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EsporteTem que correrPreparativos para uma prova como a Meia Maratona da Linha Verde exige planejamento de 12 meses e muito fôlego
Texto: Renata Vaz | Fotos: André Fossati | Montagem Paulo Werner
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A largada será na Cidade Administrativa e a chegada, na praça da Estação. Ao longo do percurso, os atletas terão 10 postos de hidratação. A organização do evento estima que serão gastos 280 mil copos de água e 84 mil de isotônico. Enquanto a organização do evento se prepara de um lado, os atletas do outro. De acordo com o personal trainer André Miranda, da By Japão, geralmente uma pessoa que nunca correu, mas que tem história de atividade física, leva em torno de seis a 10 meses para estar apto a uma prova como esta. “Preparar quer dizer cumprir a prova bem, imprimir um ritmo de 10 a 12 km por hora e completar a prova com 1h50, 1h55. O treinamento é constituído de distâncias próximas dos 21 km, pelo menos umas três vezes na semana.” No dia da meia maratona, que este ano terá o patrocínio da Itambé e Unimed, o trabalho continua pesado para os organizadores. Serão aproximadamente 500 profissionais de diversas áreas: saúde, segurança, fiscalização, cerimonial e organização. A edição deste ano conta com parceria, que dará ainda mais visibilidade ao evento: a TV Record Minas. A Meia Maratona Linha Verde já é considerada oficial com certificação da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e faz parte do ranking nacional das corridas de rua. Com isso, ganhou a devida importância entre os atletas profissionais e amadores. Japão observa que a prova cresceu muito nacionalmente e internacionalmente devido às parcerias. “A expectativa é que, à medida em que ela cresce e melhora a estrutura, a participação de pessoas de outros estados e países seja cada vez maior”, afirma. Além do crescimento da prova, o personal trainer André Miranda analisa que o grande desafio da Meia Maratona Linha Verde é fazer com que ela se transforme em circuito turístico e, dessa forma, atraia competidores do mundo inteiro. O turismo esportivo é difundido por meio de grandes competições, como a maratona de Nova Iorque, de Berlim, meia maratona de Barcelona e de Paris. “À medida que a prova cresce, você agrega essa outra forma de turismo: esportivo e cultural. Ela é a desculpa para viajar, acaba associando uma coisa à outra”, diz Miranda. |
O perfil dos participantes é muito diversificado, por ser um esporte democrático ao alcance de todas as classes. Os objetivos de cada atleta podem ser diferentes, mas os benefícios são muitos e para todos. Segundo Miranda, o alto gasto energético da atividade faz com que a perda de peso seja evidente, além disso, há ganho enorme na condição respiratória. Walmir Ferreira Lélis é atleta profissional e corre há 23 anos. “A corrida me faz sentir bem, com mais disposição para tudo, até o humor melhora. Nas competições, entro para ganhar nem que seja no geral ou na minha faixa etária. Quero fechar a 4ª Meia Maratona Linha Verde entre os 40 primeiros com 1h12 no máximo.” Já o promotor de Justiça Alberto Bogliolo Sirihal corre há oito anos e considera a corrida lazer, que pratica de cinco a seis vezes por semana. “É muito importante na minha vida, ajuda manter uma boa saúde e a ter mais disposição em todas as atividades do dia a dia.” Outra que vai participar da prova é Maria Geralda da Silva. Ela corre há 10 anos. “Busco melhorar o meu tempo, superar o meu limite. Sou muito ansiosa e a corrida me ajuda bastante a relaxar.” |
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