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Bem-estarVou de bicicletaCiclovias começam a ser construídas na capital mineira e o projeto é que até a Copa do Mundo 130 km estejam concluídos
Texto: Lilian Lobato | Fotos: Daniel de Cerqueira
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Para que essas regiões fossem definidas, a BHTrans contou com pesquisa – realizada desde 2005 – que identificou a utilização da bicicleta em Belo Horizonte. “O estudo avaliou as pessoas que usam a bicicleta, o número de viagens com esse veículo e as rotas mais frequentes”, explica o coordenador de projetos de trânsito da BHTrans, José Carlos Gabeira. De acordo com ele, por meio do estudo foram diagnosticados 350 quilômetros de rotas em que é possível utilizar a bicicleta. Entretanto, está confirmada a implantação de apenas 130 quilômetros de ciclovias. Além dos 18 quilômetros que devem ser disponibilizados este ano, cerca de 30 estão em fase de projeto. A expectativa é finalizar os 130 quilômetros até a Copa do Mundo de 2014. Conforme Gabeira, o objetivo das ciclovias é tornar a bicicleta um meio de transporte alternativo. “É preciso que a população crie essa cultura e quebre o estigma de que Belo Horizonte é uma cidade montanhosa”, afirma. O projeto é visto com bons olhos pelo fundador da Mountain Bike BH, um dos principais grupos de ciclistas da capital mineira, Lucas Moreira. Segundo ele, garantir espaço para as bicicletas é sinônimo de segurança e de mudança no comportamento dos motoristas. “Apesar de ser um projeto de longo prazo, certamente é importante para a cidade. Muitas pessoas já têm o hábito de trabalhar de bicicleta e o número deverá aumentar ainda mais”, diz. No caso do analista de sistemas Humberto Guerra, que não tem carro há 10 anos, e mora próximo ao trabalho, a bicicleta é um meio de transporte para várias atividades de curta distância. Ele destaca que a implantação de ciclovias irá fomentar a utilização de bicicletas como meio de transporte alternativo. No entanto, campanhas educativas são extremamente necessárias. “A bicicleta precisa ser respeitada, sobretudo pelos veículos automotores. Elas passarão a existir em avenidas centrais e é preciso melhor compartilhamento dos espaços”, afirma. Já o analista de sistemas Fernando Norte, que passou a praticar o esporte há quatro anos em função de problema de saúde, diz que faixas exclusivas para ciclistas atende a uma demanda que está reprimida. Porém, é essencial uma melhor integração com o transporte coletivo. Assim como já acontece em cidades da Europa e Estados Unidos, em que é possível levar a bicicleta no metrô e também no ônibus, precisa acontecer na capital. “Além disso, os bicicletários devem ser construídos em locais estratégicos, bem como vestiários para quem precisar trocar de roupa”, avalia. Por serem ambientalmente corretas, as ciclovias mereceram destaque do professor Rogério Sá Fortes, de Gestão Ambiental do Ibmec/MG. Ele diz que a bicicleta deve ser a principal opção das pessoas ao se deslocar em curtas distâncias. O aquecimento da economia e a facilidade de adquirir um automóvel contribuíram para o gargalo de planejamento urbano e a ciclovia terá papel importante na retirada de veículos das ruas. Para que as bicicletas possam ser estacionadas em locais seguros, segundo ele, mais que os bicicletários, será necessária a participação da iniciativa privada que também tende a oferecer o serviço. |
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