Quarta, 23 de Maio de 2012
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Guerra perdida

Em fins de janeiro, um ônibus que levava crianças, ou jovens, recolhidos por prática de crimes, ou atos infracionais, como queiram, foi cercado por bando que resgatou um destes menores. Não foi em estrada, não foi em nenhuma área isolada. Foi em via movimentada de Belo Horizonte. Na periferia da cidade, grupos desafiaram a polícia da capital mineira promovendo, com ampla divulgação por meio de cartazes, afixados até mesmo próximos de unidades policiais, bailes cujos atrativos declarados eram drogas e sexo. Fico apenas nesses dois exemplos e na cidade onde resido – milhares de outros existem pelo Brasil afora – para mostrar como o estado e a sociedade vêm sendo desafiados a cada dia pelos que simplesmente desconhecem as leis a não ser, claro, os seus próprios códigos de conduta. 

Fazer o quê para enfrentar esta escalada de violência em todos os setores? Este é o grande tema a ser debatido pela sociedade como um todo, pois não é assunto para ficar confinado aos gabinetes parlamentares, onde, aliás, hoje se discutem as reformas dos nossos códigos penais, nem aos ambientes ideológicos dos xiitas das teorias do estado penal mínimo e do estado penal máximo. É certo que não é um assunto em que se consiga um consenso facilmente. Os que defendem o penal mínimo, têm razão quando afirmam que as penas, tal como são aplicadas, não recuperam o criminoso e acabam criando clientes habituais das prisões. Para eles, melhor seria que as penas de prisão só existissem para os casos mais graves, cabendo as penas alternativas nos crimes de menor poder ofensivo. Alternativa que, quando aplicada, também se mostrou ineficaz.

No sentido oposto há os que defendem o uso à exaustão do poder punitivo do estado, com penas de prisão para todos os que cometem crimes. É o estado agindo não para corrigir os infratores, mas como um agente promotor da vingança da sociedade.  É a contraposição do pensamento do abolicionismo, dos que defendem a extinção de todo o sistema penal que, para eles, tem sido, até aqui, mais um problema do que uma solução. Para onde caminhamos é fácil prever. Caminhamos para a barbárie total, numa situação em que cada um cuida de si e de seus interesses, diante da impotência estatal de enfrentar abertamente a questão. De colocar para a sociedade, que vive a cada dia mais fortemente a sensação de insegurança. De impotência diante da criminalidade que não tem pudor de, a cada dia, aumentar sua ousadia e sua violência contra as pessoas e as instituições. Neste momento é forçoso reconhecer que a guerra contra a violência está perdida. 

Gastam-se bilhões de reais em nome da segurança do cidadão. Hoje, cada preso custa ao estado mais de 10 vezes o que se gasta com um aluno da rede pública. A sociedade – pessoas e empresas – torra recursos (estima-se algo em torno de 14 bilhões de reais no ano passado) para tentar proteger seu patrimônio, cumprindo um papel que é constitucionalmente do estado. Para o estado, o problema da falta de recursos, grave sim, talvez não seja o maior. Mais grave é ver que todos os atores deste drama da sociedade – Executivo, Judiciário, Legislativo, Ministério Público e até mesmo a OAB – estão perdidos, atônitos diante de um monstro que não sabem por onde atacar. 

A sociedade, desprotegida, se divide entre os que defendem a violência do estado contra a violência da marginalidade e os que, candidamente, defendem um direito penal humanizado, que recupere o criminoso para a vida social, acreditando que o homem se torna violento pela pobreza e pela falta de oportunidade, desconsiderando a presença da droga, o elemento novo no processo. É preciso fazer algo, a começar por retirar das mãos dos marqueteiros a solução da violência. Acabar com os fantásticos programas de enfrentamento do problema, algo que só é visto nas propagandas e na mídia, nos discursos empolados de nossas autoridades. Consciência da gravidade do problema e seriedade em seu trato podem não ser a solução, mas são um bom início para que se chegue a uma proposta real. 

 

O próximo palestrante do Conexão Empresarial, no dia 13 abrindo o ano, vai ser o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, que, para o público de 120 empresários e formadores de opinião, fará algumas revelações importantes sobre a administração municipal. Marcio continua liderando as pesquisas de opinião que mostram a sua vitória, provavelmente, no primeiro turno. Seu índice de aprovação na capital mineira ultrapassa os 60%.

 
 | Por: Steferson Faria
Steferson Faria

Estilo Dilma

Mineira de Caratinga, a nova presidente da Petrobras, Graça Foster, tem um perfil pra lá de interessante. Quem a conhece de perto diz que a engenheira, que já foi catadora de latinhas e de papel, cujo hobby é o samba, além de perfeccionista, rígida e exigente, tem fama de agressiva no trato da equipe. Enfim é um clone da presidente Dilma Rousseff.

 

Maravilha da Estrada Real

O Santuário Nossa Senhora da Piedade – padroeira de Minas Gerais – foi considerado hors concours em premiação que selecionou as sete maravilhas da Estrada Real. O resultado foi divulgado em solenidade na Fiemg. O Santuário Nossa Senhora da Piedade, localizado na serra da Piedade, em Caeté, tem sua história ligada aos fidalgos portugueses que, por volta do século 18, construíram no lugar uma igreja dedicada à Nossa Senhora.

 
 | Por:

Aniversário em Buenos Aires

A fundadora do Conservatório de Música Lorenzo Fernandes de Montes Claros, Marina Lorenzo Fernandez Silva – há alguns anos residindo no Rio –, comemora seus 86 anos no cruzeiro do navio Música no Cabaña Las Lilas em Buenos Aires, no dia 8, ao lado dos filhos Ricardo (com Angela), Eduardo (com Di), Maria Antonieta (com João Batista Silvério) e Irene Maria (com Raimundo Martins), o afilhado Paulo Cesar Alkimim de Oliveira (com Fernanda Correa), a senhora Diva Dias Correa e sua neta Renata.

 
 | Por: Oswaldo Afonso
Oswaldo Afonso

As circunstâncias de Andrea

A presidente do Servas, Andrea Neves, também se rendeu à vida on-line e lançou o blog Liberdade e Transparência. A ideia, segundo Andrea, é partilhar suas experiências, indo além de suas circunstâncias pessoais que são a política, a formação profissional e o trabalho em comunicação e na área social. Andrea é o nome cogitado pelos tucanos para concorrer ao governo de Minas em 2014.

 

Carga pesada

Levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) com os 30 países que têm as maiores cargas tributárias do mundo revelou que os brasileiros são os que vêm menos retorno dos impostos que pagam. Para verificar se os valores arrecadados estariam retornando à população por meio de serviços de qualidade, o estudo considera também o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de cada país. O Brasil com IDH 0,718 é o último entre os países pesquisados. 

 
O franco-mineiro Igor Tameirão entre os chefs Alex Atala e Alain Ducasse em almoço no restaurante de | Por:
O franco-mineiro Igor Tameirão entre os chefs Alex Atala e Alain Ducasse em almoço no restaurante de

Fazenda restaurada

A Ferrous vai restaurar a Fazenda Paraopeba, em Conselheiro Lafaiete (MG), que pertenceu ao inconfidente Inácio José de Alvarenga Peixoto, e transformá-la em centro de informações sobre a Estrada Real e a Inconfidência Mineira. A ação é uma das previstas no Termo de Compromisso (TC) assinado pela Ferrous com o Ministério Público de Minas Gerais para o início das operações na mina Viga, em Congonhas.

 
 | Por:

Missão empresarial

A Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil-Minas Gerais (presidida por Fernando Dias), a Associação Comercial de Minas (ACMinas) e Fumsoft promoveram o lançamento da Missão Empresarial Minas Gerais-Portugal. A missão acontecerá entre os dias 20 e 28 de abril, nas cidades de Lisboa e do Porto. O objetivo é desenvolver parcerias estratégicas entre Minas e Portugal e prospectar novos mercados.

 

Preços escorchantes

Realmente Trancoso tornou-se um lugar de paulistas endinheirados e alguns restaurantes, como o da pousada Jacaré do Brasil, escorcham quem vai jantar lá: basta dizer que um modesto prato de nhoque – porção reduzida – custa 88 reais. Um verdadeiro assalto a mão armada.

 
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Prêmio para Otávio Azevedo

O presidente executivo da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, foi escolhido Personalidade do Ano 2011 pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira. O prêmio homenageia uma personalidade do Brasil e outra de Portugal. Do lado português, o homenageado será Fernando Faria de Oliveira, presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósito. A cerimônia de premiação será no dia 2 de março, em local ainda não divulgado. 

 
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Salto alto

Herdeiro da Arezzo, o empresário e designer Alexandre Birman, criador das marcas Schutz e Alexandre Bir­­man, cheio de planos para 2012. Ainda neste ano, começa a produzir na Itália os modelos arrojados da marca Alexandre Birman, devido ao baixo custo para a venda e qualidade italiana. Quanto à Schutz, a novidade é a megaloja que será aberta em Belo Horizonte, no segundo semestre, mais precisamente no BH Shopping.

 
 
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