Uma joint venture nipo-brasileira, de 1999, possibilitou a criação da Unigal Usiminas, em Ipatinga, no Vale do Aço. Recentemente ampliada, recebeu 914 milhões de reais em investimentos, que dobraram sua capacidade de produção de aço galvanizado por imersão a quente para um milhão de toneladas por ano. A unidade gerou 250 novos empregos diretos e indiretos. Segundo a direção da empresa, é a mais moderna do mundo em termos de produção de aço galvanizado. A Unigal tornou-se estratégica nos planos da Usiminas, de ampliar sua participação no mercado brasileiro, e seu valor no mercado de ações. A empresa, avaliada em 22 bilhões de reais, quer chegar a 50 bilhões até 2015. O ebitda (lucro antes dos descontos de juros, impostos, amortizaçaõ e depreciação) do primeiro trimestre deste ano, de 320 milhões de reais, segundo o presidente da Usiminas, Wilson Brumer, não será empecilho para que a companhia atinja seus objetivos. Até 2015 os planos são de que seu ebitda chegue a 8,3 bilhões de reais por ano.
Para alcançar suas metas ambiciosas em um mercado globalizado e altamente competitivo, a Usiminas elaborou uma série de projetos, que já começaram a ser colocados em prática. A ampliação da Unigal – da qual a empresa tem 70% e os outros 30% são da japonesa Nippon Steel Corporation – é apenas uma pontinha do iceberg do planejamento da companhia mineira. Com sua ampliação, a empresa voltará a atuar com mais vigor em mercados que já teve market share de 30% no início dos anos 2000 e hoje, detém apenas 7%, como as indústrias da linha branca, da construção civil e o setor de distribuição. “A indústria siderúrgica mundial, ao invés de falar em capacidade produtiva, está discutindo competitividade, que é internacional. E a competitividade é o foco da Usiminas”, anuncia Brumer.