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Viver MinasFé no futuroEmpresários e lideranças do Triângulo Mineiro preveem mais investimentos e acreditam que crise europeia não atinge o país
Texto: Adreana Oliveira | Fotos: Adreana Oliveira
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Ele destacou a importância da geração de empregos para um estado mais rico. Para ele, Minas é dinâmica e o orgulho é um sentimento sempre presente entre os mineiros. Segundo Lacerda, o maior desafio do estado é aumentar o seu Produto Interno Bruto (PIB). “Precisamos buscar novas soluções. Só ICMS não faz milagre. É necessário rever as políticas de taxas e impostos para as empresas.” Na região, a Fiemg está envolvida em três frentes de trabalho. A primeira, é o gasoduto do Triângulo Mineiro, que deve gerar 250 milhões de reais para Uberlândia como distribuidor. A segunda é mais ousada: um polo aeronáutico na cidade de Tupaciguara, com parceria da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Instituto de Estudos Avançados e Axis. A terceira, que já é uma realidade, é o Entreposto da Zona Franca de Manaus, em Uberlândia, o segundo do país e o primeiro de Minas. Se depender dos planos de Dilson Dalpiaz, diretor do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), o projeto do polo aeronáutico tem tudo para se concretizar. “Temos muito potencial. Destacamo-nos em importação e exportação. Do café ao leite, do queijo ao aço, passando pela biotecnologia e por energia renovável, mas, além disso, temos um patrimônio cultural muito grande.” |
Ele cita o projeto do aerotrópolis e comparou a expansão do aeroporto internacional de Confins, em Belo Horizonte, com entrega dos terminais 1, 2 e 3 até 2039, ao aeroporto de Frankfurt, na Alemanha. “Esse é apenas um exemplo de onde podemos chegar. Não é o setor automobilístico que gera mais empregos na Alemanha, é o aeroporto de Frankfurt”, afirmou. Para ele, políticas públicas são essenciais ao crescimento da cidade. “Uberlândia foi reconhecida pela ONU na Expo Xangai 2010 como exemplo de cidade emergente com crescimento que favorece a qualidade de vida.” Fábio Pergher, diretor da Start Química, concorda. “Venho aqui mais como um testemunho do quanto Uberlândia é uma cidade propícia aos bons negócios. O empresário tem orgulho do lugar de onde é.” Para ele, a inauguração da Universidade Federal de Uberlândia foi um marco para a cidade. “Hoje, entre os nossos engenheiros, 90% são graduados pela UFU e os outros 10% são da região. Aqui encontramos bons profissionais em todos os ramos”, afirmou. Ele acredita que Uberlândia tem um jeito versátil de lidar com economia e mercado. São 25 anos de Start em Uberlândia e daqui a empresa expandiu seus negócios também para o exterior. Há cerca de dois anos, quando o país foi alarmado com o vírus influenza, a Start ganhou destaque nacional por conta de um produto no qual é pioneiro, o álcool em gel, que a empresa já produz há 14 anos. Além da área de produtos sanitários, a Start atua também em tecnologia de aditivos para dubos e produtos estéticos. |
Já Rogério Fagundes Costa, diretor regional da Embratel, falou dos investimentos da empresa na região do Triângulo Mineiro no mercado de Telecom, em franca expansão. “Os investimentos no setor aumentam, as pessoas estão cada vez mais conectadas e para isso é preciso ter uma boa planta de banda larga. Também teremos aplicações nas redes de fibra ótica e trabalharemos para a queda do valor do minuto ao celular. A área de TV por assinatura também receberá recursos”, disse Rogério Fagundes Costa, completando que o segmento empresa para empresa (M2M) é um dos que deve aumentar também na região. O diretor regional da Claro em Minas, Gabriel Mendes, mostrou que a empresa já começou a se expandir. “Fomos os primeiros a investir na quarta geração (4G) já para o primeiro semestre de 2012. A gente tem que trabalhar para oferecer os melhores serviços, com o melhor suporte. Não sei qual será o equipamento do futuro, mas tenho certeza que ele será móvel.” A Claro quer aumentar em 12% seu market share em 2012 no Triângulo. “Minas Gerais é o nosso segundo maior mercado. Estamos em 516 cidades, atingimos 18 milhões de habitantes conectados. E não queremos overbooking. Para exemplificar, o nosso usuário de smarthphone tem um atendimento exclusivo”, afirmou. |
E ninguém melhor para falar de pessoas conectadas do que o diretor da Sociedades de Usuários de Informática e Telecomunicações (Sucesu), Marcos Calmon. “Queremos transformar Belo Horizonte na capital nacional da tecnologia da informação até 2022”, disse. Para ele, alcançar esse objetivo torna necessário também conquistar o segundo mercado do estado, no Triângulo. “Bill Gates chegou a dizer que não acreditava em internet, que para ele era uma moda. A tecnologia da informação emprega mais e gera PIB maior que o mercado automobilístico. Sei que é difícil ultrapassar São Paulo, atual capital da TI, mas não é impossível.” Para encerrar o Conexão, o secretário de Habitação da cidade, Felipe Attiê, comentou sobre a cultura de Uberlândia, que recebeu sempre muitos imigrantes. “Grandes nomes, como Alexandrino Garcia, por exemplo, de Portugal, vieram de outros países e aqui encontraram ambiente para desenvolverem suas ideias.” Para Attiê, receber esses imigrantes requer uma boa administração pública para quem nasce na cidade e quem a escolhe para viver. “É incrível como atraímos pessoas que querem trabalhar”, afirmou. |