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Cartas
Sem venda, nada acontece
Parabéns aos editores da excelente Viver Brasil e ao sr. Lúcio Costa, do qual sou admirador, pelo artigo Sem venda, nada acontece (nº 8 – pág.94). Porém, discordo de alguns pontos de vista. Não sei a qual nível ele se refere quando “o cliente tem sempre razão” ou “é barato dar razão ao cliente”, porém vejamos: no exemplo da Disney citado, dou total razão. Agiram corretamente como todos os fabricantes que vendem produtos com defeitos, ou entregam outro que não aquele adquirido pelo cliente. Se analisarmos o pequeno comerciante que recebe reclamações muitas vezes absurdas, o foco para análise muda de ângulo. Vejamos esses fatos reais: um cliente adquiriu uma caneta marca texto e voltou à papelaria uma semana depois para trocá-la, alegando que a tinta da caneta havia se acabado rapidamente. Quando o comerciante perguntou se ele havia usado a caneta corretamente, o cliente respondeu: “Comprei-a para escrever alguns detalhes numa parede em minha casa e a tinta durou apenas alguns riscos!” Detalhe: o comerciante é esse que vos escreve. Outra: alguns dias depois de ter adquirido um par de sandálias havaianas na loja, o cliente retorna pedindo para trocá-las, pois havia sujado as sandálias com tinta e, ao lavá-las com tiner, elas começaram a desmanchar. E a última: amiga minha, dona de uma pequena pousada nos arredores de Belo Horizonte, recebe reclamação bem cedo, pela manhã, de um hóspede que reclama do canto dos pássaros na mata próxima, achando aquilo um absurdo, pois não conseguia esticar o sono pela manhã. Eu pergunto: o cliente tem sempre razão? E respondo: O cliente tem razão, mas nem sempre. Dar razão a toda e qualquer reclamação e argumento já ultrapassa a lógica do comércio. Acredito que cada caso é um caso. Concordo plenamente em encantar sempre o cliente, mas devemos também aceitar que vivemos num brasilzinho onde uma pequena parcela de seus consumidores não tem a mínima noção do reclamar com razão.
Sucesso-relâmpago
Desde o nascimento do projeto da revista Viver Brasil, tinha certeza de que o sucesso viria pela frente. Porém, para nossa feliz surpresa, o sucesso veio ainda mais rápido – principalmente se avaliarmos as circunstâncias. A qualidade editorial da revista é indiscutível. Alia-se a isso, o brilhante lançamento do Correio Semanal. A Viver Brasil já nasceu grande e faz parte da vida de mineiros e brasileiros.
Coluna Zoom
Agradeço o destaque na coluna Zoom sobre a minha atuação na área do
Gostinho de quero mais
Neste Carnaval, aproveitei o tempo para colocar em dia as minhas leituras.
2010: uma odisseia na política II
Não me surpreendeu a escrita fácil, lúcida, esclarecedora do articulista Wagner Gomes. Privilegiado por um espírito aguçado, que nos mostra agora que não o é apenas na economia, sua sensibilidade para entender os meandros da política sobrepõe-se aos críticos profissionais, aqueles que estão sempre de plantão para criar fantasiosas e esdrúxulas situações, colocando-as sem cerimônia, como se os leitores não tivessem memória. Com equilíbrio, responsabilidade e bom senso, vai o artigo desenredando, de maneira hábil e competente, o difícil emaranhado da política, antevendo acordos, namoros políticos e outras junções de siglas partidárias, mesmo aquelas improváveis. E, como não prega prego sem estopa nem trabalha com o infundável, acertar, para ele, é questão de tempo. Parabéns à Viver Brasil, por escolhê-lo como seu articulista. Adolpho Nogueira | Rio de Janeiro / RJ
Parabéns ao autor do artigo 2010: Uma odisseia na Política, Wagner Eustáquio Gomes, pela brilhante exposição de suas crenças e ideias. Lúcido, preciso, objetivo e sincero. Nossa política, nosso Estado e nosso País precisam e merecem Aécio Neves. Mauro M. Borges | Belo Horizonte |
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