| |
Zoom
|
|
Pedro Vilela |
Roupa via correio
Depois de morar em Londres e de trabalhar para marcas como Maria Bonita Extra e Coven, a mineira Renata Alamy, 32 anos, inova com a Cupcake, loja em estilo europeu que funciona em charmoso apartamento dos anos 60 na Barroca. Lá clientes são recebidas com champanha, doces e bolinhos. Nas araras, peças garimpadas na Europa e de famosas marcas brasileiras, como a Mulher do Padre. Renata recebe com hora marcada ou em happenings que se transformam em uma girl´s party. A moça inovou também com blog que conquista clientes de vários lugares, como Recife, Salvador, Buenos Aires e Lisboa. “O blog surgiu para divulgar a loja física, mas acabou virando uma ferramenta que expandiu a loja. Clientes de vários estados descobriram e começaram a fazer pedidos. Envio as roupas por correio”, conta a criativa Renata.
|
Múltiplo Pestana
Economista, professor universitário, ex-vereador em Juiz de Fora, o secretário de Estado de Saúde de Minas, Marcus Pestana, revela sua verve poética e musical. Chega às lojas de Belo Horizonte o CD Olhares Cruzados, do músico juiz-forano Marcinho Itaborahy. Três canções do disco – Aprendiz, Até amor e Nada mais quero entender – são de autoria de Pestana. Itaborahy também é brindado no seu primeiro CD solo com as participações dos músicos Milton Nascimento e Sueli Costa e de expoentes da música popular juiz-forana. Além de afinações musicais, Pestana e Itaborahy têm em comum a dedicação à área de Saúde. Itaborahy é médico, diretor do Hospital Estadual João Penido, em Juiz de Fora, e atua no cenário da música desde os anos 70.
|
Resgate familiar
A jornalista Letícia Miraglia cresceu ouvindo histórias sobre o bisavô ilustre, o médico Hugo Werneck, fundador da Santa Casa de Belo Horizonte. No entanto, só agora teve visão mais real e humana do antepassado, antes visto como mito. Durante um ano e meio, ela se dedicou à pesquisa sobre a vida do bisavô para escrever o livro Hugo Werneck - Médico e Construtor de Sonhos, publicado pelo selo belo-horizontino Conceito. “Nem o meu avô (o dentista e ambientalista Hugo Werneck) conheceu muito o pai, pois tinha 16 anos quando o meu bisavô morreu. Conviveram pouco”, diz a jornalista, que se surpreendeu com a trajetória do antepassado. Carioca, Werneck chegou a Belo Horizonte aos 28 anos em busca de clima ameno para se recuperar da tuberculose, e acabou seguindo carreira de sucesso. “Ele uniu seu projeto de realizar sonhos profissionais com a dedicação à cidade.”
|
|
|
Daniel de Cerqueira |
Clientes famosos
Quando Ivete Sangalo sobe ao palco, a mineira Janaína Pimenta tem ouvidos atentos, mas bem mais aguçados que os dos fãs da baiana. Fonoaudióloga da cantora, Janaína atende na clínica Espaço da Voz, em Belo Horizonte, e é responsável por cuidar das vozes de outros famosos, entre eles Milton Nascimento, Cesar Menotti e Fabiano, Vitor e Leo e Aline Barros. Sua agenda se compara à das celebridades. De segunda a quarta-feira, atende na clínica e no restante da semana acompanha músicos em turnês. “A voz envelhece com o tempo e, para estes profissionais, a alta demanda acelera este processo. Assim como um jogador de futebol machuca o joelho, é muito comum que o cantor tenha prejuízos vocais”, diz a profissional, que também atendeu Zezé di Camargo por muitos anos antes de o cantor optar pela cirurgia.
|
|
|
Foto: Divulgação |
Fenômeno virtual
Um local para escrever o que quiser em até 140 caracteres, sem esperar uma resposta. Assim pode ser resumido o Twitter, site de relacionamento que se tornou fenômeno mundial. Criado em 2006, o miniblog ganhou destaque no Brasil neste ano. Já são cerca de 400 artistas brasileiros cadastrados. A mídia norte-americana chegou a dizer que o fim do relacionamento entre John Mayer e Jenifer Aniston se deu porque ele alegava não ter tempo para ela, pois twitta (escreve) o tempo todo. No Brasil, Rafael Bastos, repórter do programa CQC da Band, é outro que usa o tempo livre para enviar mensagens, na maioria das vezes pelo celular. “A minha comédia é feita de observações, como o Twitter é a ferramenta mais automática que conheço, eu vejo algo, posso tirar foto, faço a piada e chega a 20 mil pessoas na hora”, diz o comediante. O programa ganha tamanha dimensão que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mantém página, como também o governo do estado de São Paulo. E, como tudo que vira sensação na internet corre risco de ser falso.
Ranking dos sites: O blog Nielsen.com divulgou ranking sobre o índice de crescimento do número de usuários das comunidades virtuais. Foram comparados os números de fevereiro deste ano em relação a 2008
1o Lugar : Comunidade Twitter com aumento de 1.382% no número de usuários 2o Lugar: Zimbio com aumento de 240% 3o Lugar: Facebook com 228%
|
|
|
Hilton Costa |
Marca Renovada
Considerado o maior e mais moderno complexo siderúrgico de aços planos da América Latina, a Usiminas está de marca nova. O desenho da logomarca remete às etapas de fabricação do aço. O ícone em U, por exemplo, tem a forma inspirada nas grandes panelas da aciaria, local da usina siderúrgica onde o ferro-gusa é transportado. Dona de uma das marcas mais reputadas do Brasil e a 23ª mais valiosa da América Latina, segundo ranking de 2008 da consultoria internacional Interbrand, a Usiminas deu a largada no processo de mudança de identidade em meados do ano passado. Apesar da crise financeira global, o projeto foi levado adiante. “A crise também oferece oportunidades de mudanças, como as que estamos implementando em todos os níveis e processos da empresa”, afirma o presidente da Usiminas, Marco Antonio Castello Branco. Ele diz que a nova marca não é mera troca do logotipo, e sim instrumento de mudança no universo interno da Usiminas e de sua interação com clientes e parceiros de negócio.
|
|
|
Bruno Veiga |
Bate-papo - Autêntica Senhora
A prostituta aposentada Gabriela Leite, 58 anos, diretora da ONG Davida e criadora da grife Daspu, comemora dois feitos. Um deles é o lançamento da biografia de sua autoria, Filha, mãe, avó e puta – a história de uma mulher que resolveu ser prostituta (editora Objetiva). O outro, a inauguração da Putique Daspu, loja virtual da grife que cria roupas inspiradas no universo da prostituição. Ex-estudante de sociologia e filosofia na USP, casada com um jornalista, mãe de duas filhas e avó, Gabriela, que começou a se prostituir aos 22 anos, falou à coluna sobre sua luta em defesa da classe.
Por que não gosta de ser chamada de profissional do sexo? Profissional do sexo é todo mundo que trabalha com sexo, não é só a prostituta, é o dono do hotel, do sexshop. Prefiro os nomes que a sociedade nos deu, não precisam de explicação. Se são considerados feios, a gente pode fazer que se tornem bonitos. Para fazer frente ao preconceito, não é preciso esconder atrás de palavras bonitinhas, politicamente corretas.
Como lidaram com o preconceito ao longo da história? As prostitutas criaram um mundo à parte para viver melhor. Há histórias magníficas como as das polacas judias que vieram para o Rio e São Paulo na Segunda Guerra. Eram impedidas de frequentar sinagogas e, se morressem, não podiam ser enterradas no cemitério dos judeus. Criaram, então, seu próprio cemitério e sinagoga.
Mesmo com as mudanças comportamentais, o estigma é forte? As pessoas dentro da sua hipocrisia moral tentam esconder o que existe. E esquecem que ali existem pessoas, mulheres. O próprio feminismo, por muitos anos, esqueceu que prostitutas são mulheres também.
A Daspu é uma forma de abrir as cortinas desse mundo? Sim. Para que a gente tivesse um pouquinho mais de visibilidade e financiamento, tive a ideia de criar a grife. Agora, quem deu o nome foi um amigo designer. Aí surgiu a maior polêmica, por causa da Daslu (loja de luxo de São Paulo), que não queria que a gente usasse o nome. Nos ajudou porque tivemos mídia espontânea muito grande. A Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo fez pesquisa sobre o perfil dos nossos clientes. São pessoas de classe média, modernas, que não têm preconceito com questões como a homossexualidade.
Por que decidiu se prostituir? Tive infância normal, de classe média baixa, trabalhava e estudava. Um dia resolvi conhecer mais da noite, da sexualidade. Sou boêmia inveterada. Também estava cansada de marcar cartão em empresa. As pessoas fazem escolhas. Infelizmente a sociedade tem a visão simplista de que na prostituição há vagabundas ou pobrezinhas sem opção de vida.
Como foi trabalhar em Belo Horizonte? Fui para Belo Horizonte nos anos 1980 depois de trabalhar no Rio e São Paulo. Deixei a prostituição no início da década de 1990 para me dedicar à ONG. Em Belo Horizonte, trabalhei no Hotel Catete, na zona boêmia, que, aliás, é uma das que mais gosto. Prostitutas de São Paulo e Rio uma hora sempre vão trabalhar em BH, porque a frequesia é grande.
|
|
|
Philip Martins |
Túnel do Tempo
A atriz Myrian Rios marcou a história da TV brasileira nos anos 1970 e 1980, com atuação em mais de 20 novelas. Hoje missionária da Comunidade Católica Canção Nova, a atriz nem sequer assiste aos folhetins. Durante a semana, leva ao ar numa rádio do Rio de Janeiro palavras de evangelização, além de apresentar o programa Porta a Porta na TV Canção Nova. Aos sábados e domingos, viaja pelo Brasil pregando a doutrina católica. “Nem quando fazia novelas assistia, pois valorizam apenas personagens com sucesso financeiro, desprezando valores morais. Era sem envolvimento. Mas agradeço o trabalho do passado por ter me dado formação técnica e profissional para divulgar hoje os valores cristãos”, diz Myrian. Na semana do feriado de 21 de abril, a atriz deu uma pausa na rotina para descansar no Hotel-Fazenda Caminhos do Ouro, em Conselheiro Lafayette, onde reviveu as origens mineiras. Nascida em Belo Horizonte, ela deixou a cidade na infância com a família, acompanhando o pai, que era bancário. Aos 16, iniciou carreira artística no Rio de Janeiro. “É uma maravilha andar a cavalo e comida de fogão a lenha”, diz Myrian Rios, acompanhada dos filhos Edmar Fontoura, 12 anos, e Pedro Arthur Rios Gonçalves, de 7.
O primeiro é fruto da união da atriz com o cirurgião plástico Edmar Fontoura e o segundo, filho do ator André Gonçalves. Esbanjando boa forma, a atriz, que viveu durante 12 anos com o cantor Roberto Carlos, diz estar solteiríssima, dedicando-se aos filhos, as grandes paixões de sua vida. “A maternidade foi chamado de Deus. Tive o primeiro filho com 37 e o segundo com 42. Sinto-me completa como mulher”, diz a atriz. De Roberto Carlos, que comemora 50 anos de carreira, Myrian guarda boas recordações. “Nós, brasileiros, temos a alegria de ter um músico como Roberto. É maravilhoso, humilde e carismático. Tenho muito orgulho de ter vivido com ele”, diz.
|
|
|
Pedro Vilela |
Vestidos Imortais
Vestidos de noivas famosas marcaram tanto a história que o modelo usado pela princesa Diana rendeu até livro de luxo na Inglaterra. Em Belo Horizonte, a 2ª Mostra de Moda Noivas Jacqueline Rabelo, que acontece nos dias 26 e 27 de maio, na Serraria Souza Pinto, lembrará o look de cinco mulheres no seu dia D. A missão de reproduzir os modelos foi dada aos estilistas Ricardo Melo, Iris Clemência, Tetê Rezende, Alexandre Dutra e à grife Organza Noivas. Serão exibidas na mostra réplicas dos vestidos da socialite carioca Carmen Mayrink Veiga; das princesas Diana, da Inglaterra, e Grace Kelly, de Mônaco; e da ex-primeira-dama norte-americana Jacqueline Kennedy. Mas nem só as estrelas terão vez. O desfile também lembrará o vestido de Tereza Rabelo, mulher do jornalista José Maria Rabelo, fundador do extinto jornal Binômio e exilado no período da ditadura. “Ela (Tereza) foi uma mulher de fibra que acompanhou o marido no exílio com os filhos pequenos”, diz Silvana Rabelo, uma das organizadoras do evento. Para a estilista Iris Clemência, reproduzir o vestido de Carmem Mayrink Veiga, que usou um modelo com cintura de vespa criado pelo francês Pierre Balmain, na boda em 1956, foi um um trabalho de fôlego. E valeu a pena.
|
|
|
Pedro Vilela |
Direto da França
Quem deseja homenagear a mãe com mimo diferente, acaba de chegar a Belo Horizonte a franquia da marca francesa Smart Box. São caixas contendo livros com indicações de hotéis, pousadas, spas, restaurantes e destinos turísticos em todo o país. O grande diferencial é que as caixas trazem vouchers que dão direito a serviços gratuitos nos locais mencionados nos guias e mimos como, por exemplo, a cortesia de uma garrafa de vinho em jantar especial. Quem trouxe a novidade para Minas foi o empresário do setor de turismo Flávio Geo, criador do grupo A10, que reúne dez agências de turismo voltadas para público selecionado.
|
Guia para negociar
A arte de negociar, que para muitas pessoas, representa um bicho de sete cabeças, é tema do livro do advogado Renato Ochman, 48 anos, sócio do Ochman Real Amadeo Advogados Associados, escritório com sede em SP. Lançada pela editora Virgília/Saraiva, a obra Vivendo a Negociação - Estratégias, técnicas negociais e jurídicas e modelos de contratos para fechar o melhor negócio é verdadeiro guia para empresários, administradores, advogados, consultores, economistas e estudantes. Enfim, atende a todos aqueles que precisam negociar. Responsável pela condução de processos de reestruturação familiar, fusões e aquisições em diversos setores da economia, no Brasil e exterior, Ochaman acredita que muitas pessoas nascem com a aptidão de negociar. Outras vão descobrindo e aprimorando esta arte, que, segundo ele, todos são obrigados a lidar ao longo da vida, desde a convivência familiar, no condomínio, nas compras e negociações profissionais.
|
|
Busca no Portal
|