Está nascendo em Minas o Centro de Desenvolvimento Tecnológico Cetec–Senai, um dos mais avançados do país, filho direto da parceria entre a indústria mineira e o governo do estado. Há menos de um mês, durante as comemorações do Dia da Indústria 2011, assinamos – a Federação das Indústrias de Minas Gerais e o governo do estado – convênio que viabiliza a união do Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (o Senai do estado).
É, com certeza, a união de dois gigantes na área da inovação, do desenvolvimento tecnológico, da formação e qualificação de recursos humanos em nível de excelência. É, também, um trabalho que começa imediatamente e se apoia, sobretudo, na valorização do capital humano do Cetec e do Senai, patrimônio de valor incalculável constituído por técnicos e cientistas que se destacam entre os mais qualificados do país. Nosso compromisso maior é com a competitividade de Minas Gerais e de sua indústria.
Esta sinergia entre a indústria mineira e o governo do estado proporcionará o desenvolvimento de soluções inovadoras, promoverá a difusão do conhecimento científico e tecnológico e garantirá a formação de profissionais para suprir as empresas mineiras na demanda por soluções tecnológicas essenciais à sua competitividade. O Cetec é um grande e importante patrimônio a serviço da indústria de Minas Gerais e da sociedade mineira e o seu bem mais valioso é exatamente o seu quadro de colaboradores de alta qualificação e que, a partir de agora, se integram aos profissionais do Senai de Minas Gerais.
É disso, exatamente, que a indústria mineira precisa. O estado avançou muito nas últimas décadas, sobretudo a partir do ciclo de industrialização iniciado nos anos 70. De estado essencialmente agropecuário migrou para uma economia mais densa em indústria e ganhou relevância em uma série de setores: na mineração, na siderurgia, na produção de fundidos e cimento; de café e leite in natura e também na indústria de ponta, como a automobilística (Fiat) e o parque fornecedor de autopeças, aeroespacial (Helibras), microbiologia (Biobras), elétrica e eletroeletrônica, tendo como âncora a Cemig.
Avançamos, é verdade – mas é chegado o momento de retomarmos este processo, influindo e interferindo na realidade que ainda faz do estado, predominantemente, um produtor de commodities minerais e agrícolas. Estes são setores fundamentais para Minas e também para o país como fonte generosa de geração de divisas, mas o fato, no entanto, é que Minas precisa diversificar a sua indústria. Estimular a consolidação, no estado, de uma indústria com setores intensivos em inovação e diferenciação de produtos constitui a base segura para garantir saltos na qualificação de nossos recursos humanos, no aprimoramento da produtividade e na agregação de valor aos produtos mineiros, com reflexos diretos sobre os ganhos de mercado, mais exportações, internacionalização da economia e melhoria dos salários e renda gerada na economia.
Minas Gerais tem potencial em vários setores intensivos em tecnologia e devemos explorar mais este caminho. Vale destacar o crescimento da participação da indústria mineira de máquinas e equipamentos, máquinas e material elétrico, e equipamentos eletrônicos, de informática e médico-hospitalares, entre outros, no Valor Bruto da Produção estadual. São sinais de que, aos poucos, uma convergência de fatores vêm tornando o estado mais competitivo e atrativo para a produção nos segmentos de mais alta intensidade tecnológica.
Um destes sinais é, exatamente, a capacidade do estado de construir uma base de cientistas, engenheiros e trabalhadores capacitados que geram inovação e tecnologia. A união Cetec– Senai, sem dúvida alguma, irá gerar uma sinergia ainda maior nessa direção, contribuindo para produzir conhecimento e, assim, fortalecer setores capazes de diversificar a pauta produtiva estadual. Com certeza, a indústria de Minas ganha em competitividade – e ganha muito – com a criação do Centro de Desenvolvimento Tecnológico que nasce da união do Cetec e Senai.