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PersonagensEle tem históriaCom trajetória de 35 anos no comércio, Salvador Ohana é nome forte para ocupar a presidência da CDL-BH
Texto: Janaína Oliveira | Fotos: Emmanuel Pinheiro e Victor Schwaner
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“Quem trabalha no comércio tem que estar bem preparado. Precisa conhecimento, entender de varejo e ter dedicação total. O lugar da barriga é no balcão”, receita o empresário que desde 1975 veste o homem mineiro. No começo, o carro-chefe era a alfaiataria. Salvador Ohana vendia o tecido e um alfaiate confeccionava os modelos, conforme ditava a moda e o costume daquela época. Dez anos mais tarde, a confecção sob medida cedeu lugar à roupa pronta. Àquela altura, o empresário de corte e costura para o público A e B já havia se formado em ciências contábeis e administração. E foi a sua formação, aliada ao tino e ao talento, que o ajudou a superar momentos difíceis causados pelas crises financeiras que atingiam o Brasil. O lojista teve que driblar, por exemplo, a hiperinflação, o fracasso de planos econômicos e o achatamento dos salários de grande parte dos brasileiros. “O empresário que não quebra no Brasil tem chances enormes de ser bem-sucedido em qualquer país”, afirma ele, com convicção na importância dos pequenos comerciantes para um varejo forte e competitivo, que privilegie também o consumidor final. |
Essa é uma das marcas que ele deseja imprimir na sua gestão na CDL-BH. “Quero trazer novamente a discussão sobre o comércio varejista, chamando todos os empresários, desde os de bairro até os de shopping, para participar, descobrindo as reais necessidades de cada um. Voltar às raízes é fundamental”, defende. Entre as bandeiras que levanta estão ainda o abraço nas causas do micro e pequeno lojista, a briga por taxas menores na utilização do cartão de crédito e o combate aos altos tributos. “O cliente é quem dá as cartas. Então temos que trabalhar para dar a ele produto, qualidade e preço”, ensina Ohana, que já fez escola dentro de casa. A esposa Altina e os filhos Rafael e Marcela também trabalham no ramo. |
A candidatura do dono do grupo que emprega quase 200 funcionários tem a simpatia de empresários de peso na capital e no estado. Lúcio Costa, diretor presidente da Suggar, já declarou seu apoio. “Conheço o Salvador há anos. É um exemplo de honestidade e pró-ação nos negócios. Também acompanhei o excelente trabalho que ele realizou na Faculdade de Tecnologia da CDL-BH”, elogia. Armando Dumont, proprietário da locadora batizada com seu sobrenome, é também integrante da chapa de Salvador Ohana. Concorre a vice-presidente administrativo e financeiro. “Ele é um empresário conhecido e empreendedor de sucesso. Tem bons valores morais e familiares e é um grande líder”, resume. Para o diretor e um dos proprietários da Livraria Leitura, Marcus Teles, mais importante é a alternância de poder (o atual presidente da CDL-BH, Roberto Alfeu, está no cargo desde 2001). “O Ohana é sério, competente, íntegro e reúne todas as condições para representar a entidade. A renovação é sempre salutar e bem-vinda”, acredita. Já para Lauro Roscoe, do ramo de joalheria, Salvador Ohana dará voz e vez a todos os lojistas. “Ele está no meio há muitos anos, vive o dia a dia do comércio e não deixará nenhum comerciante desamparado. Saberá olhar para o lojista de rua, como nos velhos tempos”, aposta Roscoe. |
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