Terça, 21 de Maio de 2013
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O candidato Serra quer imputar o apoio do senador eleito Aécio Neves – que se colocou como alternativa presidencial pelo PSDB, mas que foi impedido pelos tucanos paulistas liderados por FHC e Serra – sua  eventual vitória no segundo turno. Fala-se que Serra, se eleito, passaria o mandato para cinco anos, o que ninguém acredita, pois político nenhum quer acabar com a reeleição.

 
 | Por: Pedro Vilela
Pedro Vilela

Uma inovação na PBH

A prefeitura de Belo Horizonte vai criar uma empresa para gerir os seus ativos. O objetivo principal é ter garantias reais para assegurar aos investidores a participação do município nas Parcerias Público-Pri­vadas que já estão sendo pensadas em diferentes áreas. O pensamento do prefeito Marcio Lacerda é estabelecer parcerias com a iniciativa privada para a solução de vários problemas da cidade e não apenas no setor de transportes. Além da PPP para construção e operação do hospital regional do Barreiro, já em obras, há estudos para que o mesmo esquema seja montado para o funcionamento de unidades de saúde menores e até mesmo na área de educação. A empresa de ativos usará na formação de seu capital recursos da dívida ativa e outros provenientes de venda de imóveis do município. Parte destes imóveis serão utilizados para a integralização do capital.

 

Prefeito não vai admitir desrespeito

Passadas as eleições, o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, vai imprimir seu estilo pessoal na administração da PBH, já que até agora vinha respeitando o fato de o PT ter ajudado a sua eleição ao lado do PSDB. Porém, Lacerda tem que rever o acordo com o PT, pois muitos petistas herdados estão, na realidade, atrapalhando sua maneira de governar. A propósito, Lacerda, mesmo ainda não falando, vai disputar a reeleição e o vice-prefeito Roberto Carvalho há muito vem trombando com o prefeito, para não dizer desrespeitando a sua autoridade. Agora é ponto final.

 
 | Por: Roosewelt Pinheiro
Roosewelt Pinheiro

Erros de campanha

Dois aspectos que, por mais bobos que possam parecer, pesaram para que Dilma não vencesse a eleição no primeiro turno. O presidente Lula falou e agrediu demais quem estava do seu lado, uma boa parte do PIB, Dilma foi enclausurada e dava entrevistas cercada como se fosse a presidenta eleita. E não foi por falta de advertências. O núcleo duro do PT é que quis blindar Dilma, esquecendo que a candidata é ela.


Empresários preferem Dilma

Em 2002, na primeira eleição de Lula, havia receio em relação à politica econômica. A escolha de Henrique Meirelles para o BC acalmou o mundo. Agora, economistas norte-americanos com os quais conversei em Miami acreditam que Dilma manterá a estabilidade econômica. Para o diretor do Eurasia Group, Christopher Garman, a maioria dos empresários – mesmo sem assumir publicamente – prefere Dilma no governo.

 
 | Por: Divulgação
Divulgação

Continuidade sem continuísmo

O governador eleito Antonio Anastasia dará continuidade às obras e ao que foi planejado no governo Aécio Neves, mas não necessariamente com o mesmo grupo de auxiliares. É certo que haverá alterações para o novo mandato que se inicia em janeiro. Pode ser até que a maior parte seja por remanejamentos dentro do próprio grupo. Mas que as mudanças serão feitas, ninguém duvida. Tem muita gente preocupada com elas.


Anastasia não aceita pressão

Ninguém tem dúvidas de que o governador Anastasia agora vai imprimir o seu estilo e promoverá mudanças buscando quadros de sua confiança e honrando as alianças assumidas durante a campanha. Mas com o governador buscando a competência e eficiência que, com certeza, serão marcas do seu governo. No entanto, a guerra pelos cargos já começou e as insinuações correm à solta. Porém, é bom que as pessoas saibam que Anastasia não vai aceitar pressões.

 
 | Por: Tião Mourão
Tião Mourão

Piau culpa os paraquedistas

Paulo Piau foi reeleito deputado federal pelo PMDB com arredondados 90 mil votos. Ele esperava mais, bem mais até, mas foi atropelado na campanha por alguns paraquedistas que apareceram na sua região. Ligado à atividade rural, Paulo Piau usa um problema que o setor enfrenta com certa frequência para explicar o que aconteceu: “ é como ter uma plantação que você inicia pelo preparo da terra, depois joga a semente, aduba, cuida da irrigação e, quando ela está bonita, em ponto de colheita, aparecem os gafanhotões e atacam, comendo tudo.” Traduzindo: a pessoa passa todo o mandato cuidando de sua reeleição e, na hora de ter os votos, os paraquedistas chegam, fazem os acertos e ficam com os eleitores. Piau não fala quem foram os gafanhotões que baixaram em sua plantação, mas há quem garanta que são realmente grandes e gordos.

 

Pimentel caminha para liderar PT

A roupa suja do PT mineiro já deveria estar sendo lavada, mas o surpreendente– para os petistas – segundo turno da eleição presidencial atrasou o processo. Tão logo termine a disputa entre Dilma e Serra, o partido vai recomeçar a luta pelo seu comando no estado. Patrus e Pimentel, o segundo mais do que o primeiro, têm conseguido, até aqui, controlar as mágoas, mas seus aliados mais próximos garantem que os dois, que já foram muito unidos, são hoje inimigos cordiais. Uma cordialidade que pode acabar quando a briga pelo espólio eleitoral do partido em Minas Gerais ficar mais explícita.


Grupos petistas não querem ex-prefeito

Por falar em briga interna do PT, a indicação de Pimentel para um ministério de Dilma Rousseff, caso a petista seja eleita, já é vista com ceticismo até pelos aliados do ex-prefeito. A derrota na disputa pelo Senado, reconhecem os petistas, complicou a vida do ex-prefeito, que tem agora, como único cacife político para justificar sua convocação, o fato de ser companheiro de juventude de Dilma. Isto seria pouco, argumentam os que são contra, e até os que são aliados, para justificar um convite para o primeiro escalão. Desempregado, caso o PT permaneça governando o país, Pimentel não fica. Mas dificilmente terá um cargo  no primeiríssimo escalão. Já há todo um lobby contra ele, de mineiros e paulistas.

Rompimento em MOC

A situação política em Montes Claros entrou em efervescência depois das eleições. O prefeito Luis Tadeu Leite, que elegeu seu filho Tadeuzinho para a Assembleia Legislativa, rompeu com sua vice-prefeita Cristina Pereira, mulher do reeleito deputado estadual Gil Pereira. Há quem diga que Cristina tem tudo para disputar a Prefeitura de MOC, sonho acalentado há alguns anos pelo seu marido Gil.


Reformas só no início do ano

Para o vice-diretor do FMI, John Lipsky, as reformas estruturais que o país precisa,  como tributária, política e previdenciária, só sairão se o presidente eleito as fizer nos primeiros três meses de governo. Caso contrário, ninguem sabe quando virão.

 
 
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