|
PolíticaQuem é quem?Após a mais duradoura greve de professores em Minas Gerais, um fato ficou evidenciado na Assembleia Legislativa: nem a base governista e nem a oposição se entendem entre eles mesmos
Texto: Sueli Cotta | Fotos: Divulgação
|
A conversa com o governador aconteceu no ápice da crise e a solução veio de um parlamentar que, aparentemente, estava entre os mais exaltados no processo. “Um grupo de deputados do governo e da oposição me pediu para conversar com o governador para tentar encontrar uma saída para a situação”, disse o deputado Antônio Júlio, que foi levado ao Palácio Tiradentes, sede do governo de Minas, para uma conversa a portas fechadas com o governador Antonio Anastasia e o secretário de Governo, Danilo de Castro . Com esse gesto o governo conseguiu pelo menos três feitos ou fatos: aproximou-se de um de seus maiores críticos, o deputado Antônio Júlio, tirou dos deputados petistas Rogério Correia e Durval Ângelo a chance de se colocarem como os responsáveis pelo fim do movimento grevista e iniciou a negociação com os sindicalistas sem alterar em nada o que vinha dizendo desde o início da paralisação, “de que só negociaria com o fim da greve”. Para um interlocutor do governo, “a conversa de Antônio Júlio com o governador foi muito boa e ele foi duro com os sindicalistas e teve atuação decisiva para pôr fim à greve dos professores.” A negociação, no entanto, surpreendeu os aliados do governador Antonio Anastasia. Para o líder do bloco da maioria, deputado Bonifácio Mourão (PSDB), “ocorreram alguns desencontros de informação e alguns deputados não foram informados do acordo em andamento. Mas, se havia algum mal-estar, ele foi resolvido”, acredita. A base de sustentação do governo aproveitou a crise para também expor as suas queixas, desde a da falta de um interlocutor para defender as demandas dos parlamentares no governo a dificuldades que encontram para serem atendidos por alguns secretários. “Os secretários não atendem os deputados, eles simplesmente nos ignoram”, reclama um deputado, que é seguido por vários outros da base. As queixas estão centradas nos secretários de Defesa Social, Lafayete Andrade; de Educação, Ana Lúcia Gazola; e de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles. “A recomendação expressa do governador aos secretários é a de que eles atendam os deputados e retornem todas as ligações”, disse um assessor do governador, que teria se irritado com as demandas não atendidas dos deputados. “O assunto já está resolvido”, garantiu Luiz Humberto, que também se defende das críticas de que é um líder ausente alegando que “muitas dessas ausências foram porque eu estava envolvido em reuniões no governo. Só na semana passada tive duas reuniões com o governador Antonio Anastasia e não levei nenhum puxão de orelha, como andaram falando por aí”. Passado o período de turbulências o saldo, por enquanto, tem sido considerado positivo. “O governo tem aprovado as matérias no plenário e nas comissões”, disse Luiz Humberto. Mas com tantos desencontros, Antônio Júlio disse que não resistiu e provocou o governador, dizendo a ele que ”a verdadeira base do governo é a oposição”. Os da base já acham que o peemedebista está é querendo aderir. |
VIVER_BRASIL PROMOÇÃO - Concorra a pares de convites para o musical "Gonzagão", no Teatro Bradesco. Acesse o link e saiba mais on.fb.me/14yHtKw:
TudoBH Mãe de Eliza quer pena máxima para Bruno - Minas jornaltudobh.com.br/minas/mae-de-e? via @TudoBH
VIVER_BRASIL "Achar mão de obra qualificada também é um dos nossos grandes desafios", afirma Paulo Castellari.