Música de balada é para ser dançada sozinho? Não. Pelo menos é o que dizem os praticantes da nova tendência em dança de salão, o west coast swing. A trilha é composta por Lady Gaga, Chris Brown, Akon e Skank. No Brasil, o ritmo chegou há 3 anos, nos pés dos dançarinos Guilherme Abilhôa e Aline Tombini. Desde então têm ganhado adeptos em todo o país, principalmente os mais jovens. “Nos congressos de dança com wcs, as turmas estão cheias”, diz Abilhôa. Já é possível encontrar comunidades nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Fortaleza, Londrina, Piracicaba, Porto Alegre e Belo Horizonte. Bailes para praticar o estilo já acontecem regularmente em Fortaleza, São Paulo e Florianópolis. “É uma dança contemporânea, com muita improvisação, onde a mulher tem mais liberdade. Por isso a procura pelo público jovem”, comenta Abilhôa sobre um dos motivos da rápida ascendência do ritmo.
A dança exige coordenação, concentração e disciplina. Mesmo dançando juntos, homem e mulher têm autonomia nos passos. E quantos passos! São mais de 5 mil movimentos catalogados. E esse número cresce a cada ano. O estilo não é novo. A primeira menção está em um livro de Arthur Murray de 1950. Em 1988, o wcs tornou-se a dança oficial do estado da Califórnia. O porquê do sucesso agora? Ricardo Espeschit, professor da dança em Belo Horizonte, diz que realities shows como Dança com Famosos influenciaram no interesse do público. “No Brasil, o west coast swing chegou com filmes, vídeos na internet e televisão. Hoje, o primeiro vídeo que aparece quando você digita dança no youtube é de wcs”, conta Espeschit.
Em maio, ele e a professora Adriana Coutinho abriram nova turma de west em Belo Horizonte. Entre os alunos está Stefano Simões, 14 anos. “Comecei a praticar dança de salão aos 12 anos com a minha mãe. Ela desistiu e eu continuei”, relembra o garoto que já praticou forró, zouk, bolero, samba, salsa e agora o west. “É uma dança com possibilidades variadas.”