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LazerUm giro de 360ºEm todas as direções do entorno de Belo Horizonte existem atrações imperdíveis: mergulho pela história, convite à prática de esportes radicais ou o fascinante mundo do ecoturismo
Texto: Fernando Torres | Fotos: Daniel de Cerqueira, Pedro Vilela, Miguel Aun, Sérgio Mourão / Acervo Setur MG
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Ouro Preto Ouro Preto não é feita apenas de igrejas e museus. A cidade também abriga o Festival de Inverno, em julho, com peças de teatro, shows e espetáculos de dança. E no quesito agitação, a cidade faz bonito no Carnaval (tão concorrido quando o de Olinda) e na Festa do Doze (em outubro). Sem falar nas baladas das repúblicas universitárias (mais de 200), que correm soltas o ano todo
Outra atração é a Igreja de Nossa Senhora do Pilar. Datada de 1733, exibe entalhes de madeira revestidos por 434 quilos de ouro em pó, o que a posiciona como a segunda igreja mais rica do Brasil. E se a pedida é visitar museus, a cidade também não deixa a desejar. As opções são: Museu do Oratório, com 162 peças expostas; Casa dos Contos, que conta a história do dinheiro; Museu de Ciência e Técnica, com 23 mil amostras de minérios do mundo todo; e o Museu da Inconfidência, que, como o próprio nome já diz, homenageia os inconfidentes no prédio da Antiga Casa de Câmara e Cadeia. Mariana, por sua vez, possui seu próprio casario colonial e arquitetura barroca em um centro histórico enxuto. A primeira capital de Minas Gerais se destaca pela Catedral da Sé, com dois altares torneados por Francisco Xavier de Brito, mestre de Aleijadinho. Na mesma igreja, a organista Elisa Freixo dá concertos no órgão Arp Schnitger, instrumento alemão de 1701, com 1.039 tubos. O horário é ingrato (às sextas, 11h30, e aos domingos, 12h15), mas o esforço extra vale a pena para os amantes da música barroca. Em tempo: Mariana está a 110 km de BH, mas pode ser alcançada por meio de um passeio de maria- fumaça que sai de Ouro Preto. |
Cansado de história? Então, fique com o roteiro ecológico. Sabará, a 17 km de distância, é mais conhecida por suas igrejas. No entanto, as montanhas que circundam a cidade também são pretexto para o turismo de aventura. Que o diga o escalador Murilo Vargas. Ele vive e trabalha em São Paulo, mas vem para Minas Gerais duas vezes por mês para escalar. “O estado já é um dos mais atrativos para a prática desse esporte, mas Sabará tem uma das melhores e mais bonitas formações rochosas que eu já vi”, diz ele. Em maio, Murilo cumpriu tabela e participou do 6º Festival de Boulder de Pedra Rachada, em Sabará. “Trata-se de uma modalidade de escalada sem o uso de cordas, apenas com a sapatilha e o crash pad, um colchão que permanece no solo para eventuais acidentes. A altura é menor, mas a angulação da rocha exige maior força e técnica”, conta. Se houver fôlego depois da escalada, a sugestão é um voo duplo de parapente (também conhecido como paraglider). Do alto de seus 560 m de desnível em relação ao solo, a Serra da Moeda, na região de Nova Lima (30 km de BH), é considerada o sexto melhor local do Brasil para a modalidade, em termos de estrutura, condições metereológicas e acesso. Luiz Braga, dono da escola Vento Leste, acumulou cerca de 4,5 mil voos em seis anos. “Diferente da adrenalina do salto de paraquedas, voar de parapente é supertranquilo e confortável. Podemos dizer que é um voo panorâmico de cerca de 20 minutos, em que sobrevoamos o vale e a Lagoa dos Ingleses”, descreve. Não há idade mínima para experimentar. “A exigência é ter peso acima de 30 kg e inferior a 130 kg”, explica Braga. Os preços ficam em torno de 150 reais. Mas a grande estrela do entorno de Belo Horizonte é a Serra do Cipó, a 90 km de distância. Ali, a aventura rola solta: trekking, rapel, canyoning (rapel em cachoeira), escalada, rafting, caiaque, tirolesa, entre outras aventuras. Além disso, a região abriga diversos cânions e cachoeiras, como o Cânion das Bandeirinhas, a Cachoeira do Gavião, a Cachoeira do Tabuleiro, o Véu de Noiva e o Poço Azul. Para alcançar esses atrativos, prepare o fôlego. As caminhadas têm média de uma hora e podem chegar a 9 km de trilha. |
Para quem gosta de ecoturismo, mas prefere programas menos ousados, as paradas obrigatórias são as grutas Rei do Mato, em Sete Lagoas, e a de Maquiné, em Cordisburgo. A primeira fica a 62 km de BH e é considerada uma caverna viva, pois suas formações rochosas continuam em atividade. Já a Gruta de Maquiné, a 120 km de distância, é famosa por ser a maior caverna aberta à visitação em Minas Gerais: com sete salões, tem 650 m de extensão, dos quais 440 m podem ser percorridos. Além disso, é importante registro arqueológico. Nela, foram encontrados diversos artefatos pré-históricos e pintura rupestre logo na entrada. Por fim, no caminho entre Ouro Preto e Mariana fica uma das maiores minas do mundo abertas à visitação, datada de 1719. A descida de 120 m de profundidade é feita em um trole de 315 m de trilhos, terminando em um lago de águas transparentes. As crianças adoram, mas os adultos também se divertem ao avistar pontos luminosos nas paredes de pedra, o ouro dos tolos, sem nenhum valor. Infelizmente, o ouro verdadeiro ficou para a história. A joia que ultrapassou as fronteiras do nosso passado dourado são as próprias Minas Gerais. |
Ecoturismo Minas oferece diversas opções para quem gosta de praticar esportes radicais em meio a paisagens naturais exuberantes. Se o objetivo for interagir com a natureza, a escalada é uma boa pedida para tentar desvendar um pouco da beleza das montanhas de Minas. E quem curte adrenalina não pode deixar de conhecer a Serra da Moeda, na região de Nova Lima, a 30 km da capital mineira. O lugar é um dos melhores do país para a prática do voo duplo de parapente |
RoteiroSabará – 17 km - Pedra Rachada (escalada) Serra da Moeda – 30 km - Voo livre de parapente Sete Lagoas – 62 km - Gruta Rei do Mato Congonhas do Campo – 70 km
- Capelas dos Passos Serra do Cipó – 90 km
- Cachoeira do Gavião Ouro Preto – 99 km
- Igreja de São Francisco de Assis Mariana – 110 km
- Catedral da Sé Cordisburgo – 120 km - Gruta do Maquiné |