O PIB do Brasil deve crescer acima de 4% a partir deste ano. A previsão otimista é do presidente nacional do PT Rui Falcão e foi proferida em palestra a executivos, empresários e políticos no Conexão Empresarial. O evento é promovido pela VB Editora e Comunicação, patrocinado pela Usiminas, apoiado pela Embratel, MBR, Anglo American, Safe Security, JChebly e Rádio Itatiaia. A afirmação de Falcão é baseada no desenvolvimento econômico e social do país nos últimos anos, desde o primeiro mandato do ex-presidente Lula.
Aliás, ele ressaltou à plateia que o contraste das realidades brasileira com a norte-americana e europeia, no que se refere à crise, é justamente provocada pelo modelo adotado pelo Brasil. “Vivemos um desenvolvimento econômico com geração de empregos e responsabilidade sustentável associado à distribuição de renda. Esta é a receita que nos permitirá crescer mais de 4% ao ano, a partir de 2012, e que também tem como ingrediente o conjunto das ações do governo junto aos empresários e à sociedade.”
Ainda em comparação com outros modelos, Falcão destaca que o Brasil é o único país onde a renda dos pobres aumenta mais do que a dos ricos, o que comprova a melhor distribuição da renda. “Em 2011 o Brasil gerou 1,9 milhão de empregos com carteira assinada. Proporcionalmente, o país foi o que mais criou vagas de trabalho no mundo no ano passado.”
Outro ponto comemorado por ele foi o fato de que no governo de seu partido, nos últimos três mandatos, ter quebrado o mito de que o salário mínimo mais elevado geraria inflação. O problema da desindustrialização, pela qual passa o Brasil, foi minimizado por Falcão, para quem essa questão não é somente nacional, mas ocorre em todos os países desenvolvidos. Enquanto a indústria perde força, o setor de serviços alavanca seu desenvolvimento. “Não vivemos o risco de voltarmos a ser exportadores apenas do setor de agronegócio.”
Rui Falcão defendeu o financiamento público das campanhas. O procedimento, segundo ele, baratearia o processo e contribuiria para coibir crimes eleitorais. Sobre a sucessão em BH, ele foi enfático ao afirmar que seu partido não fará aliança com o PSDB. “Formaremos a chapa com o PSB mediante compromisso recíproco de defesa de programa de governo com ênfase na questão social. Vamos indicar o vice.”A estratégia do partido é conquistar o máximo de vagas nas câmaras e prefeituras de cidades estratégicas e reconquistar as que perdeu. Com relação ao governo federal, Falcão não quis falar sobre os projetos a longo prazo do PT.
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