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Artes PlásticasArtes plásticas
Texto: Ana Clara Furtado | Fotos: Alberto Wu
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A artistaA infância solta em Ferros, entre pessoas amigas e alegres e um entra-e-sai constante de casas cujas portas estavam sempre abertas são memórias preservadas com carinho por Noêmia. Assim como as montanhas do lugar onde nasceu, a visão do alto da cidade, dos telhados e chaminés fumegando. Elementos guardados não só na mente como também expressados e compartilhados artisticamente, em grande parte por conta do incentivo do pai, médico e fazendeiro. Foi ele quem percebeu o talento para a arte quando ainda era criança, estimulando sua prática a cada vez que convidava a pequena Noêmia para desenhar para tios e avós. Ainda jovem, mudou-se para Belo Horizonte por conta dos estudos, quando começou também a ter aulas de pintura, nutrindo o gosto por aquilo que se tornaria profissão e, definitivamente, paixão. Deixou de lado os planos de estudar arquitetura, matriculou-se nos cursos livres da Escola Guignard, em 1969, ganhando seu primeiro prêmio quatro anos mais tarde, no Festival de Inverno de Ouro Preto. Pouco tempo depois mergulhou de fato na carreira, participando de exposições no Brasil e exterior, salões, festivais e premiações. Sem jamais abandonar as lembranças do interior, os casarios, quintais e a temática mineira, evoluiu do trabalho figurativo e detalhado para pinceladas difusas e que rumam à abstração, manchando formas e cores. Decidiu, a partir de 2001, diminuir o ritmo das exposições, chegando a mudar-se para o Espírito Santo, onde deu asas também a algumas pinturas marinhas. A tela O Azul marca não só a retomada da carreira após o período mais calmo – porém não menos produtivo –, como também a tendência atual da carreira: mais clara, colorida e cheia de paz. |
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