Já estão no forno os preparativos para a 21ª Feijoada do Maranhão, tradicional evento do calendário gastronômico belo-horizontino que, neste ano, será realizado no dia 25 de agosto. Pela segunda vez, o Porcão será a sede do evento, que em 2012 traz novos ingredientes. As surpresas começam nas camisetas, assinadas pelo estilista mineiro Victor Dzenk.
Organizada pelo empresário e fotógrafo Valdez Ferreira Cruz, o Valdez Maranhão, a Feijoada terá em sua 21ª edição atrações musicais, como Pp Júnior, um dos ídolos de maior sucesso do Nordeste do país, e o pessoal da Bartucada, com seu colorido e ritmo animado. Quem também já confirmou presença em Belo Horizonte é o artista Sérgio Malandro. O salão será todo enfeitado com estandartes de São Luís, mostrando os principais atrativos populares da cidade. A intenção do empresário, que nasceu em Bacabal, a 250 quilômetros da capital maranhense, é trazer para Minas um pedacinho de sua terra.
O caminho inverso também já começou a ser feito por ele e a fiel turma que o acompanha. No ano passado, pela primeira vez, Valdez levou o tempero de sua feijoada para São Luís. O sabor caiu no gosto de seus conterrâneos e ele já marcou a data do próximo evento na saudosa terrinha: dia 22 de setembro. De acordo com Valdez, a segunda edição da Feijoada do Maranhão, em São Luís, vai integrar a programação de 400 anos da capital. Os maranhenses vão poder apreciar a iguaria preparada por duas das maiores chefs de comida mineira no país: Nelsa Trombino, do restaurante Xapuri, e dona Lucinha, do restaurante que leva o seu nome. A Feijoada acontece no Hotel Luzeiro, cinco estrelas localizado em frente à praia de Ponta d’Areia. “A ideia de levar a feijoada para o Maranhão está estreitando os laços entre os dois estados”, explica o idealizador Valdez, que levará para São Luís um grande grupo de empresários e jornalistas mineiros. De lá para Minas, também virão pelo menos 20 convidados.
A Feijoada do Maranhão guarda histórias curiosas que vão muito além das panelas de feijão e carne de porco. A primeira versão aconteceu em 1992, quando Valdez Maranhão, então fotógrafo do antigo “Jornal de Minas”, perdeu sua máquina fotográfica. “Como ele não tinha dinheiro para adquirir outra câmera, seu instrumento de trabalho, sugerimos que ele fizesse uma feijoada para arrecadar fundos. O resultado foi um sucesso, que continua se repetindo até hoje”, conta a amiga Sônia Garzon, que carinhosamente coleciona todas as camisetas das feijoadas. “Acho que fui em todas as 20 edições”, diz.
Diretor de Marketing da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-MG) e há seis anos no comando do Buteco do Maranhão, em Lourdes, Valdez demonstra ansiedade de iniciante quando o assunto é sua feijoada. “A cada ano é como se fosse uma novidade pra mim. Nesta edição, acho que teremos umas 800 pessoas”, afirma.