A nova economia, surgida das transformações científicas e tecnológicas que caracterizam o mundo contemporâneo, exige um novo profissional para desincumbir-se das tarefas típicas da sociedade do conhecimento.
Que habilidades, atitudes e conhecimentos, em suma, que competências devem ser desenvolvidas para se alcançar êxito no trabalho e obter excelência na produção e nos serviços nesse novo cenário? Qual o perfil se requer do profissional do terceiro milênio? E como formá-lo?
A responsabilidade primordial de todo profissional é conhecer em profundidade a matéria que escolheu para trabalhar. Não basta a formalidade de um título universitário. É necessário atender às exigências do mercado, que cada vez mais cobra dos profissionais qualidade de padrão global.
Dentre os novos atributos exigidos do profissional contemporâneo, está o empreendedorismo que implica autonomia, iniciativa e orientação para resultado.
A capacidade de inovar é outro atributo importante à medida em que cada vez mais as empresas dependem desta capacidade para crescer. A competência de fazer o mesmo de forma diferente ou de introduzir novas soluções, seja por meio de novos processos ou produtos, é muito valorizada pelas empresas. Empreendedorismo e inovação devem andar juntos, mas há outro atributo que se espera do profissional contemporâneo: a capacidade de trabalhar em equipe.
O trabalho em equipe é essencial, já que a prática demonstra que os melhores resultados nas organizações são obtidos não pela contribuição individual, mas pela mobilização da inteligência de um grupo de pessoas tecnicamente qualificadas e comprometidas com a questão.
Para formar este novo profissional, a educação precisará ser reinventada. Sua tarefa não poderá limitar-se a mera transferência de conhecimentos e saberes, já que estes têm um destino inevitável: a obsolescência.
Aprender a aprender deve ser o objetivo primordial dos profissionais do século 21. Esta é uma responsabilidade de cada profissional, que não pode ser delegada à escola ou à empresa, por se tratar de condição essencial para que o profissional se mantenha no mercado de trabalho.
Entretanto, a caminhada rumo a esta nova realidade não é missão apenas do sistema educacional: a empresa não pode ficar de fora desse contexto. Deve se organizar de forma a prover um ambiente propício para o cultivo e desenvolvimento das competências essenciais para seu negócio.
Ambientes organizacionais fortemente verticalizados, hierarquizados e com rígida estrutura de poder tendem a ser repetitivos, rotineiros e resistentes a mudanças, inibindo a inovação e o empreendedorismo.
Uma das estratégias para facilitar a mobilização das energias e do potencial dos colaboradores da empresa consiste em criar espaços institucionais de participação e de comunicação. Neste sentido, hoje é possível contar com as tecnologias de informação que são instrumentos importantes para viabilizar esta participação no âmbito das organizações. No entanto, uma das barreiras à mudança é ainda a mentalidade de líderes de empresas formados numa cultura que se transforma rapidamente.
No Brasil, parte substancial das organizações produtivas tem origem nos empreendimentos familiares. No início, muitas dessas empresas continham caráter inovador, que nem sempre prevaleceu ao longo de sua história. Para assegurar a continuidade da inovação as empresas precisam superar traços tradicionais e modernizar-se. Precisam, ainda, reciclar-se continuamente buscando fortalecer o empreendedorismo e a inovação em seu ambiente interno.
A economia do século 21 requer dos profissionais uma boa formação educacional, desenvolvimento constante, diversificado e orientado para resultados, além de escolas e empresas reinventadas. Construir esse ambiente é desafio de todos: indivíduos, escolas, governos e organizações empresariais.