse tipo de cirurgia bariátrica em pacientes com IMC Baixo. O dinheiro que se gasta com esse procedimento arriscado e incerto, daria para tirar muitas pessoas das ruas, melhorar programas sociais e aumentar o número de programas que incentivem uma alimentação balanceada. Deixo um apelo para que o governo tome providências para controlar essa epidemia de obesidade e não de solucionar o problema com uma técnica tão perigosa e de risco de morte. JFlavio Moterani Costa Reis | Belo Horizonte / MG |
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