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NegóciosPainel de bilhõesSó em Minas, Fiat anuncia 7 bilhões de reais em investimentos para 2011/2014, o que vai movimentar (e muito) a cadeia produtiva
Texto: Terezinha Moreira | Fotos:
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Ele diz que haverá investimentos em meio ambiente, inovação tecnológica de processos, o que significa gastar menos recursos naturais, como energia e água e criar melhores condições de trabalho para o operador de produção da empresa. Aliás, um dos grandes trunfos da marca italiana é a preparação de sua mão de obra. Baseada nisto, a fábrica da Fiat em Minas está preparada para exportar para vários mercados, mas Lage destaca que as vendas externas dependem do câmbio, da competitividade internacional e que não são prioridades, pelo menos neste momento. “Estamos estrategicamente preparados para atender ao mercado interno, que vem registrando crescimento nos últimos três anos”, destaca o diretor de Comunicação Corporativa da Fiat. No ano passado, segundo a Fenabrave, mais de 3,3 milhões de unidades de veículos leves e de passeio foram vendidos no Brasil, e para os próximos anos, as previsões são ainda mais otimistas: o país deve chegar à comercialização de 4,5 milhões de veículos por ano. Embora a Fiat esteja investindo em outros mercados promissores, como China, Índia, Turquia, Estados Unidos e Polônia, as apostas no Brasil são muito fortes. Atualmente, a Fiat Brasil é responsável por 20% do faturamento da Fiat mundial. “O Brasil é o quinto maior mercado de veículos do mundo, com tendência a ser o quarto no máximo em dois anos, devendo passar a Alemanha”, ressalta Lage. Ele diz que o aumento da participação da Fiat Brasil no faturamento da empresa-mãe vai depender da reação do mercado nacional e dos demais, que também estão recebendo investimentos da montadora italiana. No entanto, como o cenário nacional é dos melhores possíveis a tendência é de que cada vez mais brasileiros passem a comprar automóveis. “Existe no Brasil a perspectiva de melhor distribuição de renda e o automóvel faz parte do nosso código cultural, é um desejo de consumo muito grande e, por isto, a tendência é de que os brasileiros que entram para a classe de consumo comprem um veículo”, destaca. Para o diretor de Comunicação Corporativa da Fiat, existe mais um ponto favorável ao Brasil, pois, comparado com outros mercados, o país ainda está muito defasado quando o assunto é a quantidade de veículos por habitante. Na Europa são 2 habitantes/carro; nos Estados Unidos, 1,5 habitante/carro e no Brasil está perto de 7 habitantes/carro. Portanto, há potencial de desenvolvimento muito grande desse mercado. |
Para se ter uma ideia em termos quantitativos, para que o Brasil chegue ao nível da Argentina, serão necessários mais 20 milhões de carros girando nas ruas de todo o país. Quando a comparação é feita com o restante do mundo, chega-se à conclusão de que serão necessários mais 70 milhões de veículos. Só que o Brasil não tem estrutura para suportar mais tantos automóveis, é preciso forte programa de investimentos. Diante dos dados e da franca expansão pela qual passa a economia brasileira, as previsões para o mercado interno na Fiat são as mais otimistas possíveis. “O mercado brasileiro é bom e está atraindo cada vez mais montadoras. A Fiat não quer perder espaço por aqui. Pelo contrário, quer continuar participando de maneira sólida desse mercado”, antecipa Marco Antônio Lage. História Fiat em Minas Gerais
Fonte: Ascom Fiat |