São entidades criadas e mantidas pelos vários segmentos econômicos, destinados à representação, educação e inclusão econômica e social, em grande escala, contribuindo muito para o desenvolvimento econômico e a justiça social no país.
São entidades de jurisdição nacional, administradas pelas confederações nacionais, e suas administrações estaduais, administradas pelas federações estaduais.
Incomoda-nos o fato destes importantes sistemas não serem mais conhecidos do grande público em suas ações através do conjunto de entidade que os compõe e também serem idealizadas e mantidas pelos segmentos econômicos privados.
Esse desconhecimento vulnerabiliza os sistemas contra as investidas de alguns políticos que desejam estatizá-las.Portanto, a vigilância e a mobilização permanente em defesa dos mesmos se fazem necessárias, pois se isto ocorrer, os relevantes serviços sociais por elas prestados em todo território nacional serão fatalmente comprometidos pelos históricos dos desvirtuamentos político-partidários.
Contribuindo para a necessária e contínua internalização de conhecimentos sobre os sistemas sindicais e o Sistema S, aproveitamos esta oportunidade para descrevê-los mais detalhadamente.
O Sistema Confederativo da Representação Sindical e seus braços sociais chamados de Sistema S, adotados no Brasil, têm representações da indústria, agricultura, transportes, comércio de bens, serviços e turismo. São semelhantes porque foram idealizados e criados com o mesmo objetivo: desenvolver o Brasil através da educação, cultura, assistência social, promovendo o desenvolvimento das empresas, trabalhadores, seus familiares e as camadas sociais mais carentes. Cada sistema é mantido pelos seus respectivos segmentos econômicos.
O Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) é também uma instituição do Sistema S, com a particularidade de ser mantido por vários segmentos econômicos, ter sua atenção definida para o apoio às micro e pequenas empresas, ou seja, por parte das empresas e não por categoria econômica, como é definido no sindicalismo. Tem sua gestão compartilhada entre indústria, agricultura e comércio de bens, serviços e turismo, no rodízio de mandatos de quatro anos cada.
Os sistemas têm suas plataformas de suporte nos sindicatos, que são as entidades de primeiro grau, formando a base da estrutura. São coordenados pelas federações estaduais, que são as entidades de ensino médio, e estas coordenadas pelas confederações nacionais, que são as entidades de curso superior.
Na representação econômica, sindicatos, federações e confederações exercem representação nas relações capital e trabalho, nos relacionamentos governamentais, na prospecção de negócios, educam para o empreendedorismo e ações políticas, visando à construção de um ambiente mais simplificado, justo e seguro para empreender.
Focando aqui o Sistema do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e seus esses – Sesc e Senac – com suas respectivas atribuições.
O Serviço Social do Comércio (Sesc) é uma entidade de apoio, desenvolvimento e assistência social através da educação, cultura e lazer, esportes, saúde e defesa do meio ambiente, com atendimentos feitos em suas unidades fixas e móveis.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) é a entidade responsável pela educação para o trabalho. Tem uma grade de centenas de cursos ministrados em suas unidades fixas, móveis (escola sobre rodas) e ensino a distância.
Este patrimônio deve ser bem conhecido pelos brasileiros, como valiosa ferramenta social a ser ampliada e defendida de interesses políticos partidários.
Lázaro Luiz Gonzaga, presidente do Sistema Fecomércio Minas, Sesc, Senac e Sebrae-MG