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Comportamento
Limpeza no closet
Armários e energias renovados em busca de harmonia para 2012
Texto: Luciana Avelino | Fotos: Pedro Vilela e Eduardo Lopes
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Ano novo, roupas e acessórios de moda novos. E como fica o bom e velho guarda-roupa nosso de cada dia? Para aproveitar as vibrações renovadas intrínsecas à mudança do calendário, o feng shui, técnica chinesa de harmonização de espaços, sugere estender a proposta aos closets. “Quando organizamos nossos pertences e lançamos mão dos excessos, fazemos, literalmente, uma limpeza energética. Ao abraçar objetos novos e desfazer dos usados, encostados ou esquecidos, abrimos espaço para novas produções, vivências, amores”, diz Kátia Gonzalez, especialista de feng shui. Segundo ela, vale a pena guardar apenas o essencial, além de peças e objetos relacionados à memória afetiva, de conteúdo positivo e que remetam a históricos de felicidade. “Roupas, lembranças e afins negativos devem ser descartados ou passados adiante.”
Luana Jardim
Luana Jardim, 26, designer de bolsas, sapatos e semijoias, considera-se consumista e eternamente ávida por novidades. Dona de um estilo básico-sofisticado, adora salto, brilho e acessórios exuberantes. Suas herdeiras em potencial são as amigas e primas, que se identificam com seu modo de vestir. Organizada, tem mania de colocar em ordem sistematicamente o armário. “De tempos em tempos, tiro roupas que não quero mais, incluindo modelos de festa, mais sofisticados, que adoro comprar. Agora, desfazer-me dos meus sapatos, tenho extrema dificuldade. Estou, inclusive, precisando tirar alguns pares. Prometi a mim mesma que até o final deste mês, vou dar uma geral.” Fora os sapatos e peças afetivas, como um casaco preto e roupas de estilo vintage, Luana diz não ser muito apegada. “Acho tão importante renovar sempre o visual, seja lançando mão de estilos variados e adquirindo roupas novas, como mexer na energia dos espaços que os guardam, mudando as coisas de lugar e eliminando outras.”
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Amir Slama
Amir Slama, 45, estilista de moda-praia paulistano também cultiva o hábito de doar o que não precisa nem quer mais. Como se veste de um estilo casual no dia a dia, algumas roupas, sapatos, cintos sempre iam para os corpos e pés dos filhos Artur, 20, e Alex, 19. O restante para os irmãos e entidades sociais. No último ano e meio, com a perda de 20 quilos, 60% do seu closet foi doado. “Ajustei algumas peças de roupas que gostava mais e tinha apego. Curto sapatos e, como sou cuidadoso, os meus duram anos a fio. Tenho modelos comprados há 10, 12 anos. Daí, acabo doando-os menos que as roupas.” Amir conta a técnica usada para ter certeza de suas doações. “Tenho um quarto em meu apartamento que é uma espécie de purgatório das roupas. “Se permanecem até quatro meses nas araras sem que eu as use, bingo!”
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Érika dos Mares Guia
Mesmo com a agenda constantemente a mil, a empresária Érika dos Mares Guia, 40, dedica os meses de dezembro e janeiro para fazer a limpeza anual de seus closets com destino único: doação. Para separar as peças, usa dois critérios. Uma leva de roupas e acessórios básicos vai para quem está mais próximo. “Normalmente, para aquelas pessoas que trabalham comigo e seus familiares. Acredito que seja uma boa maneira de conciliar a ajuda para quem precisa e encontrar um destino para o que não tem mais uso.” O outro critério utilizado por Érika é separar as peças mais fashions para os tradicionais bazares organizados por conhecidos com rendas revertidas para ações sociais, como normalmente as próprias clientes da sua maison M&Guia. Além de bazares isolados, as doações pessoais da empresária também seguem para entidades que costuma contribuir e que já a procuram naturalmente. “Como trabalho com moda e tenho muito acesso às novidades, posso estar sempre renovando meu guarda-roupa. Acho desperdício guardar o que não gostamos mais tanto assim e o que não nos cai mais bem – afinal o nosso corpo muda com o tempo. Tenho certeza de que não é nada saudável deixar as coisas ficarem paradas.”
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Graciele Reis Grossi
Graciele Reis Grossi, 33, grávida de sete meses e proprietária da joalheria Très Jolie, costuma aproveitar o início do ano para fazer aquela arrumação nos armários e estantes de seu apartamento. “Sinto que essa rotina traz sempre bons ares.” Porém, por conta da chegada do novo ocupante da casa, teve de antecipar a limpeza, desocupação dos guarda-roupas do quarto que até então abrigava, só e somente só, suas roupas, sapatos, bolsas e joias. A demanda foi tão representativa para Graciele, que ela postou no Facebook uma foto do quarto com os mais de 100 pares de sapatos posicionados no chão lado a lado para a derradeira seleção com o seguinte comentário: “Os sapatos ou o neném.” A faxina de desapego resultou em 40 pares excluídos, além de 15 bolsas. A distribuição dos modelitos, todos em excelente estado, ficou a cargo da mãe, Lourdes. “Ela tem mais noção para saber o que vai ficar bem em quem. Depois de minhas irmãs e mãe darem uma garimpada, as doações vão para familiares e instituições sociais.” Ao mesmo tempo em que afirma ser consumista, incluindo frequentes exageros de compra com artigos de moda, principalmente sapatos, reconhece que reciclar é fundamental. “Não me sinto à vontade de vender o que não quero mais. Prefiro doar. E, mesmo com certa dificuldade em desfazer de minhas coisas, sei que temos de dar preferência para guardar somente o que tem significado e um porquê.” Ainda em fevereiro, Graciele parte para o segundo round da faxina: suas roupas.
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