Quarta, 23 de Maio de 2012
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Voluntariado

Corrente do bem

Movimento Viver Solidário teve início com doações de 100 mil reais, e expectativa é de multiplicar esse valor a partir de 2012

Texto: | Fotos: Daniel de Cerqueira, Pedro Vilela, Tião Mourão e Victor Schwaner


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Unidos para ajudar: Francisco Figueiredo, GCO, Júlia Guimarães Paes, PCO e Paulo Carvalho, no local onde está sendo construído o Centro de Radioterapi

A partir de dezembro, todos os meses, a Viver Brasil buscará uma instituição para receber recursos vindos do empresariado. “Seremos um link entre quem tem para dar e quem precisa”, revela Gustavo Cesar de Oliveira, GCO, idealizador do projeto.

GCO lembra ainda que, desde o nascimento da revista Viver Brasil, três anos atrás, existe uma preocupação em fomentar o voluntariado com a publicação de reportagens e editoriais com cunho social. Porém, há alguns meses, o movimento nasceu, durante bate-papo com Álvaro Simões, diretor-presidente da Viver Incorporadora e Construtora S.A. “Temos uma igualdade de nome que é inspirador, faz parte da vida de qualquer ser humano. Vimos nessa característica a possibilidade de ajudar as pessoas a viver melhor.”

Álvaro é o primeiro empresário a abraçar a causa. A empresa que preside doou 40 mil reais para o Hospital da Baleia. “Queríamos participar de algo especial em Minas. O projeto idealizado pela Viver Brasil nos entusiasmou, seja pela oportunidade de contribuir e nos aliarmos a uma causa tão marcante seja por podermos dar o pontapé inicial no Viver Solidário, uma ideia  que, certamente, será abraçada e ampliada pela comunidade empresarial mineira”.


Álvaro Simões e GCO: união em torno da causa de responsabilidade social
Álvaro Simões e GCO: união em torno da causa de responsabilidade social

A doação da Viver Incorporadora e Construtora foi direcionada para construção do prédio de radiologia, orçado em 6 milhões de reais, que deve ficar pronto em meados de 2012. “Desde julho de 2010, todas as doações que recebemos vão para essa construção. Com a finalização desse centro, ofereceremos tratamento completo na área da oncologia”, explica Júlia Guimarães Paes, voluntária de relações institucionais da Fundação Benjamim Guimarães, administradora do hospital. Ela conta que é difícil receber doações desse tipo em razão da falta de incentivos fiscais e de conscientização. “São poucos os incentivos que o governo dá. Nosso povo é muito solidário, mas não tem cultura de fazer doações financeiras. O Viver Solidário ajudará a divulgar a importância de se fazer doações e quais os tipos que existem. É um projeto que une empresários e instituições filantrópicas.”

Outra beneficiada com o projeto será Maria do Sopão. Há 12 anos, ela distribui sopa duas vezes por semana para cerca de mil pessoas, no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Sabará, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Além do sopão, Maria serve almoço todos os dias “para quem aparecer” e oferece aulas de lutas marciais de segunda a sexta-feira. Tudo realizado com doações. “A história começou com duas pessoas que bateram na minha porta, pedindo pão e, até hoje, ninguém sai daqui com fome”, fala, orgulhosa do sucesso do trabalho que desenvolve. 

 
Rodolfo Njen: doação de 5 mil reais  mensais do supermercado Super Nosso
Rodolfo Njen: doação de 5 mil reais mensais do supermercado Super Nosso

Ao ser informada por Gustavo Cesar de que havia sido escolhida para receber 10 mil reais, Maria chorou. “Eu nunca ganhei doação desse tamanho. Chorei demais. A gente ganha fardo de arroz, feijão, mas esse tanto de dinheiro? Foi melhor que ganhar na loteria”.  E já faz planos de usar parte da doação para a ceia de Natal que realiza anualmente para 600 pessoas. A outra parte, pretende usar na compra de mesas e um computador. “As mesas se desgastaram com o tempo e ficam balançado. Tenho medo de virar em uma criança. Agora, com férias e chuva, a quantidade de gente que vem é bem maior”, completa Maria, que também receberá uma cesta de leite em pó da Itambé.

O supermercado Super Nosso será outro parceiro no Viver Solidário. De acordo com Rodolfo Njen, a empresa vai fazer uma doação de 60 mil reais num prazo de 12 meses, ou seja, 5 mil reais por mês para o projeto. “Somos uma empresa comprometida com o social. Para nós, é importante participar de ações como essa, principalmente porque, no final, quem ganha é o conjunto de toda a sociedade”.

Maria do sopão: alimento para cerca de mil pessoas por semana
Maria do sopão: alimento para cerca de mil pessoas por semana

Qualquer empresa pode aderir ao movimento. “A partir do momento que se cria algo que vira exemplo, ele é acompanhado, copiado e fortalecido por corações inteligentes, generosos. E, aí, você se torna receptor de um movimento sem tamanho, sem meta estabelecida, que depende das empresas que vão se associar a ele. É um projeto de emoção. De quem doa e de quem recebe”, finaliza GCO.

O número de instituições beneficiadas mensalmente depende da quantidade de empresas que vão aderir ao movimento. E você pode ajudar a definir quem merece a doação enviando e-mail com informações sobre a organização que pretende ajudar e o que faz dela merecedora do benefício para o endereço redação@revistaviverbrasil.com.br.  


 
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