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ViolênciaPedra mortalPesquisa comprova relação direta do aumento de homicídios com armas de fogo na capital mineira com o consumo de crack
Texto: Raquel Ayres | Fotos: Paulo Werner
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frases
“ O crack é ouro!” (traficante entrevistado para pesquisa) “Eles não se interessam em vender maconha que é barato, interessam vender o crack. Porque crack é uma droga pequena, de consumo muito rápido. A pessoa vai voltar toda hora. É muito viciante.” (ex-traficante entrevistado) “A maconha dá movimento, cheiro e pouco dinheiro. É pra quem mexe com coisa pequena!” (traficante entrevistado) “O traficante não mata o usuário porque ele tá devendo. Ele mata porque ele é um sem-vergonha, tá devendo e foi comprar na outra boca. É nessa situação que ele mata o usuário. Se ele comprou e não pagou, mas não tá devendo, não tá usando, o traficante segura mais a onda. Mas se vê que ele tá chapado, tá tirando mercado dele: você tá achando que eu sou otário?” (traficante entrevistado) “Agora tem nego que não fuma a pedra, é a pedra que fuma o cara. Bandido que é bandido não é viciado. Você tá vendendo 50 bolinhos, você vai queimar 10? Aí queimou o lucro todo!” (traficante entrevistado) Fonte: A Problemática do Crack na Sociedade Brasileira |
Para entender
A ENTRADA DO CRACK EM BHAparece, inicialmente, em 1995, na Pedreira Prado Lopes. O crack que chega é proveniente de São Paulo e trazido pela quadrilha da família Peixoto, da Pedreira. A partir de 1997, os conflitos relacionados ao tráfico de drogas tornam-se a principal motivação de ocorrência de homicídios na cidade. O período da disseminação e consolidação do comércio da droga coincide com o crescimento da vitimização de jovens entre 15 e 24 anos. A taxa de homicídios nesta faixa etária torna-se 2,5 vezes maior que a dos adultos acima de 25 anos |