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CulturaArte ao alcance de todosFIT encerra 10⁰ edição com nova identidade e balanço extremamente positivo: foi considerado, por muitos, o melhor festival realizado até aqui
Texto: Nayara menezes | Fotos: Nathália Tucheti
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Outra novidade desta edição foram as obras de arte ao ar livre idealizadas pelo cenógrafo Paulo Pederneiras, que também aproximou o povo da arte. O diretor artístico do Grupo Corpo criou instalações urbanas em dois dos principais pontos de circulação de pessoas da capital mineira: a praça Sete, no centro, e a avenida Getúlio Vargas, na Savassi. As vias foram pintadas de vermelho chamando a atenção de todos para a realização do FIT. No centro das praças foram colocadas arquibancadas como um convite para que os mo- radores contemplassem a paisagem urbana de Belo Horizonte. As obras chamaram a atenção de todos que passaram pelos dois movimentados pontos da cidade. Pederneiras explica que a intenção foi despertar a sensibilidade das pessoas para cenários aparentemente comuns, rotineiros. “Parar para observar a cidade causa certa estranheza, porque as pessoas nunca têm tempo para fazer isso. Com essa obra, as pessoas puderam olhar a mesma coisa de outra maneira, de outro ponto de vista”, explica. |
Além da extensa grade de espetáculos, que somou 101 espetáculos, o público contou ainda com a programação de eventos especiais, como exposições, debates, workshops e outras atividades, como destaca a presidente da Fundação de Cultura de Belo Horizonte, Thaís Pimentel. Na opinião dela, duas oficinas mereceram destaque este ano. A primeira, coordenada pelo fotógrafo e professor Eugênio Sávio, reuniu fotógrafos amadores, estudantes e profissionais para produzir fotos inusitadas do FIT. “Foi muito interessante o material produzido, fotos que fogem totalmente do olhar institucional”, comenta Thaís. A segunda oficina destacada pela presidente da Fundação de Cultura foi dirigida pela arquiteta Mariza Machado Coelho e voltada para arquitetos. O grupo ficou encarregado de elaborar um projeto que destaque os teatros e centros culturais no ambiente urba- no. “A proposta é que eles pensem em formas de iluminação e sinalização que faça com que a população veja mais facilmente esses espaços.” E as atividades do FIT não param por aí. Já está agendado para o mês de outubro um seminário que avaliará todas as mudanças e novidades da 10a edição e discutir o formato do FIT 2011. Para a presidente da Fundação Clóvis Salgado, Eliane Parreiras, o evento é imprescindível para que se avalie os resultados obtidos e se pense no desenho do próximo. “O formato tradicional dos festivais é uma coisa que precisa ser repensada, não só aqui, mas no mundo inteiro. Acho que este ano o acerto maior foi mexer nesse for- mato. Mas é preciso debater com a co- munidade artística e a sociedade civil para encontramos o melhor formato para os próximos anos”, diz Eliane. |