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PolíticaDuelo de gigantesDois dos maiores cabos eleitorais do país, o ex-governador Aécio Neves e o presidente Lula, prometem atuar forte a partir deste mês em Minas para eleger o próximo governador
Texto: Angelina Petrowska | Fotos: Gilberto Nascimento, divulgação/ Arte: Paulo Werner
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Do lado tucano, o presidente do PSDB mineiro, deputado federal Narcio Rodrigues, diz que está em formatação uma espécie de mutirão da militância para tentar melhorar o desempenho de Anastasia, que ainda não conseguiu ultrapassar a casa dos 20% na preferência do eleitorado. A meta é tornar o candidato mais conhecido. Mais precisamente, deixar claro que o atual governador é o candidato de Aécio Neves, hoje líder na briga por uma vaga no Senado por Minas Gerais. “Essa parceria (entre Aécio e Anastasia) não é artificial. A identidade entre os dois é natural e vamos mostrar isso durante o programa eleitoral na TV”, diz Narcio. “Na TV vai ficar claro que Anastasia tem o respaldo do Aécio, que ele foi avalista e executor a quatro mãos das obras do governo do estado”, reforça o tucano. Os slogans da campanha de Anastasia evidenciam a estratégia de associar a imagem do ex-governador (que, ao deixar o governo, contabilizava 92% de aprovação) à do atual e candidato a um novo mandato, bem como à do presidenciável tucano José Serra. “Aécio aponta o caminho: Minas é Serra e Anastasia”. |
Para o cientista político Malco Camargos, professor da PUC Minas, apesar da desvantagem no placar das pesquisas de intenção de voto, Anastasia tem o benefício de poder se valer não apenas do capital político de Aécio Neves, mas também de um projeto que foi bem avaliado pela população mineira. “É um trunfo que, sem dúvida, será usado durante a eleição, principalmente nos programas de TV. Se não fosse esse trunfo, a eleição estaria praticamente decidida em favor do Hélio Costa”, pondera. O cientista político lembra que, no caso do peemedebista, o candidato terá que tentar convencer o eleitor de que pode fazer uma versão mineira do projeto de governo implementado pelo presidente Lula. “O apoio do Lula para a Dilma, por exemplo, é diferente porque ela não é somente a pupila dele, mas alguém que o ajudou a conduzir um projeto, o que não é o caso de Hélio Costa”. e governo implementado pelo presidente Lula. “O apoio do Lula para a Dilma, por exemplo, é diferente porque ela não é somente a pupila dele, mas alguém que o ajudou a conduzir um projeto, o que não é o caso de Hélio Costa”. |