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Viver MinasRumo ao sulAutoridades e líderes regionais expõem potencial e desafios de uma das regiões mais ricas de Minas
Texto: Adevanir Vaz | Fotos: Adevanir Vaz
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“Não somos nem mineiros, nem paulistas. Precisamos tratar com mais cuidado nossa cultura”, advertiu o presidente da Fiemg, Regional Sul de Minas, Ary Novaes. Ele defendeu a integração regional e a aproximação cada vez maior da capital mineira para afirmar a identidade cultural da região. A astúcia e a inovação do Sul de Minas puderam ser captadas na narrativa detalhada da história de Poços de Caldas feita pelo prefeito Paulo César Silva. Maior cidade da região e detentora de um dos melhores índices sócioeconômicos do país, o desenvolvimento também gerou problemas. Com um carro para cada 1,98 habitante a cidade precisa repensar o trânsito, hoje congestionado. “Uma das saídas pode estar no transporte coletivo, moderno e bem avaliado pela população”, disse o prefeito. A ansiedade pelo crescimento leva alguns governos a se desorganizarem e esquecer que, antes de alçar voos arriscados, é preciso arrumar a casa. Afinal “o crescimento começa de dentro para fora, é endógeno”, defendeu o presidente do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Matheus Cotta de Carvalho. Segundo ele, para continuar crescendo, a região precisa conjugar três fatores principais: infraestrutura, educação e inovação. Sem o tripé, não há como sustentar um desenvolvimento duradouro e equilibrado. |
O lado verde do desenvolvimento sustentável também foi abordado pelos palestrantes. Coube ao professor Antônio Carlos Fraga, coordenador de projetos da Biodiesel, expor aos presentes os últimos avanços das pesquisas com combustíveis renováveis na Universidade Federal de Lavras (Ufla). “Quem está à frente desta solução revolucionária? O Sul de Minas”, comemorou. Criador de empresas voltadas para esporte e educação que levam o seu nome, Elzo Coelho, ex-jogador da seleção brasileira, narrou aos presentes como pretende ajudar a região a exercer papel de destaque durante a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos de 2016. Já o mineiro que dirige hoje a Organização Internacional do Café, a OIC, Robério Silva, traçou um raioX contemporâneo do setor cafeeiro, mais tradicional comoditie da região. “Estamos em um momento de glória, mas ainda não houve tempo de colhermos os frutos”, vaticinou, analisando a recente alta da saca do café, que vem de um longo período de baixa. Para Robério, apenas será possível consolidar mais uma vez o setor cafeeiro no país, promovendo seu consumo e agregando valor à produção. Assentando esta política sobre pilares econômicos, ambientais e sociais. Se a economia regional vai de vento em popa, uma nuvem cinza permanece parada sobre os céus da região. Em todo Sul de Minas, apenas a cidade de Varginha possui voos regulares. A quase inexistência de linhas aéreas na principais cidades da região preocupa principalmente Poços de Caldas e Pouso Alegre. Os dois municípios possuem aeroportos com capacidade de receber aeronaves de porte médio, a exemplo de Varginha, mas seu espaço aéreo continua subaproveitado. O diretor de marketing e vendas da Trip Linhas Aéreas, Evaristo Mascarenhas de Paula, afirma que a empresa, já instalada em Varginha, tem interesse de ir para outras cidades. “Mas muitas delas ainda não atendem às exigências de infraestrutura básica da Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac.” |
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