O governador Antonio Anastasia defendeu que os administradores públicos tenham o fundamento da ideia de planejamento ainda mais robusto e articulado do que o setor privado porque, afinal, estão administrando algo que não é deles, mas do povo. A defesa dessa ideia foi feita na abertura da última edição do Conexão Empresarial de 2011. O evento, direcionado a empresários e executivos, é promovido mensalmente pela VB Editora e Comunicação, no Espaço V, em Nova Lima, com patrocínio da Usiminas e apoio da Embratel, MBR, Safe Security, Anglo American, Golden Tulip, JChebly e Rádio Itatiaia.
Anastasia, conhecido por seu perfil mais técnico do que político, criticou o fato de os governantes brasileiros, de maneira geral, priorizarem seus mandatos em detrimento do planejamento de suas administrações. “É fato que a alta inflação por longo período castigou o país. Mas a falta de planejamento é um preço muito alto que o Brasil paga.” Anastasia lembrou que em Minas, desde que o ex-governador Aécio Neves assumiu seu primeiro mandato, o planejamento tornou-se obsessão como forma de fortalecer os setores público e privado para o funcionamento articulado do estado, o que permitiu que Minas avançasse mais do que o restante do país, em vários indicadores. “Reconheço que ainda temos muito a melhorar.”
Outro assunto de destaque de Anastasia no Conexão foi a calibragem da bússola do estado, iniciada com o choque de gestão, intermediada pela busca de resultados e que está em sua terceira etapa. O choque de gestão, segundo o governador, possibilitou ao estado ter crédito em organismos internacionais para realizar investimentos, incutindo à administração a possibilidade do estabelecimento de metas com prazos. “Isto feito, buscamos integrar os cidadãos na gestão para a cidadania. Talvez seja esse o maior desafio de um governo porque a maioria é refratária a este tipo de chamamento.”
De acordo com ele, as ações do governo para atrair os cidadãos a participar mais da administração estão sendo realizadas por meio de ONGs e de lideranças locais, buscando a participação de pessoas já engajadas neste processo para, por meio delas, atrair novos cidadãos. “O governo não pode fazer tudo sozinho, caso contrário, claudica.” Em sua visão, o cidadão tem de perceber que as obras executadas com recursos públicos fazem parte de sua vida, para protegê-las e terem a preocupação de cuidar do patrimônio público, que é de todos.
Durante sua palestra, o governador comemorou o fato de pesquisas recentes terem apontado que 67% dos mineiros acreditam que houve melhoria econômica do estado e que 65% acham que as ações do governo estão no caminho certo. Outra pesquisa citada por ele foi a do IBGE, que aponta taxa de desemprego da Região Metropolitana de Belo Horizonte de 6%, uma das menores do país. Para melhorar ainda mais esta situação, disse que o objetivo de Minas é atrair mais empresas e tentar promover a expansão das instaladas aqui para gerar mais empregos.
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