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EleiçãoVoo do tucanoCom a subida de Anastasia nas últimas pesquisas ao governo de Minas, embate entre Lula e Aécio deve se acirrar ainda mais no estado
Texto: Eliana Fonseca | Fotos:
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O cientista político Fábio Wanderley da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), afirma que o crescimento de Anastasia era previsível com o início do horário político na televisão. “Ficou claro para o eleitorado, a conexão entre Aécio e Anastasia”, afirma. Para ele, o candidato ao governo de Aécio Neves deve crescer ainda mais nas próximas pesquisas, principalmente porque a vitória em Minas passa a ser estratégica para o PSDB se manter como uma oposição fortalecida. “Mas, aparentemente, Lula também deve investir em Minas. Será algo intrigante, uma das disputas mais interessantes no plano nacional”, avalia Wanderley.
A professora Helcimara de Souza Telles, do Departamento de Ciência Política da UFMG, destaca que outro ponto que deve ser levado em conta é que os dois candidatos cabeças-de-chapas não são os nomes fortes nessa disputa. “Apesar de Hélio Costa ser conhecido por 90% do eleitorado, ele mantinha-se na faixa dos 40 pontos. O ex-ministro Patrus Ananias deu legitimidade, coesão, disciplina e agregou bastante à campanha. Então, o candidato a governador é dependente de seu vice, que é uma raridade no nosso cenário”, comenta. Helcimara ainda analisa a importância da vitória de Anastasia para o futuro político de Aécio Neves. Para ela, a eleição do afilhado é fundamental para que o ex-governador possa consolidar sua possível candidatura à Presidência em 2014. “Minas passa a ser fundamental porque é daqui e de São Paulo que a oposição fará de tudo para garantir alguma resistência”, diz. Para outro cientista político, Malco Braga Camargos, da PUC Minas, a entrada de Lula dependerá das próximas pesquisas dos candidatos à Presidência. Se os números pró-Dilma se estabilizarem e a diferença se mantiver em torno de 20%, Camargos afirma que é possível aos atores do processo definir outras estratégias. Caso isso aconteça, Minas Gerais e São Paulo poderiam ganhar uma adesão maior da campanha de Dilma, ancorada por Lula, para enfraquecer duas lideranças que emergeriam com a derrota de José Serra à Presidência: Geraldo Alckmin e Aécio Neves. “Agora, se Lula é suficiente para que haja uma virada em São Paulo e Hélio Costa ganhe aqui, é uma incógnita”, afirma. |