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Artes PlásticasLixo extraordinárioOceano Cavalcante transforma objetos descartáveis recolhidos nas ruas em obras de arte. A maioria das peças é sacra
Texto: Fernando Torres | Fotos: Pedro Vilela
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Dois personagens predominam na obra de Oceano: dom Quixote de La Mancha e são Francisco de Assis. O célebre personagem do escritor espanhol Miguel de Cervantes protagonizou sua primeira exposição, em 2008, no Centro Mineiro de Referência em Resíduos, no bairro Esplanada, região Leste. Já o santo católico, patrono da ecologia, foi tema, entre outros, de uma escultura de 2 m de altura, produzida para a Casa Cor, em 2009, atualmente em exposição na Regional Pampulha, no São Luís. Outra obra de destaque é o presépio de 20 peças que decorou o parque municipal em 2008, presente ao aniversário de 111 anos de Belo Horizonte. Ele também já expôs duas vezes como convidado na galeria de arte do Festival Lixo e Cidadania, juntamente com outros cinco artistas. Também com a temática ambiental, abriu outras mostras temáticas no Pátio Savassi e no Hotel Mercure Lourdes. Na fase atual, Oceano investe nos aros de bicicleta, como no painel que deu o tom da comemoração de três anos da revista Viver Brasil, no camarote vip do festival Planeta Brasil. A inspiração, nesse caso, vem do artista paulista Vik Muniz, que também trabalha com lixo. “Mas para fazer esse tipo de trabalho mais abrangente, precisaria de patrocínio”, afirma. |