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Capa: Especial Namorados IICupido na redeRelacionamentos que se iniciam na internet e acabam em casamento são cada dia mais comuns
Texto: Raquel Ayres | Fotos: Arte: Paulo Werner
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É nesta seara que a internet também dá aquela forcinha para unir corações. Como o próprio Rodrigo Silveira constatou, é quase como escrever um diário secreto, em que as partes ficam encorajadas a falar de coisas que pessoalmente a inibição não permitiria. Se a princípio este e tantos outros casais que se conhecem no meio virtual têm apenas as letras como referência, é justamente a fantasia uma das formas de alimentar a relação que está nascendo: “Pode ser excitante imaginar quem está do outro lado”, pontua a psicóloga e terapeuta de casais Mônica Santos. Mas nada de inventar mentiras, hein? “O encontro virtual tem que passar para o real para a relação evoluir. Como acredito que a internet é só o início da história, as pessoas precisam ser sinceras desde o início.” Como em todo encontro, ainda vale o ditado: a primeira impressão é a que fica. E muito. Por isto é importante preocupar-se com a escrita, caprichar no vocabulário, ser polido. “Escrever de maneira correta e inteligível é importante para a interpretação do outro”, frisa o sexólogo. “Logo percebi que o Rodrigo tinha conversa boa e muita coisa a oferecer. A confiança foi imediata”, fala a estudante Roseli de Fátima Theodoro, 30 anos. Nada de excessos: conversavam sobre suas famílias, o que faziam da vida, o cotidiano, trabalho e estudo e, claro, sobre relacionamentos. Colocaram-se apelidos: ele, Bebê, porque era mais novo que ela, Rose era chamada Coração. Então,um belo dia Bebê convidou Coração para tomarem café da manhã. “Tudo foi ocorrendo em ritmo cadenciado. Depois de um mês de conversas on-line ela já havia despertado em mim um sentimento cativador que logo se transformou em paixão que tão breve viria se tornar o amor que nos une hoje”, “Ele foi transparente desde o início”, revela Rose. |
De acordo com a última pesquisa realizada pelo Ibope (2009), ao final de 2010, 67,5 milhões de brasileiros acima de 16 anos foram considerados incluídos no mundo digital. As redes sociais, blogs, salas de bate-papo, fóruns e sites de relacionamentos alcançaram a incrível marca de 86,3% da população. “O acesso é tamanho que acredito que a tendência é que, cada vez mais, a internet seja ferramenta no processo de conquista”, avalia a psicóloga Mônica. Simone Soares Torres tem 31 anos, é nutricionista e empresária. Em dois meses conheceu e foi morar junto com o empresário Marcelo Seixas Pereira, 43 anos. Em busca de informações a respeito do vestibular para medicina, entrou, por acaso, num chat da cidade de Ubá. Começaram a conversar e em dois meses estavam, não só namorando, como morando juntos. “Ambos tínhamos o hábito de ficar em salas de bate-papo. Eu ficava quatro horas ou mais a fim de conhecer alguém para namorar, já que não tinha condições financeiras de frequentar baladas. Mas também sempre tive a intuição que um dia encontraria uma pessoa legal na internet e tinha quase certeza que poderia acontecer comigo como acontece com outras pessoas.” Dito e feito. O romance dura dois anos e estão de casamento marcado para o dia 24 deste mês. Moram em Itaquaquecetuba (SP) e são sócios numa clínica médica-odontológica. Ela o via por fotos e ele a via pela webcam. Também se falavam pelo telefone. “A vantagem em se conversar com uma pessoa na web é conhecê-la como realmente é. A pessoa tem que ser experiente em avaliar as pessoas com quem está teclando. Vai adquirindo-se maldade.” Sinal dos tempos. Mas em qualquer tempo, o amor sempre rende assunto, e muito papo. Assim, chega-se aos casamentos, que estão longe de serem virtuais. |
Dicas de namoro na internet
Fonte: Revista Times |