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VoluntariadoAberta à ajudaAssociação, em Contagem, atende a idosos, crianças, quem aparecer à sua porta e receberá doações do Viver Solidário
Texto: Eliana Fonseca | Fotos: Pedro Vilela e Victor Schwaner
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A história da associação começou há 12 anos para atender à população dos bairros São Mateus, Estrela Dalva, Tijuca e Nacional. A pretensão era quase nenhuma, apenas ajudar algumas poucas pessoas. O boca a boca transformou a associação em referência. A presidente da instituição, Rosemary da Silva Reis, lembra que mesmo com as inúmeras dificuldades de manutenção, não havia como parar. Muitos necessitavam e necessitam de ajuda para sobreviver. “As pessoas daqui são carentes e qualquer coisa que recebem , agradecem, dão retorno”, conta.
A associação sobrevive como pode. A verba pública que viria mensalmente, está há seis meses atrasada. Para garantir que nenhuma família fique sem sua cota semanal de verduras, legumes e pães, os voluntários correm atrás de instituições e, como diz, Rosemary, onde quer que saibam que está se doando alguma coisa, lá estão eles. Também tiram dinheiro do bolso quando falta a gasolina para a Kombi antiga, peça-chave para o recolhimento das doações em diferentes pontos de Contagem e Belo Horizonte. Há também um anjo da guarda, a aposentada Ana Maria de Deus Vieira que, com sua caminhonete, também colabora toda semana. “Quando alguém precisa de um fogão, geladeira ou qualquer outra coisa, ligamos para a Ana. Ela sempre chega aqui com a doação”, conta.
Sexta agraciada com o projeto Viver Solidário, iniciativa do Grupo VB em parceria com o Super Nosso e a empresa Valspe, a associação receberá doação de 5 mil reais em produtos alimentares e de higiene pessoal, além de dois computadores e uma impressora. “Todas as doações que recebemos são bem-vindas. Nunca antes na minha vida havia visto tanta pobreza como aqui. Não foram poucas as vezes que fomos visitar famílias e encontramos pessoas comendo uma espécie de massa feita com farinha e água. Outro dia, veio uma senhora para contar que o marido havia dado pouco dinheiro para comprar verduras. Como ela recebeu a doação daqui, comprou carne. Quando o marido chegou em casa foi uma festa”, diz Rosemary.
A doação dos alimentos e dos produtos de higiene pessoal reforçará a cesta doada às famílias. Os computadores serão utilizados para os cursos de informática em que voluntários dão aulas a adolescentes e adultos das comunidades. A associação ainda tem cursos de corte e costura, em que o aprendizado inclui a confecção de roupas de bebê, doadas também para a população. “Nosso projeto agora é lutar pela ampliação de doações para que possamos, também, servir um café da manhã para crianças e suas famílias”, informa a presidente da instituição.
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Gratidão
A Casa Espírita André Luiz, que integra o Grupo da Fraternidade Espírita Irmã Scheilla, recebeu na segunda semana de abril a visita do diretor do Grupo VB, Gustavo Cesar Oliveira; do diretor-presidente da Valspe, Leonardo Speziali, e da gerente de marketing do Super Nosso, Adrianne Perez. A entidade, que atende mais de 200 moradores de rua e 150 famílias em situação de vulnerabilidade social, recebeu a doação de 5 mil reais em produtos alimentares e de higiene do Super Nosso, de computadores e impressora cedidos pela Valspe, e também de eletrodomésticos da Suggar para a montagem de uma cozinha-modelo. Segundo o diretor da Suggar, Lúcio Costa, era impossível não atender a um chamado tão nobre. “O apelo de ajudar o próximo tem de ser atendido, ainda mais se é através de um projeto sério como o Viver Solidário”.
O presidente do Grupo Irmã Scheilla, Célio Alan Kardec de Oliveira, destaca o significado de uma doação para a casa. “Quando recebemos uma doação como essa, temos um sentimento de gratidão muito grande porque esses parceiros compreenderam nossa obra numa extensão maior”, diz.
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